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VINICIUS DE MORAES em Português y Español 1913-1981. Nasceu e morreu no Rio de Janeiro, cidade que cantou e onde amou fervorosamente. Poeta, diplomata, compositor em parceria com os maiores nomes da música popular brasileira desde a bossa nova ao samba e outros ritmo, até composições eruditas, com Tom Jobim, Baden Powel, etc.
SONETO DE FIDELIDADE
De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vive-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure.
SONETO DE SEPARAÇÃO
De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como uma bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente.
Fez-=se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente.
SONETO DE FIDELIDAD
Traducción de José Antonio Pérez
En todo, le seré a mi amor atento Antes, y como tal celo, y siempre, y tanto Que incluso en frente del mayor encanto De él se encante más mi pensamiento.
Quiero vivirlo ya cada momento Y en su loar he de esparcir mi canto Y mi reír y derramar mi llanto A su pesar o a su mayor contento.
Y así, cuando más tarde me procure Quizás la muerte, angustia del viviente Quizás la soledad, fin de quien ama
Decir yo pueda de mi amor ardiente: Que no sea inmortal, puesto que es llama, Mas que sea infinito mientras dure.
SONETO DE LA SEPARACIÓN
Trad. de Dámaso Alonso y Ángel Crespo
De la risa de pronto se hizo llanto Tan silencioso y blanco como bruma Y de las bocas juntas se hizo espuma Y de manos abiertas el espanto.
De pronto de la calma se hizo el viento Que extingue del mirar la última llama De la pasión se hizo el presentimiento Y del momento inmóvil se hizo el drama.
De repente, no más que de repente, Volvióse triste lo que se hizo amante Y solitario lo que sonriente.
Y del amigo próximo el distante, Y de la vida una aventura errante De repente, no más que de repente.
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