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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EMILSON PEDRO ZORZI

 

 

Poeta, pintor e químico industrial, 44 anos.. É natural  de Jundiaí – SP e residente na mesma cidade. Tem muitos poemas escritos e atualmente organiza-os para uma futura publicação. Teve sua poesia “Outono” classificada e publicada em coletânea, pela academia de letras de Jundiaí em 2005.

 

 

Passos de Asas

 

Transpareço o que sou agora em transpiração transparente,

tão clara como a luz do abajur,

o silêncio que trago em ruídos de passos,

vão embora em meias que calço,

os passos são curtos e largos,

doces e amargos,

mas são passos,

pássaros...

leves,

que no ar demonstram o que aprenderam por instinto.

Os pássaros que voam alto,

em passos de asas, batidas frenéticas...

voam, voam...

pois querem chegar ao  infinito.

 

 

A Poesia da Faca

 

Na mão,

os dedos.

Na mão,

a faca,

apertada.

Entre os dedos,

a caneta,

vazia de cor.

O papel à espera,

a poesia da faca,

o rasgo do papel,

com a caneta estéril.

Da faca,

a ferramenta da poesia...

da caneta,

a falta de ousadia.

Escreve agora na mente,

com a faca marcada,

na página certa,

o que a caneta tinha a dizer.

 

 

O Morto-Vivo

 

O morto pariu sua alma como as árvores abortam as folhas no outono,

morto-seco, folha-seca,

morto-estrume, folha-adubo,

e a alma livre se prende, pipa aos galhos da árvore seca,

o estrume, o alimento, o nascer da flor,

o adubo ao pó da terra, o nascer do homem

 

 

Palavras-Latas

 

Às vezes, pronuncio palavras como latas,

abro-as no momento exato da necessidade de seu uso,

e jogo-as fora depois,

cortam meus lábios com a tampa serrada,

e imediatamente, cerro meus lábios.

 

 

Ciúmes do Lampião

 

Lampeja de ciúmes, lampião,

ilusão de velas passadas,

energia que hoje segue  por fios umbilicais,

o alimento que chega ao homem.

Clara luz por sobre você,

é mais intensa, artificial.

Sai de cena lampião,

pião recordação de menino que não mais brinca,

consola-se com o que já proporcionou,

aos amantes,

que nos instantes,

parados pelo teu clarão,

atraíram cupidos e cupins alados.

 

 

Espelho

 

Hoje a lua caiu no chão,

o chão virou céu,

a água empoçou,

gota a gota,

caco a caco,

sol a sol,

o céu  caído,

voltou ao céu,

ao seu lugar.




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