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POÉSIE BRÉSILIENNE EN FRANÇAIS
Coordination de ARICY CURVELLO

ALBERTO DA CUNHA MELO (2)

ALBERTO  DA CUNHA  MELO

 

EM PORTUGUÊS EN FRANÇAIS 

Lendo Émile Zola  

O sol esgota os objetos;

não me deixa dizer mais nada.

Transforma em plantas os fantasmas

que ontem dançavam no quintal.

 

Mostra a burra realidade

das coisas, o preço dos sonhos;

água laminada levando,

em ondas, o último mistério.

 

Tudo foi dito da maneira

mais cruel: um micro de sol

escreveu em poucos segundos

todos os livros que sonhaste.

 

Cada morto que descobrias

já tinha sido visitado,

não apontaste nenhum pássaro

que a floresta desconhecesse.

 

E esta verdade passageira

que te cumpria revelar

foi arrancada quando um garfo

de sol já ia penetrá-la.

 

Cartão de visita 

Moro tão longe, que as serpentes

morrem no meio do caminho.

Moro bem longe; quem me alcança

para sempre me alcançará.

 

Não há estradas coletivas

com seus vetores, suas setas

indicando o lugar perdido

onde meu sonho se instalou.

 

Há tão-somente o mesmo túnel

de brasas que antes percorri,

e que à medida que avançava

foi se fechando atrás de mim.

 

É preciso ser companheiro

do Tempo e mergulhar na Terra,

e segurar a minha mão

e não ter medo de perder.

 

Nada será fácil: as escadas

não serão o fim da viagem;

mas darão o duro direito

de, subindo-as, permanecermos.

EN FRANÇAIS

En lisant Émile Zola 

Le soleil épuise les objets,

ne me laisse plus rien dire.

Tourne en fantômes les plantes

hier encore dansant dans les parterres.

 

Un soleil, ça fait voir les choses,

leur stupide réalité,

le prix des rèves : eau laminée

emportant parmi ses lames le mystère.

 

Tout aura été dit de la manière

la plus cruelle : un microgramme

de soleil écrit en des secondes

tous les livres rêvés. Chaque mort

 

Que tu crois avoir  redécouvert,

on l’ avait déjà visité,

tu n’ auras pu montrer du doigt aucun oiseau

méconnu par le bois. Et encore:

 

Cette vérité même, passagère,

te fut elle aussi arrachée

alors qu’une fourchette du soleil

s’apprêtait à la pénétrer. 

                                                                   

Carte de visite  

J’ habite si loin que les couleuvres

meurent à mi-chemin.

J’ habite trop loin: qui me rejoint

le fait à tout jamais.

 

Il n’ y a pas de routes collectives

avec leurs vecteurs et leurs flèches

indiquant le lieu perdu

où s’instala mon rêve.

 

Rien que ce tunnel

pavé de braises: je l’ ai dû parcourir

et à mesure que j’ avançais il s’enfermait

sur mon dos, pas sur pas.

 

Il te faudra devenir le compagnon

du Temps et plonger dans la Terre

en me tenant par la main,

laissant ta peur de perdre.

 

Rien ne sera facile: les marches

n’aboutissant à la fin du voyage,

ne donnent que le droit, dur, d’y rester

pourvu que tu les grimpes.

 

 

( Da antologia “Poésie du Brésil”, seleção de Lourdes Sarmento, edição Vericuetos, como nº 13 da revista literária francesa  “Chemins Scabreux”, Paris, setembro de 1997.Traduções de Lucilo Varejão, Maria Nilda Miranda Pessoa e outros.)

 

       Página publicada em set. 2008

 



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