Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



DELFINA BENIGNA DA CUNHA

 

DELFINA BENIGNA DA CUNHA
(1791-1857)

 

 

Poetisa rio-grandense do sul, nascida a 17 de junho de 1791 e falecida na cidade do Rio de Janeiro a 13 de abril de 1857. Cega desde a idade de 20 meses.

 

Obra poética: Poesias, Porto-Alegre, 1834; Poesías, Rio, 1838.

 

 

SONETO

 

Vinte vezes a lua prateada

Inteira o rosto seu mostrado havia,

Quando um terrível mal, que então sofria,

Me tornou para sempre desgraçada.

 

De ver o céu e o sol sendo privada,

Cresceu a par comigo a mágoa ímpia;

Desde a infância a mortal melancolia

Se viu em meu semblante debuxada.

 

Sensível coração deu-me a natura,

E a fortuna, cruel sempre comigo,

Me negou toda a sorte de ventura ;

 

Nem sequer um prazer breve consigo:

Só para terminar minha amargura

Me aguarda o triste, sepulcral jazigo.

 

 

 

Extraído de SONETOS BRASILEIROS Século XVII – XX. Colletanea organisada por Laudelino Freire.  Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cie., 1913

 


 

 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar