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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

FRANCISCO DE ASSIS BARBOSA

 

 

 

Francisco de Assis Barbosa (Guaratinguetá21 de janeiro de 1914 — Rio de Janeiro8 de dezembro de 1991) foi um biógrafoensaístahistoriador e jornalista brasileiro, imortal da Academia Brasileira de Letras.

 

Sétimo ocupante da Cadeira 13, eleito em 19 de novembro de 1970, na sucessão de Augusto Meyer e recebido em 13 de maio de 1971 pelo Acadêmico Marques Rebelo. Recebeu os Acadêmicos Carlos Chagas Filho e Orígenes Lessa.

Era filho de Benedito Lourenço Leme Barbosa e Adelaide Limongi Barbosa. Fez seus estudos na cidade natal, completando o secundário em Lorena, SP. Em 1931 ingressou na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Iniciou a atividade de jornalista ainda estudante. Com Donatelo Grieco e Fernando de Castro lançou o jornal Polêmica, passando depois a redator-chefe da revista A época, órgão oficial do corpo discente da Faculdade. Integrou postos de relevo nos seguintes jornais e revistas: redator de A Noite (1934) e de O Imparcial (1935); A Noite, A Noite Ilustrada, Vamos Ler, Carioca, Diretrizes (1936 a 1942); colaborador da Revista do Globo, redator do Correio da Manhã (1944), do Diário CariocaFolha da Manhã (de São Paulo) e Última Hora (1951 a 1956). Editor dos Cadernos do Jornal do Brasil comemorativos do IV Centenário da Fundação da Cidade do Rio de Janeiro (1965).

 

Ao lado de sua atividade no jornalismo, exerceu cargos administrativos e de assessoria editorial: foi técnico de educação, servindo na seção de publicações do Instituto Nacional do Livro sob a chefia de Sérgio Buarque de Hollanda; secretário-executivo na elaboração do Manual Bibliográfico de Estudos Brasileiros, dirigido pelo professor americano William Berrien (1943); assessor de W. M. Jackson Editores (1950); redator dos Anais e Documentos Parlamentares (1956); redator da Encyclopaedia Britannica; coordenador da seção de História do Brasil da Enciclopédia Barsa (1961 a 1965); e coeditor da Enciclopédia Mirador Internacional (1971); diretor da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro a partir de 1966.

Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Escritores (ABDE), presidida por Manuel Bandeira, teve destacada atuação ao organizar, com Aníbal Machado, o I Congresso Brasileiro de Escritores, realizado em São Paulo (1945), encontro de repercussão nacional e no qual foi eleito secretário-geral, sendo Aníbal Machado o presidente.

 

Assessor de documentação da Presidência da República no Governo Juscelino Kubitschek; Procurador de 1a Categoria do Estado da Guanabara (1960 a 1965); vice-presidente da Fundação Padre Anchieta, TV Cultura de São Paulo (1975); contratado pelo Governo de São Paulo para elaborar o plano de remodelação do sistema arquivístico do Estado de São Paulo, tendo participado do simpósio de arquivistas franceses, Archives Nationales, em Paris (1976).

No ensino superior, foi assistente da direção da Faculdade Nacional de Filosofia, quando diretor San Tiago Dantas (1944); professor visitante da Universidade de Wisconsin, ministrando curso de História das Ideias Políticas no Brasil (1968); membro da banca examinadora para preenchimento da Cátedra de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de São Paulo (1965) e convidado especial ao VI Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, seção de História, reunido das Universidades de Harvard e Colúmbia, EUA (1966); conferencista no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e em várias Universidades brasileiras.

 

Em 1977 passou a integrar o corpo de diretores da Fundação Casa de Rui Barbosa, chefiando o Centro de Estudos Históricos.

Como participante de entidade e órgãos culturais, foi nomeado para o Conselho Federal de Cultura, passando a integrar a Câmara de Letras (1975); eleito presidente da Comissão de Literatura de São Paulo (1976); membro do CONDEPHAT (São Paulo) como representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1976).

 

Autor de uma obra em que se evidencia o rigor da pesquisa e da interpretação, escreveu A vida de Lima Barreto, biografia completa do grande escritor urbano, além de ter compilado e anotado a edição das Obras completas de Lima Barreto, com a colaboração de Antonio Houaiss e M. Cavalcanti Proença. O o livro Retratos de família é um álbum de recordações dos grandes vultos da nossa cultura. Entre os vários livros desse escritor voltado aos assuntos e problemas brasileiros, destaca-se a biografia Juscelino Kubitschek, Uma revisão na política brasileira e prefácios à obra de vários autores, os quais constituem verdadeiros ensaios.

A Academia Brasileira de Letras publicou  em 2001 o livro “Intelectuais na Encruzilhada - Correspondência de Alceu Amoroso Lima e Antônio de Alcântara Machado (1927-1933)”, com prefácio do Acadêmico Francisco de Assis Barbosa e apresentação do Acadêmico Alberto Venâncio Filho.

 

Foi o sétimo ocupante da cadeira 13 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 19 de novembro de 1970, na sucessão de Augusto Meyer. Foi recebido em 13 de maio de 1971 pelo acadêmico Marques Rebelo. Recebeu os acadêmicos Carlos Chagas Filho e Orígenes Lessa.

Fonte da biografia: wikipedia.

 

 

 

 

ANTOLOGIA DOS POETAS BRASILEIROS BISSEXTOS CONTEMPORÂNEOS. Organização: MANUEL BANDEIRA.
Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1996.  298 p,   12 x 18 cm. 
ISBN 979-85-209-0699-O    Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

Bissexto é todo o poeta que só entra em estado de graça de raro em raro.” MANUEL BANDEIRA

 

 

 

                VISITA AO AMIGO MORTO

 

              (À memória de Rolando Rollenberg)


Ele apareceu na noite parada,
Depois da chuva.
Andou pelo céu coalhado de nuvens.
Poucas estrelas e a lua fria lavada.
Parou no morro quieto, por encima das
casas adormecidas.

 

        A voz dele dominava todas as coisas.
— Estou bem. (Que silêncio!)
Veja como tenho a pele suavíssima.
Incômodo este desfilar de gente estranha:
—“Tão moço!”
Eu, que sou o morto desconhecido.
Penso em Você e em André que continuam
vivendo. Em mamãe. Nos seus
irmãos. Eles não rodeiam o meu cadáver.
— Eu, eu já conheço tudo,
já sei todo o mistério.

Ele é enorme, assim, íntimos de todas
as coisas, passeando sobre as árvores
indiferente. E sorri..
A terra é fria e úmida.
O vento vem trazer a última mensagem.

 

 

 

       NOTURNO DA LAPA

Lanterna de bodega da Lapa,
Rua escura, rua imunda
Do Pecado, da Maldição
Asfalto negro, mulheres impuras.

— Coisas boas da vida, eu já perdi.

 

       Minha mãe, escuta o meu grito distante
Ainda tão longe! estás tão longe...
Na noite de silêncio dona das estrelas
Na praça escura e sem amor
Eu sou a única coisa vazia.

 

 

 

                CONVERSA COM A CHUVA

 

       A chuva bateu na minha janela,
Veio conversar comigo,
Tão melancólica,
Tão fina.

Falou-me de tristezas esquecidas.

Depois,

                        Saiu cantando uma canção triste
que o vento levou

 

 

 

 

                NOTURNO

 

       A esta hora,
enquanto os últimos namorados — os mais humildes, se despedem
pela rua longa, despida e molhada, saltam as casas onde dormem,
felizes, os ricos.

 

         Alvas e frias, as igrejas aceitam a noite plena.
Tossem os lampiões ao peso verde que desce das árvores.
O chuvisco maltrata o arisco desfilar das meretrizes,

 

         Porém a noite enorme prossegue.
Na sombra úmida dos arranha-céus descansa o solitário mendigo.

 

 

 

 

 

         TAGOREANO

 

       Nossas almas são os dois pássaros do poeta,
a tua —  o pássaro;
a minha — o pássaro cativo.

Tu me vieste chamar na manhã colorida de ouro,
cantando as alegorias puríssimas da liberdade,

E eu chorei porque sempre te amei no recolhimento,
rumo à noite estrelada.

 

 

 

 

 

Página publicada em maio de 2020


 

 

 

 


 

 

 
 
 
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