JULIO PLAZA
 |
As poéticas investigativas com as novas mídias atuam na lógica do fazer-pensar arte e tecnologia ao modo de laboratórios vivos e experimentais, nas confluências existentes entre a produção de conhecimento e a produção artística. Esse é o ponto de vista de criadores como Julio Plaza. A problemática das poéticas digitais e seus processos de hibridização perpassam praticamente todo o seu projeto de pesquisa. Falecido em 2003, desde o fim da década de 1960, Plaza desenvolveu seu discurso crítico-sensível na interface entre a arte, a ciência e a tecnologia.
É um dos mais originais representantes do conceitualismo no Brasil. Seu interesse questionador referente às linguagens em contextos híbridos fez com que explorasse um novo pensamento para a arte: a tradução intersemiótica. Como tradutor intersignos, em contato com os concretistas Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos, Plaza parte da poesia visual e pesquisa as novas mídias a partir da década de 1980. Seu campo de ação situa-se em torno do videotexto, dos painéis eletrônicos de publicidade, da Sky art, da holografia, das imagens digitais e da interatividade. Exerce uma forte presença no painel brasileiro,tanto como artista,teórico, curador e crítico quanto como professor e orientador de uma grande parcela de artistas.
Além do relevante trabalho teórico e curatorial em torno das linguagens eletrônico-digitais, ele realizou uma série de experiências pioneiras no Brasil em contextos interativos e telemáticos, e foi uma das presenças mais estimulantes e investigativas do decorrer do anos 1980 e 1990.”
VIDEOTEXTO
JULIO PLAZA
Cumfiguris, 1982
Atualização Agnus Valente, 2003
Extraído de:
MELO, Christie. “Arte e novas mídias: práticas e contextos no Brasil a partir de 1990.” In: TÉKHNE. 12 de setembro a 14 de novembro de 2010. Salão Cultural – MAB – FAAP. Curadoria Denise Mattar e Christine Mello. [Catálogo da exposição][ São Paulo: Fundação Armando Álvares Penteado,2010. p. 96-97.
|