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POÉSIE BRÉSILIENNE EN FRANÇAIS
Coordination de ARICY CURVELLO 

LOURDES SARMENTO

LOURDES  SARMENTO

 

EM PORTUGUÊS  /  EN FRANÇAIS

Canto de acácias 

No canto onde o sonho

             É chama

Deixei repousar o gesto

Do verão amanhecendo.

Nada do que sonhei

              É abstrato

No alicerce de acácias:

               Minha carne

                      Arde

E sangra no desencontro

                Da tarde.

 

No canto onde a dor pisou

          Escorrendo úmida

          A madrugada,

Procuro as mãos

Que me acariciaram,

Hoje, metade fera,

Metade inverno

Que na omissão do tempo

A saudade se inventa. 

 

Sinos de cristal 

Ninguém conhece o rosto

Que acende o meu corpo

E caminha sobre os ventos

Em porta-retratos de metal.

 

A vida respira no teu peito

         Sinos de cristal

E os olhos azuis de hortências

Me fitam.

 

Não me entrego –

             Espero

E a espera se estende

Como quem busca o passado

Sem passado –

Até que chegues

No corpo do poema.

 

 

EN FRANÇAIS    

 

Chant d’ acacias  

Dans le chant où le rêve

              Est flamme

Je laissai reposer le geste

De l’ été qui arrive.

Rien dont je rêvai

               N’ est abstrait

Dans les assises des acacias:

     Ma chair

     Brûle

Et saigne au hasard d’une rencontre

                L’ après-midi.

 

Dans le chant où la douleur

      Foula aux pieds

L’ aube s’écoulant humide,

Je cherche les mains

Qui me caressèrent.

Et aujourd’hui, moitié fauve

                  Moitié hiver

À l´omission du temps

Le regret s’invente. 

 

Cloches de cristal 

Personne ne connait le visage

Qui allume mon corps

Et marche sur les vents

En porte-photos de métal.

 

La vie respire dans ton sein

           Cloches de cristal

Et les yeux bleus d’hortensias

Me fixent.

 

Je ne me livre pas –

            J’attends

Et l’attente s’étend

Comme celui que cherche le passé

Sans passé –

Jusqu’à ce que tu arrives

Au corps de mon poème.

 

 

( Da antologia “Poésie du Brésil”, seleção de Lourdes Sarmento, edição Vericuetos, como nº 13 da revista literária francesa  “Chemins Scabreux”, Paris, setembro de 1997. Traduções de Lucilo Varejão, Maria Nilda Miranda Pessoa e outros.)

 

Página publicada em set. 2008

 




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