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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


HILDA HILST

N. en Jaú, Stato di São Paulo, il 21 aprile 1930. Poetessa, narratrice, autrice di opera teatrali, si è laureata in Giurisprudenza. Ha ricevuto numerosi premi per la sua opera letteraria, tra cui il Premio del Pen Clube del Brasile (1962), quello “Anchieta” (1969) e nel 1977 il Premio dell´APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Nel 1980 há recivuto il “Grande Prêmio de Crítica – APCA”.

Libri di poesia pubblicati: Presságios (1950), Balada de Alzira (1951), Balada do Festival (1955), Roteiro do Silêncio (1959), Trovas de muito amor para um amado senhor (1960), Ode fragmentária (1961), Sete cantos do poeta para o anjo (1962), Júbilo memória noviciado da paixão (1974), Da morte, odes mínimas (1980), Cantares de perda e predileção (1983).
[POETI  BRASILIANI CONTEMPORANEI a cura di Silvio Castro, traduzioni i Giampaolo Tonini. 

Venezia: Centro Internzionale della Grafica di Venezia, 1997.  (Quaterni Internazionali di Poesia – 1) Opera pubblicata con contributo del Ministério da Cultaura do Brasil / Fundação Biblioteca Nacional / Departamento Nacional do Livro
 
                       
EM PORTUGUÊS    -    EN ITALIANO



I

Que vertigem, Pai.
Pueril e devasso
No furor da tua víscera
Trituras a cada dia
meu exíguo espaço

II

Descansa.
O Homem se fez
O escuro cego raivoso animal
Que pretendias.

III

Te batizar de novo.
Te nomear num trançado de teias
E ao invés de morte
Te chamar insana
                   Fulva
                   Feixe de flautas
                   Calha
                   Candeia
 Palma, por que não?
Te recriar num arcoíris
Da alma, nuns possíveis
Construir teu nome
E cantar teus nomes perecíveis:

                   Palha
                   Corca
                   Nula
                   Prata
Por que não?
 


IV

É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços. Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, alta de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d´água, bebida. A vida é líquida.


V

De tanto pensar, Sem Nome, me veio a ilusão.
A mesma ilusão

De  égua que sorve a água pensando sorver a lua.
De te pensar me deito nas aguadas
E acredito luzir e estar atada
Ao fulgor do costado de um negro cavalo de cem luas.
De te sonhar, Sem Nome,                                                      tenho nada
Mas acredito em mim o ouro e o mundo.
De te amar, possuída de ossos e de abismos
Acredito ter carne e vadiar
Arredor dos teus cimos. De nunca te tocar
Tocando os outros
Acredito ter mãos, acredito ter boca
Quando só tenho patas e focinho.
De muito desejar altura e eternidade
Me vem a fantasia de eu Existo e sou.
Quando sou nada: égua fantasmagórica
Sorvendo a lua n´água.


VI

Honra-me com teus nadas.
Traduz meu passo
De maneira que eu nunca me perceba.
Confunde estas linhas que te escrevo
Como se um brejeiro escoliasta
Resolvesse
Brincar a morte de seu próprio texto
Dá-me pobreza e fealdade e medo.
E desterro de todas as respostas
Que dariam luz
A meu eterno entendimento cego.
Dá-me tristes joelhos.
Para que eu possa fincá-los num mínimo de terra
E ali permanecer o teu mais esquecido prisioneiro.
Dá-me mudez. E andar desordenado. Nenhum cão.
Tu sabes que amo os animais
Por isso me sentiria aliviado. E de ti, Sem Nome,
Não desejo alívio. Apenas estreitez e fardo.
Talvez assim te encantes de tão farta nudez.
Talvez assim me ames, desnudo até o osso
Igual a um morto.


VII

Lê Catulo para mim pausadamente.
Ressuscitei memórias na manhã de ventos
E abrasei-me de um sol de arvoredos.
Vi mulheres e aves e a mim mesma revi:
Ave-mulher, passeio adolescente
De umas manhãs iguais e mais amigas.

À tarde viajei nas artérias do tempo
E para não arder pensei palavras novas
E repeti meu verso mais ameno.
Foi tão longo o meu dia. Tão escura
A visão de mim mesma. Lê. Sereno.


VIII

Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O imcompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.


IX

Como se te perdesse, assim te quero.
Como se te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro

Um arco-íris de ar em águas profundas.

Como se tudo o mais me permitisses.
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.

Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseio inundada.

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EN ITALIANO
 

I

Che vertigine. Padre.
Puerile e dissoluto
Nel furore del tuo viscere
Tormenti ogni giorno
il mio esiguo spazio

II

Riposa.
L´Umo à già stato fatto
L´oscuro cieco rabbioso animale
che volevi.

III

Battezzarti di nuovo.
Darti il nome in un intreccio di ragnatele
E invece di morte
Chiamarti insana
                   Fulva
                   Fascio di flauti
                   Grondaia
                   Lume
Palma, peché no?
Ricrearti in acobaleni
Dell´anima, in altri possibili
Costruire il tuo nome
E cantare i tuoi nomi perituri.
                   Paglia
                   Rivo
                   Nulla
                   Spiaggia
Perché  no?

 

IV

É cruda la vita. Ansa di budella e di metallo.
In essa precipito: pietra mórula ferita.
È cruda e dura la vita. Come un pezzo di vipera.
La mangio nella lividezza della lingua
Tinta, ti lavo gli avambracci, Vita, mi lavo
Nell´esile-pochezza
Del mio corpo, lavo le travi delle ossa, la mia vita
La tua unghia plúmbea, la mia giacca rossa.
E vaghiamo altere per la strada
Rosse, gotiche, alte ed alticce.
La vita è cruda. Famelica come il becco dei corvi.
E può essere tanto generosa e mitica: fiume, lacrima
Sorgente, bevanda. La vita è liquida.

V

Di tanto pensarti, Senza Nome, mi venne l´illusine.
La stessa illusione

Della giumenta che sorbisce l´acque pensando di sorbine la luna.
Di tanto pensarti mi stendo negli abbeveratoi
E credo di brillare e di essere legata
Al fulgore del dorso de un nero cavallo di cento lune.
Di tanto sognarti, Senza Nome, nulla possiedo
Ma credo di aver nelle mie mani il mondo.
Di tanto amarti, fatta di ossa e di abissi
Credo di avere carne e vagare
attorno alle tue vette. Per non poterti mai toccare
Toccando gli altri
Credo di avere mani, credo di avere bocca
Quando ho solo zampe e muso.
Di tanto desiderare altezza aed eternità
Mi vien la fantasia che Esisto e sono.
Quando niente sono: giumenta fantasmagorica
Che sorbisce la luna nell´acqua.

 

VI

Onorami con i tuoi niente.
Traducci il mio passo
In modo che io mai mi comprenda.
Confondi queste righe che ti scrivo
Como se um malizioso scoliaste
Risolvesse
Di preparare la morte del suo stesso testo.
Dammi brutezza e povertà e paura.
Ed stillo da tutte le risposte
Che darebbero luce
Al mio eterno intendimento cieco
Dammi tristi ginocchia.
Perché io possa ficcarle in u po´di terra
E li rimanere il tuo più dimenticato prigioniero.
Dammi mutezza. E un andare disordinato. Nessu cane.
Tu sai che amo gli animali
Perciò mi sentirei sollevato. E da te, Senza Nome,
Non desidero sollievo. Solo constrizione e peso.
Forse cosi restarai incantato da si piena nudità.
Forse cosi mi amerai, nudo fino all´osso
Come un morto.


VII

Leggi Catullo per me lentamente.
Risuscitai memorie nel mattino di vento
E m´infiammai di un sole di boschi.
Vidi donne e uccelli e me stessa rividi:
Ucello-donna, passeggio adolescente
Di mattine uguali e più amiche.

Al pomeriggio viaggiai nelle arterie del tempo
E per non ardere pensai parolo nuove
E ripetei il mio verso più ameno.
Fu cosi lungo il mio giorno. Così oscura
la visiosne di me stessa. Leggi. Sereno.


VIII

Incollato alla tua bocca il mio disordine.
Il mio vasto amare.
L´incompatibile che diventa ordine.
Incollata alla tua bocca, ma smodata
Ardua
Construttore di illusioni ti esamino avida
Come se stesse morendo incollato alla mia bocca.
Como se stesse nascendo
E tu fossi il giorno magnanimo
lo ti sorbisco sublimata alla luce dell´alba.


IX

Come se ti perdessi, cosi ti amo.
Comne se ti vedessi (fave dorate
sotto il giallo) cosi ti afferro brusco
Inamovibile, e ti respiro intero

Un arcobaleno d´aria in acque profonde.

Come se tutto il resto tu mi permettessi.
Io mi fotografo in portoni di ferro
Ocra, alti, e io invece diluita e minima
Ne4lla dissoluzione di ogni commiato.

Come se ti perdessi nei treni, nelle stazioni
O contornando uno specchio di acque
Rimovente uccello, cois ti unisco a me
Di reti e di brama inondata.


X

Omaggio a Natalia Gorbanievskaya

Sul vostro sepolcro
— Uomo politico —
Né compassione, né fiori.
Appena l´oscuro grido
Degli uomini.

Sui vostri figli
— Uomo politico —
La aventura
Del vostro nome.

E finché sarete
al timone della Patria
Su Dio noi, il bavaglio.
E sulle vostre vite
— Uomo politico —
inesorabilmente, la nostra morte.

 

Página pubicada em dezembro de 2008




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