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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ALICE SPÍNDOLA

ALICE SPÍNDOLA

 

 Nasceu Nova Ponte (MG), em 26 de setembro de 1940, mas foi em Goiás — para onde se mudou em 1951 — que se formou e vem construindo sua obra. Graduada em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Católica de Goiás. Poeta, contista, tradutora e artista plástica. Detentora do Prêmio Nacional Jorge Fernandes, Rio de Janeiro e Prêmio Auta de Souza, de Macaíba, Rio Grande do Norte.

 

A poesia de Alice Spíndola tem o sentido do romantismo sentimental e (...) abrange um poder de atração que conduz ao ritmo harmonioso das imagens.   José Luiz Bittencourt

 

Bibliografia: Fio do labirinto, 1996, de poesia, editora Kelps;  A chave de Vidro, contos, Editora Kelps: 2001; Na essência da palavra inteligente, Editora Kelps, homenagem a Ascendino Leite; O loire — poema fluvial da França, 2006, que recebeu a Medalha Henri Bernier, da União Brasileira de Escritores.                       
       [Página preparada por Salomão Sousa, coordenador da seção Goiás]


ALICE SPÍNDOLA
Os poetas ALICE SPINDOLA e JORGE TUFIC, convidados oficiais, chegando a uma das sessões magnas da I BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA DE BRASILIA,  3 a 7 de setembro de 2008,  no auditório do Museu Nacional.

 

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS TEXTOS EN ESPAÑOL 

 

Veja também>>> POÈMES EN FRANÇAIS

 

 

ÁGUAS-MILAGRES

 

Ouve, meu rio,

         o homem persegue, há séculos,

o mistério das águas.

Quentes? Vulcânicas? Águas de gelo?

 

Bacias hidrográficas

                   honram a nossa França,

         aguardam a História,

     indo atrás dos rastros

das míticas

e místicas paragens de sua trajetória.

 

Primitivo tempo das caçadas...

Interior das florestas detém a teimosia

                   de homens e condados.

Represas de águas claras

                   e mananciais subterrâneos

             salvam a pauta das memórias

      das águas-milagres,

no desafio de reter a sinfonia dos rios.

 

Vazantes, abraçadas pelo mar,

                   sangram o arco-íris,

código das cores

                   dos frutos maduros.

 

Folhagens estampam o escuroverde.

 

 

 

SEMPRE BUSCANDO A CANÇÃO ESQUECIDA

 

No frêmito da ventura,

         a fuga e o retorno da imagem

                   do pequeno barco.

Imagem — fonte e oráculo —

                   mergulhada na insularidade

do mar de gestos e de palavras.

 

Com a alma seqüestrada

                   pela beleza do rio

e pelo rumor de suas águas,

o menino procura a canção esquecida.

 

         Menino parisiense voga nas milhas do sol.  

 

 

 

A CHAVE

No meio da noite, configura
a fragrância das palavras mágicas
Na chave da noite, a ternura,
pluma que verte enigmas

Nas mãos do tempo,
o arado que rasga os mistérios
do sentimento que define
O homem da meia noite,

em seu caminho de volta
que faz

ao adentrar a meia lua
das unhas dos enigmas.
A mão da noite destrava a chave
da fragrância das palavras mágicas


 

De

Alice Spindola
50 POEMAS ESCOLHIDOS PELO AUTOR
Rio de Janeiro: Edições Galo Branco, 2008

104 p.
ISBN  978-85-7749-054-7

 

 

Ê X T A S E

 

 

mesmo que seja imprescindível  chorar

    guardarei comigo a marca do sorriso

registrada no sonho

            para que o choro seja inaudível

 

mesmo que seja inaudível o riso

     guardarei comigo o timbre do choro

na internet da memória

              para que a tristeza seja invisível

 

mesmo que seja inevitável ouvir

    guardarei comigo o silêncio das horas

retendo     no imenso de mim

                 porta-jóia de intensa saudade

 

mesmo que seja inesquecível o teu amor

farei de conta que nada existe

                     mas    cá dentro    guardarei 

palavras   gestos    carinhos   e    desejos

 

no êxtase da palavra lembrada

                           flutuo nas ondas do som

dimensão mística me transcende

              ouço o inaudível apesar de tudo

 

........................................................... e além de mim

 

 

E O MEU AMOR É TANTO

 

E o meu amor é tanto

                            que, preso a rede

deste encantamento,

me faço Araguaia, Também.

Sim, ó, Araguaia-mar,

         eis o poder de teus enigmas!

 

Um mar-oceano

                  se adentra em mim.

E eu, em mar, me converto.

         Mar de guas desafiantes.

Mar que voga

         nas veias do meu canto.´

 

 

IRONIA

Sepulto escombros,
queimo com lenha seca
         agonias e desdéns.
Acordo em prisma
    de sonhos & segredos.

 

 

SILÊNCIO

 

         Para Stella Leonardos

 

Na gruta do anoitecer,

         sou a flor acesa que habita

as nervuras do silêncio.

                                      Da sozinhez,

a estrutura

de silêncio & de sigilos.

 

Dos longes      trago o fascínio do luar

e o cetim das pétalas de rosas

para suavizar

                   os músculos da quietude.

 

Penetro janelas & oráculos,

         com o perfume da voz da noite.

E, em invisível pouso,

 

                            acendo o silêncio

com a força da paixão

de quem ouve o respirar da palavra,

e o da lucidez que ela me concede.

 

..... Sou a força acesa deste silêncio.



Extraído de:
2011 CALENDÁRIO   poetas     antologia
Jaboatão dos Guararapes, PE: Editora Guararapes EGM, 2010.
Editor: Edson Guedes de Morais

 

/ Caixa de cartão duro com 12 conjuntos de poemas, um para cada mês do ano. Os poetas incluídos pelo mês de seu aniversário. Inclui efígie e um poema de cada poeta, escolhidos entre os clássicos e os contemporâneos do Brasil, e alguns de Portugal. Produção artesanal.

 

Leia também O MUNDO DE ALICE, por Ronaldo Cagiano

 

 

De

SPINDOLA, Alice.  Poemas versek. Edição bilíngue Português – Húngaro.  Tradução e ilustrações de Lívia Paulini.  Goiânia: Kelps, 2011. 
168 p. ilus. 

 

 

SILENCIO

 

          Para Stella Leonardos

 

Na gruta do anoitecer,
                    sou a flor acesa que habita

as nervuras do silêncio.
                                           Da sozinhez,

a estrutura
                          de silêncio & de sigilos.

 

Dos longes   trago o fascínio do luar
          e o cetim das pétalas de rosas

paro suavizar
                    os músculos do quietude.

 

Penetro janelas & oráculos.
                    com o perfume da voz da noite.

E, em invisível pouso,
                                  acendo o silêncio

          com a forço da paixão

de quem ouve o respirar da palavra,

          e o do lucidez que ela me concede.

         ................ Sou o força acesa deste silêncio.

 

 

 

CSEND

 

Stella Leonardosnak ajánlva

 

A barlangban ha esteledik
                    vagyok égõ padló ki ott lakik

a csend érzéseiben.
                                        Egyedüllétében,

a csend és titkok

                                                 oszlopai.

 

Magammal hozom távolból a hold varázsát
                    s a rózsák bársonyos szirmait,

mik csillapitják
                           az izmokot a nyugalomig.

 

Ablakokon és beszédeken behotolok,
                              az esti hangok illatával.   

Es egy láthatatlan figyelemmel
                              gyúitom meg o csendet
a szenvedély erejével

          a szó légzésével, mint aki hallja azt,  

s az értelemmel, mi befogad.                          |

 

................ Énvagyokazerõ mi világitebben a csendben.

 

 

 

POESIA

 

No ar, o cochicho do tempo
          transmite o grito da alma.

E a poesia,
          sem o agasalho
                    da inspiração,

não acende no inverno,

          é apenas lareira frio

sem a lenha acesa

          a se erguer em chama.

 

Lâmina afiada do estio

          kcorta o luar do meu canto,

cega-me   não sei mais voar.   

 

 

 

KÖLTEMÉNY

 

A légben susog az idõ
                    közli a lélek erõs óhaját.
És a vers,
          súgalmazás védelme
                                            nélkül,
nem hevit a télben,
                         csak hideg kandalló
tüzelõanyag nélkül
            fel nem lángol a parázsban.

Szárazság éles lemeze
          vágia el holdas éjjel dalom, elvakit,
hogy ne  szárnyaljak magasra már.

 

 

 

 

  

 

TEXTOS EN ESPAÑOL

Traducción de Elena Ferreira

 

 

         Sin título

 

hojeo la luz

con la punta del sueño

paso a otro universo

 

hojeo las horas

con la clase de un sabio

zambullo en la paz

 

me permito humillarme

para la sinfonía cósmica

con paciencia y ternura

 

del mas allá de las galaxias

llega el clarín de la paz

soy mas que cuerpo y alma

 

hojeo la luz del sueño

y la natura como un milagro

compone himnos a la libertad

 

 

Instante

 

Gozo el corto espacio

de quererte mas de cerca.

Aprieto tu mano

en el corto tiempo

que pasa en vano.

 

 

 

 




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