POESIA CONCRETA
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RONALDO AZEREDO
Ronaldo Azeredo é o único poeta concreto que não escreveu versos. Muito jovem alinhou-se ao Concretismo e criou algumas de suas peças mais emblemáticas. Por sua simplicidade de construção, estes poemas tornaram-se dos mais conhecidos e serviram até como uma espécie de modelo para a identificação dos procedimentos concretistas de modo geral: o poema como mera representação gráfica de uma idéia abstrata (“velocidade”) ou de um fenômeno natural, etc.
Fonte: POESIA CONCRETA / seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Iumma Maria Simon, Vinícius Ávila Dantas. São Paulo: Abril Educação, 1982. (Literatura comentada) Obra esgotada no mercado.
See also: POEMS AND TEXT IN ENGLISH
Foto de Ronaldo Azeredo, "o mais jovem poeta participante da I Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM de São Paulo, dezembro de 1956, ao lado de uma das folhas de mínimo múltiplo comum, publicado em Noigandres, n. 3 (1956).
Reproduzido do número especial sobre o CONCRETISMO da Revista de Cultura VOZES, n; 1. 1077. Ano 71.
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POEMS AND TEXT IN ENGLISH
RONALDO AZEREDO
Born in 1937 in Rio de Janeiro. Since he joined the Noigandres Group in 1956 his concrete poems have appeared regularly in Nogaandres anthologies and Invenção. According to Decio Pignatari, "Ronaldo Azeredo never wrote versos in his life: directly to concrete poetry. Owns an extraordinary form intuition. Now pursuing a sort of "graphic prose"." He worked in advertising.
VELOCIDADE
(1957)
"The Futurists tried to point motion. It was an iconic motion, imitative of reality, like, for exemple, Cesare Simonetti´s "Trono in coarsa", which has the shape of a projectile. Azeredo´s poem has a different purupose: its dynamic structure noves — and by itself. We may only think of abstract iconography. The reiteration fo VVV — a vertiginous decrescendo — givess on the visual level the same semantic information by the final line of the poem." Haroldo de Campos
ruasol
(1957)
"The sun´s rays disclosing themselves along the street. In the last line, the blank conveys the solar information, and the s, first letter of sol/sun, pluralizes ruas/streets. The process becomes endless." Haroldo de Campos
From: ANTHOLOGY OF CONCRETE POETRY. Edited by Emmett Williams. New York: Something Else Press, 1967.
[ CONCRETE POEM ; VISUL POEMS ]
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