JOAN BROSSA
ESPAÑA
“Brossa nega a discursividade lógica e joga com as palavras e com as associações fônicas. O centro cabal de sua poesia é a palavra. É no entorno deste elemento que ele organiza o poema. Utiliza as palavras pelo que há de objeto nelas e pela possibilidade de sua representação visual”. GLÓRIA BORDONS
“Brossa, cabe esclarecer, não foi jamais um poeta concreto, no sentido mais estrito que demos ao termo em nosso “plano-piloto para a poesia concreta” (1958). Foi, sim, habilíssimo, sutilíssimo poeta de concreções visuais na linha do “poeme-object” surrealista, do “ready-made de Duchamp e do construtivismo dadaísta de Kurt Schwitters. “ (...) “De seus poemas, os mais próximos das composições brasileiras são, exemplificadamente, composições como “Poema-pistola” (1969-71); a “Elegia al Che” (1971-78); o poema visual “chave” (1972-82); também se acercam dela o caligrama “Dessota el estels” (1941) (...” HAROLDO DE CAMPOS