|
OSWALD DE ANDRADE em Português y Español
Nasceu e faleceu na cidade de São Paulo, onde participou dos movimentos literários que mudaram a cultura brasileira de seu tempo. O Movimento Modernista (iniciado oficialmente em 1922, que não guarda relação com o modernismo latino-americano), foi demolidor de tradições européias desgastadas e instaurador de estéticas libertadoras dos formalismos repetitivos, além de buscar elementos nacionalistas e populares na sua composição. Participante do Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1925) e escreveu obras importantes na prosa e no ensaio. Mais conhecido como polemista, também foi um poeta original e criativo, a começar por seu Primeiro Caderno do Aluno de Poesia O. de A. (1927).
3 DE MAIO Aprendi com meu filho de dez anos Que poesia é a descoberta Das coisas que eu nunca vi
3 DE MAYO Aprendí con mi hijo de diez años Que la poesía es el hallazgo De las cosas que nunca ví
ERRO DE PORTUGUÊS Quando o português chegou Debaixo duma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio teria despido O português
ERROR DE PORTUGUÉS Cuando el portugués llegó Bajo una lluvia Vistió al indio ¡Qué pena! Fuera una mañana de sol Y el indio habría desnudado Al portugués
(Traducciones de Kori Bolivia) Extraídos de Poetas portugueses y brasileños de los simbolistas a los modernistas/ Organización y estudio introductorio de José Augusto Reabra. Buenos Aires: Instituto Camões; Brasilia: Thesaurus, 2002)
DITIRAMBO
Meu amor me ensinou a ser simples Como um largo de igreja Onde não há nem um sino Nem um lápis Nem uma sensualidade
DITIRAMBO Mi amor me enseñó a ser simple Como un atrio de iglesia Donde no hay ni una campana Ni un lápiz Ni una sensualidad.
SECRETÁRIO DOS AMANTES I Acabei de jantar um excelente jantar 116 francos Quarto 120 francos com água encanada Chauffage central Vês que estou bem de finanças Beijos e coisas de amor
II Bestão querido Estou sofrendo Sabia que ia sofrer Que tristeza este apartamento de hotel
III Granada é triste sem ti Apesar do sol de ouro E das rosas vermelhas
IV Mi pensamiento hacia Medina del Campo Ahora Sevilla envuelta en oro pulverizado Como una dádiva s mis ojos enamorados Sin embargo que tarde la mia
V Que alegria teu rádio Fiquei tão contente que fui à missa Na igreja toda a gente me olhava Ando desperdiçando beleza Longe de ti
VI Que distância! Não choro porque meus olhos ficam feios.
I 116 francos Cuarto 120 francos con agua corriente Calefacción central Ves que estoy bien de finanzas Besos y cosas de amor
II Bestia querida Estoy sufriendo Sabia que iba a sufrir Qué tristeza este apartamento de hotel.
III Granada sin ti A pesar del sol de oro Y de las rosas rojas.
IV Mi pensamiento hacia Medina del Campo Ahora Sevilla envuelta en oro pulverizado Los naranjos salpicados de frutos Como una dádiva a mis ojos enamorados Sin embargo qué tarde la mía
V Qué alegría tu cable Quedé tan contento Que fui a la misa En la iglesia todos me miraban Ando desperdiciando belleza Lejos de ti. s
VI ¡Qué distancia! No lloro Porque se me ponen feos los ojos
Traducción de Jaime Tello. Extraído de Cuatro Siglos de Poesía Brasileña. Caracas: Centro Abreu e Lima de Estudios Brasileños; Instituto de Altos Estudios de América Latina/Universidad Simón Bolívar, 1983.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||