ARICY CURVELLO
Poeta, autor de ensayos y de artículos literarios y traductor, sus libros tienen muy buena acogida por parte de la crítica. Durante los gobiernos de la dictadura militar (1964-85) sufrió prisiones y persecuciones. Há vivido en Rio de Janeiro, en la Amazônia y en otras regiones de Brasil así como también en Europa. Socio de la Unión Brasileña de Escritores desde 1980, se vincula al Proyecto Cultural Sur em 1998 y viaja a La Habana en dos oportunidades para participar en los encuentros anuales del proyecto.
Corresponsal en Brasil de la revista literaria portuguesa Anto, integrando también el Consejo Editorial de Literatura – Revista del Escritor Brasileno y de la revista de poesia Augusta.
Libros de poesia: Los Días Salvajes te Enseñan (1979), Vida Fu(n)dida (1982), Más que los Nombres de la Nada (1996), La Poesia de Minas Gerais en el Siglo XX (1998), El Campamento (en edicción de arte,2004, y en Francia, 2005), 50 Poemas Escogidos por el Autor (2007), Menos que los Nombres de Tudo (2008,a salir).
Integra antologías nacionales e internacionales de poesía. Traducido al español, francés,italiano, inglés y sueco, es mencionado en la Enciclopédia da Literatura Brasileira e en el Dicionário Biobliográfico de Escritores Brasileiros Contemporâneos.
LO QUE DICEN LOS CRÍTICOS
“Aricy Curvello, con ‘Os dias Selvagens te Ensinam’, sobresaltase entre los contemporaneos, alineandose entre los mejores poetas de su generación”.
(Fábio Lucas)
“El libro es de tal modo coeso, apresenta tanta unidad de forma y dicción que se puede considerarlo un corpus dramático (...)”
(Fernando Py)
“... Aricy Curvello tiene momentos de alta sustancia poética, en que el verso retine, haciendo el lector detenerse de choque adonde las palabras son talladas en luz y expresión (...)”
(Fritz Teixeira de Salles)
“Aricy Curvello es visceralmente poeta”.
(Nelson Hoffmann)
O poeta Aricy Curvello durante sua apresentação na sessão magna da I BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA DE BRASILIA ( de 3 a 7 de setembro de 2008 ).
POMPÉIA
Poema de Jorge Tufic
dedicado a Aricy Curvello)
As cadeiras pousadas na varanda
flutuam sobre os arcos da preguiça.
Dois pombos testemunham de um terraço
o estupro de uma cabra por cobiça.
Praças, banhos, ruelas, chafarizes,
são vigílias que dormem sob urânio.
O gesto de beber e o corpo em transe
paralisados, negros de fuligem,
tomam conta do mesmo subterrâneo.
O talhe de uma flor em barro fino
lembra o colo de Circe; e um ar de amônia
faz subir destas harpas o som cavo
da cinza, quando as lavas do Vesúvio
se fecharam nos olhos de um menino.
TEXTOS EM PORTUGUÊS / TEXTOS EN ESPAÑOL
Veja também>>> POÉMES EN FRANÇAIS
De
50 POEMAS ESCOLHIDOS
PELO AUTOR
Rio de Janeiro: Edições Galo Branco, 2007
ISBN 9780-85-7749-032-5
aqui não mais aqui
(uma fímbria)
(uma face)
(uma frase)
nem tudo o que sabemos
linguagem
nem tudo o que resta
: o pousar que recolhe
o que existe (a obscura mistura)
viver significa
— e é tudo
sobretudo
objetivo
o vento soprou as pegadas
o tempo dispersou o vento
palavras revoam tuas palavras
sem encontrar
pouso
assim tateamos um sinal
no rumo inalcançado
no caminho que não permanece
neste caminho
(nossa história repetir
com que fim?)
E- U
canção de uma só palavra
pássaro de uma só asa
cidades de uma só casa
uma só mão
batendo palmas
eis
eis, mais que os nomes do nada,
menos que os nomes de tudo.
só alguns píncaros,
pouco demais do mundo.
eis, dificuldade, a louca recusa
de compreender que é breve
a eternidade.
eis, linguagem que vivemos,
(a linguagem que nos vive)
o ser, a casa,
o lugar-pátria:
eis todo o teu universo,
dicionários
& enciclopédias
como alicerces.
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Extraídos de
POEMAS Y RELATOS DESDE EL SUR
Barcelona: Ediciones Carena, s.f.
Antología
ÀS VEZES
o substantivo carece
de mais substantivos
o verbo de verbos
verbos de advérbios
as palavras fazem crescer o mundo
mas a língua não é a realidade
nem a arte se assemelha à natureza
criam outra
realidade que expande a realidade
(às vezes)
no branco da página
SOB A RELVA
a noite quando baixou sobre ti
ficaste
a relva está molhada de pássaros brancos
eras uma criança do primeiro dia do mundo
eu te amei como se fosse
a primeira vez
na primeira vida
não sono lágrima silêncio
não adeus até o último adeus
(não, não importa)
Eu te reconhecerei entre os mortos, sorrindo
De Os Dias Selvagens te Ensinam, 1979.
Os planos que malogram,
a fortuna que se rende,
o fado que tem olhos
de acaso e relógio,
pelo pesadelo a grande Barca abalroada,
três mil passageiros se paralisaram no terror da hora,
em plena noite, ao mar, na baía da Guanabara.
Alguns, das águas
recuperados. Um, não dos mais belos, porém dos mais
jovens,
fortes ventos e correntes o impeliram para fora
da barra, para as altas águas, o alto mar,
roído de peixes,
que humano já não era, incorporado
a medusas, a algas, ao
plenilúnio, às vagas, aos eflúvios do sal.
Agora, sua respiração percorre o litoral.
DE VICENT A SEU IRMÃO THEO VAN GOGH
uma chama em minha mão
um fogo mágico: eis
o que abre a prisão.
o que liberta alguém do cativeiro:
girassóis iluminando o chão.
segura
-mente, como se queima em desenho
o traço agudo,
e o mundo, em pintura
Extraídos de
POESÍA DE BRASIL – Volumen I
Proyecto Cultural Sur, 2000
Antología
morfose
símiles, vozes, labirintos,
como alguém que um poema principia,
segues imagens ao confim do não,
dúbios, dúbios desenhos que mais são
lábios de noite ou silêncio
ou vozes de outra voz outra forma aparência
sombras de sombras são que te encontram
sentir sem poder de captura, mas verde é esse
beijo,
lento crescer de enigma
símiles vozes labirintos
como alguém que um poema principia
os muros
abaixo o imperial
ismo ianque (os moços
gritavam a piche nos muros)
viva a amizade
norte-americana
(suicidavam os moços
a canhão sob os mesmos muros)
os muros continuam muros
tarde da noite
quando penso em pessoas que amei (poucas,
porque, banqueiros, não nos damos às mãos cheias)
melhor fôra:
(triste vantagem a da idade conquistar
: porém quando já é tarde: o conhecimento)
com riqueza que não é para ser armazenada
melhor fôra (concluo melancolicamente)
havê-las amado
mais muito mais do que eu amei
recomeçar
os antes anos
agora meses
os antes meses agora dias
os antes dias agora horas
as antes horas agora
agora
e o q se decompõe e o q se renova
e o q se putrefaz
e o q vive para nascer
e não é senão pisado
a vida não está nas estatísticas e jornais
lenta decomposição e lenta renovação
dez anos
dez mil maus poemas ou dez mil mortos
sabemos a que preço avançamos
morder a alegria com as mãos escalar
os céus
recomeçar
(que sonho resume o homem?)
a vida está sempre recomeçando
TEXTOS EN ESPAÑOL
Extraídos de
POEMAS Y RELATOS DESDE EL SUR
Barcelona: Ediciones Carena, 2001
Antología
Traducciones de Gabriel Solis
Y Federico Nogara
A VECES
el sustantivo carece
de más sustantivos
el verbo de verbos
verbos de adverbios
las palabras hacen crecer el mundo
pero la lengua no es realidad
ni el arte se asemeja a la naturaleza
crean otra
realidad que expande la realidad
(a veces)
en lo blanco de la página
Del libro Más que los nombres de la nada, 1999
BAJO EL CÉSPED
Traducción de Juan Pablo (Uruguay)
Cuando la noche bajó sobre ti
quedaste
el pasto está mojado de pájaros blancos
Eras uma criatura del primer dia del mundo
yo te amé como si fuera
la primera vez
en la primera vida
no sueño lágrima silencio
no adiós hasta el último adiós
(No, no importa)
Yo te reconoceré entre los muertos, sonriendo
De Os Dias Selvagens te Ensinam, 1979.
EL NÁUFRAGO
El plan que se malogra,
la fortuna que se rinde,
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