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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



NICOLÁS GUILLÉN

  (1902-1989)

 

Poeta cubano. Autor de Motivos de Son, Sóngoro Cosongo, West Indies, Ltd., España, El Son Entero, Elegías, La Paloma de Vuelo Popular (em que está "Un Largo Lagarto Verde"), Tengo, Poemas de Amor.

Este poeta latino-americano, ocupa desde a publicação do seu primeiro livro, Motivos de Son - 1930, posição de grande destaque no panorama da literatura de nuestra América. Poeta Nacional de Cuba por aclamação popular, foi também, desde muitos anos do triunfo, o perseverante profeta da Revolução, com a mesma e incansável coerência com a sua poesia e a sua militância de cidadão. Portador de uma obra que visa dar a dimensão da alma popular, o alento social, além do sentido americano universal, representa as necessidades da primeira sociedade pós-revolucionária hispano-americana, uma nova etapa na prática do americanismo literário. Ou como disse José Ramón Medina: “Poeta vital, integrado nas grandes realidades de seu tempo”. GILFRANCISCO SANTOS

 

 

TEXTOS EM ESPAÑOL  / TEXTOS EM PORTUGUÊS

 

 

UN LARGO LAGARTO VERDE

 

Por el Mar de las Antillas

(que también Caribe llaman)

batida por olas duras

y ornada de espumas blandas,

bajo el sol que la persigue

y el viento que la rechaza,

cantando a lágrima viva

navega Cuba en su mapa:

un largo lagarto verde,

con ojos de piedra y agua.

 

Alta corona de azúcar

le tejen agudas cañas;

no por coronada libre,

sí de su corona esclava:

reina del manto hacia fuera,

del manto adentro, vasalla,

triste como la más triste,

navega Cuba en su mapa:

un largo lagarto verde,

con ojos de piedra y agua.

 

Junto a la orilla del mar,

tú que estás en fija guardia,

fíjate, guardián marino,

en la punta de las lanzas

y en el trueno de las olas

y en el grito de las llamas

y en el lagarto despierto

sacar las uñas del mapa:

un largo lagarto verde,

con ojos de piedra y agua.

 

 

 

BURGUESES

 

No me dan pena los burgueses vencidos.

Y cuando pienso que van a dar me pena,

aprieto bien los dientes, y cierro bien los ojos.

 

Pienso en mis largos días sin zapatos ni rosas,

pienso en mis largos días sin sombrero ni nubes,

pienso en mis largos días sin camisa ni sueños,

pienso en mis largos días con mi piel prohibida,

pienso en mis largos días Y

 

No pase, por favor, esto es un club.

La nómina está llena.

No hay pieza en el hotel.

El señor ha salido.

 

Se busca una muchacha.

Fraude en las elecciones.

Gran baile para ciegos.

 

Cayó el premio mayor en Santa Clara.

Tómbola para huérfanos.

El caballero está en París.

La señora marquesa no recibe.

En fin Y

 

Que todo lo recuerdo y como todo lo recuerdo,

¿qué carajo me pide usted que haga?

Además, pregúnteles,

estoy seguro de que también

recuerdan ellos. 

       

RESPONDE TÚ.....

 

Tú, que partiste de Cuba,

responde tú,

¿dónde hallarás verde y verde,

azul y azul,

palma y palma bajo el cielo?

Responde tú.

 

Tú, que tu lengua olvidaste,

responde tú,

y en lengua extraña masticas

el güel y el yu,

¿cómo vivir puedes mudo?

Responde tú.

 

Tú, que dejaste la tierra,

responde tú,

dónde tu padre reposa

bajo una cruz,

¿dónde dejarás tus huesos?

Responde tú.

 

Ah desdichado, responde,

responde tú,

¿dónde hallarás verde y verde,

azul y azul,

palma y palma bajo el cielo?

Responde tú.

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TEXTOS EM PORTUGUÊS

 
 

UM GRANDE LAGARTO VERDE

 

Tradução de Anderson Braga Horta

 

 

Por esse Mar das Antilhas

(que também Caribe chamam)

batida por ondas duras

e ornada de espumas brandas,

sob este sol que a persegue,

sob o vento que a rechaça,

cantando em lágrima viva

navega Cuba em seu mapa:

um grande lagarto verde,

com olhos de pedra e água.

 

Alta coroa de açúcar

lhe tecem agudas canas:

não por coroada livre,

mas dessa coroa escrava:

rainha do manto afora,

do manto adentro, vassala,

tão triste quanto a mais triste

navega Cuba em seu mapa:

um grande lagarto verde,

com olhos de pedra e água.

 

Tu que posto à beira-mar

estás em atenta guarda,

atenta, guardião marinho,

na fina ponta das lanças

e no ribombo das ondas

e no alarido das chamas

e no lagarto desperto

largando as unhas do mapa:

um grande lagarto verde,

com olhos de pedra e água.

 

 

         BURGUESES

 

                            Tradução de  Gilfrancisco Santos

 

 

Não me dão pena os burgueses

vencidos. E quando penso que vão a dar-me pena,

aperto bem os dentes e fecho bem os olhos.

Penso em meus longos dias sem sapatos nem rosas.

Penso em meus longos dias sem abrigos nem nuvens.

Penso em meus longos dias sem camisas nem sonhos.

Penso em meus longos dias com minha pele proibida.

Penso em meus longos dias.

 

- Não passe, por favor. Isto é um clube.

- A relação está cheia.

- Não há vaga no hotel.

- O senhor saiu.

- Deseja uma mulher.

- Fraude nas eleições.

- Grande baile para cegos.

- Caiu o Prêmio Maior em Santa Clara.

- Loteria para órfãos.

- O cavalheiro está em Paris.

- A senhora marquesa não recebe.

 

Enfim, toda recordação.

E como toda recordação,

que droga me pede você para fazer?

Além disso, pergunte-lhes.

Estou seguro

de que também recordam eles.

 

 

 

RESPONDE TU...

 

Tradução de Gilfrancisco Santos

 

 

Tú, que partiste de Cuba,

responde tu,

onde acharás verde e verde,

azul e azul,

palma e palma sob o céu ?

Responde tu.

 

Tu, que tua língua esqueceste,

responde tu,

e em língua estranha mastigas

o güel e o yu,

como viver podes mudo ?

Responde tu.

 

Tu, que deixaste a terra,

responde tu,

onde teu pai repousa

sob uma cruz,

onde deixarás teus ossos ?

Responde tu.

 

Ah infeliz, responde,

responde tu,

onde acharás verde e verde,

azul e azul,

palma e palma sob o céu ?

Responde tu.

 

 



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