WLADEMIR DIAS-PINO
Veja também ensaio: POEMA DE PROCESSO / 1 por Wlademir Dias-Pino
Veja>>> CALIGRAMAS / CALIGRAMMES, seleção original de WLADEMIR DIAS-PINO:http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_visual/caligramas.html
“A primeira vez que vi um poema do Wlade, consultei uma enciclopédia e estava escrito logo nas primeiras linhas: ‘O autor não diferencia os gêneros.’ Naturalmente fiquei surpresa, dele, que tem formação arquitetônica, não separar um poema de uma idéia espacial. Depois vi na Revista da UNE, em 1956, um artigo dele, fazendo a relação entre a arquitetura de Brasília e a visualidade de um poema concreto. Agora ele entrega este material e afirma que a leitura visualizada também é um poema que se diferencia da usual versão do Poema//Processo, que é a transformação de uma obra visual para outra. Aqui se trata de partir da visualidade até a leitura visualizada”.
Comentário de Regina Pouchain, poeta visual e artista gráfica – responsável pela catalogação da obra de WDP –, sobre o trabalho acima, feito pelo poeta especial e gentilmente para este sítio de poesia.
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“Wlademir Dias-Pino, por seu turno, tem uma concepção toda própria de poesia concreta, em que “seis ou sete páginas discursivas podem ser expressas num simples gráfico e é esse poder de síntese de expressão que a poesia concreta poderá utilizar também.” (De negação e poisitivação do espaço”, Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, 23/2/1958.) A afirmação está de acordo com seu poema “Solida”, exibido na Exposição Nacional de Arte Concreta. Como já foi dito, “Solida” destaca-se dos demais poemas expostos, oferecendo em cada uma de suas quatro pranchas uma diferente representação diagramática da composição/decomposição, letra por letra, da fase “sólida solidão só lida sol saído da lida do dia”, e suas possíveis subdivisões de sentido, geradas a partir da palavra-título.
PALAVRAS NO ESPAÇO – a poesia na Exposição Nacional de Arte Concreta. In: concreta ´56 a raiz da forma. Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM. Catálogo da exposição – 26 de setembro a 10 de dezembro de 2006. p. 131, 168-169
“E ao acompanharmos hoje com interesse as experiências do grupo que propugna uma poesia não-verbal, construída a partir de signos visuais, de formas aleatórias ou geométricas, o que verificamos também é um retorno a certas fontes de inquietação criativa do seiscentismo ibérico. O poema “Sólida”, de Wlademir Dias-Pino, talvez a mais racional criação da poesia de vanguarda brasileira, não estará acaso redimensionando, agora fora do contexto da linguagem verbal, o mesmo processo de metáfora pura de Gôngora? “ AFFONSO ÁVILA, no capítulo “O barroco e uma linha de tradição criativa”, no livro O POETA E A CONSCIÊNCIA CRÍTICA – uma linha de tradição, uma atitude de vanguarda (São Paulo: Perspectiva, 2008. (Col. Debates), p. 31-32. Cabe ressaltar que o texto citado foi escrito originalmente em 1968.
“Talvez o mais conhecido exemplo de poema/processo seja “Sólida” de Wlademir Dias-Pino, de 1956. Dada a primeira versão, desencadeia-se o processo de informação e permanece intacto o projeto. A partir da segunda versão, as palavras e tipos isolados se transformam em linhas. Sofrendo um aprofundamento na estrutura do poema, a terceira versão se reduz a pontos que encerram virtualmente as linhas que contêm as palavras e os tipos. O elemento desencadeador do processo é: /Solida/ /Solida/ /o/ /so/ /lida/ /sol/ /saído/ /da/ /lida/ /do/ /dia/. “
Extraído de MENEGAZZO, Maria Adélia. Alquimia do verbo e das tintas nas poéticas de vanguarda. Campo Grande MS: CECITEC/UFMS, 1991. p. 163
ALGUMAS OBRAS DE WDP:
DIAS-PINO, Wlademir. Numéricos. 1960-1961. Rio de Janeiro: Ed. Autor, s.d. s.p. Poemas visuais impressos em cores. Tip Composipção e produções Gráficas Ltda. Formato 20x20 cm. Acompanha o encarte: "Numéricos: Livro de simultaneirdades lógicas" - crítica/projeto de Álvaro de Sá 1969, como encarte. [12] p. Col. A.M. (EE)
DIAS-PINO, Wlademir. A Separação entre inscrever e escrever. Exposição. Catálogo. Cuiabá: Edições do Meio, 1982. 192 + 32 p. ilus p&b formato 16,5x22,5 cm. Projeto: Amostra Permanente de Obras de Escritores Mato-Grossense (II). Catálogo organizado pelo Departamento de Letras da UFMT. Col. A.M. (EE)
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DIAS-PINO, Wlademir. Wlademir Dias-Pino / (Versão para o inglês Mario Miedi, versão para o francês Suzel Stampleman]. Rio de Janeiro: Aeroporto, 2010. s.p. ilus. col. ISBN978-85-7820-050-3 Curadoria editorial Alberto Saraiva, Regina Pouchain. Coordenação editorial Camilla Savoia. Tratamento de imagem Domingos Octavio Ferran. Pordutor gráfico Zé Flávio Chves. Capa dura, formato 19,5x25,5 cm. Extraordinária edição de catálogo dedicado à vasta obra poética e visual de WDP, com textos com fortuna crítica, reprodução de livros e reprodução a cores de poemas visuais e arte gráfica do grande criador e renovador que participou da célebre exposição que deu início à Poesia Concreta no Brasil em 1956 e que liderou o movimento do Poema Processo, em 1967, responsável pela renovação definitiva da poesia brasileira contemporânea. Inclui um encarte: Wlademir Dias-Pino & Regina Pouchain. & anfipoemas. Curadoria Adolfo Montejo Navas & Alberto Saraiva, da exposição montada na galeria OI FUTUROda na galeria OI FUTURO, Rua Dois de Dezembro 63 Flamengo, Rio de Janeiro, de 8 de setembro a 2 de dezembro de 2008. Exemplar autografado pelo Autor. Col. A.M. (EE)
Jornal O SOL - 1967
Wlademir Dias-Pino e Antonio Miranda, em casa do primeiro, no dia 25 de setembro de 2009. Encontro marcado para celebrar uma amizade que teve início pela homenagem prestada a Wlademir durante a I Bienal Internacional de Poesia de Brasilia, em setembro de 2008.
Agora, veja um video elaborado a partir do célebre poema AVE, marco inicial da poesia visual no Brasil
http://www.youtube.com/watch?v=aUjkO0G9v38
EXPERIMENTO COM POEMA DE WDP
ALEXANDRE RANGEL, webdesigner de ponta, com atuação e reconhecimento internacional, vem conduzindo experimentações com criação improvisada de música eletrônica a partir de partituras textuais. Vejam a obra que fez, em homenagem ao poeta Wlademir Dias-Pino, utilizando um de seus poemas como base para sequência musical:
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