POESIA CONCRETA
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PEDRO XISTO
(1901-1987)
Nasceu em Limoeiro, Pernambuco, formou-se em Direito (no Recife) e inicia-se no produção de hai kai (hai-ku) em 1949. Foi adido cultural em embaixadas brasileiras no Japão e Estados Unidos da América, viajou pela Europa e pelo Oriente, ajudando na difusão de nossa poesia de vanguarda em festivais e eventos de toda natureza como poeta, articulista e teórico.
Suas composições — “logogramas” como preferia, aproximando-se da idéia dos ideogramas japoneses — estão hoje em toda e qualquer obra sobre o concretismo e as vanguardas verbas, em todo o mundo. Vale destacar a obra “as águas glaucas”, a mais completa compilação da obra do autor, realizada por Bruno Bertrandis de Carvalho (São Paulo: Bertrandis & Vertecchia, 2006).
“Nenhum outro poeta de seu tempo — refiro-me aos anos finais da década de 1950 — causaram-me um impacto tão forte quanto Pedro Xisto com seus trabalhos concretistas. Eles estabeleceram, pelo menos para mim, um divisor de tempo claro entre o verso discursivo e o ideogramático, entre o lógico-gramatical da fase final do modernismo e o geometrismo da nova poesia, naqueles tempos da construção de Brasília. Percebi que estávamos vivendo o fim de uma era e o início de outra, que recebi com entusiasmo e admiração. Pedro Xisto era o símbolo daquela transformação. Reconhecia nele, mais do que em alguns de seus companheiros do movimento vanguardista, a força da palavra em sua espacialidade poética. Por exemplo, “asas” materializava com letras —ideogramicamente — o vôo dos pássaros...; “monobloco” era uma nova forma de palíndromo; “infinito” é auto-explicativo, uma representação perfeita, “coisificada”, em que forma e conteúdo se completam. Nem todos os seus trabalhos, no entanto, me convenciam naquela tempo, mas hoje me emocionam. Só anos depois é que Pedro Xisto concebeu a sua obra-prima — o “ZEN” (1966), com que chega à perfeição na relação entre palavra e forma.” ANTONIO MIRANDA
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Não tendo participado do Grupo Noigandres, Pedro Xisto aderiu ao Concretismo no final da década de 50, através da participação comum com a cultura oriental e com a Fìsica moderna. Sua obra está cindida entre acompanhar as últimas experiências concretas e produzir um verdadeiro manancial de hai-kus (gênero tradicional de poesia japonesa, de composição simétrica: 3 versos de 17 sílabas ao todo).
Fonte: POESIA CONCRETA / seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Iumma Maria Simon, Vinícius Ávila Dantas. São Paulo: Abril Educação, 1982. (Literatura comentada) Obra esgotada no mercado.
De
Pedro Xisto
CAMINHO
Rio de Janeiro: Berlendis & Vertechia, 1979
214 p. formato 21 cm x 21 cm
poema circular,
a partir da letra “e” – primeira e última (daí a opção
pela língua francesa): um espaço — objeto e processo
— curvo, expansivo e pulsante,
em se concretizando nas variáveis de uma composição
aberta à participação.
GOLD
o encontro das águas
PEDRO XISTO
Bon 1901 in Pernambuco, Brazil. Lawyer, critic, professor of literature. Former cultural attaché of Brazil in Bolivia, Canada and the United States. His book haikais e concretos (haiku and concrete poems) was published in 1962. His essays and poems have appeared in Invenção and several foreign reviews.
"Cheio Vazio" concrete poem (1960); cheio = full; vazio = void.
From: ANTHOLOGY OF CONCRETE POETRY. Edited by Emmett Williams. New York: Somehing Else Press, 1967
TORONTO POMES
Reprodução da capa e de duas páginas de poemas em versão ou criação em inglês em forma manuscrita/ilustrada pelo autor publicada em Toronto, Canadá (Ganglia Press), em 1968, hoje peça rara, restrita a poucas coleções especializadas em Concretismo e Poesia Visual.
Página ampliada e republicada em março de 2008; ampliada e republicada em junho 2010. |