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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REGINA POUCHAIN

 

 

Regina Pouchain é carioca, poeta, analista de imagens, designer gráfica, artista intermídia, pós-graduada em Filosofia da Ciência na UFRJ. Atualmente organiza arquivo de Poemas Visuais Nacionais e Internacionais, trabalhando na criação de Poemas Matemáticos, Cromatização de Poemas Virtuais e  Fotopoemas.  Em co-autoria com o poeta gráfico Wlademir Dias-Pino vem desenvolvendo há alguns anos o projeto Contrapoemas – fusão cibernética entre palavra e imagem. Editora do fanzine Sulfato Ferroso, mantém na internete, na área da visualidade, os blogs Sophotos e o zineblog Lambuja
www.lambuja.blogspot.com  www.sophotoscom.blogspot.com

VEJA TAMBÉM POETAS VISUAIS DA ARTISTA EM NOSSA PÁGINA 

 

FLOR-TITÂNIO

                                                     

Manhãs letais que crescem.

Amor estrangulado em âmbar.

Delírio de fogo que se encarna.

A voz minúscula e asmática,

Que brota dos interstícios da terra.

Corpo alterado, sofrimento retroativo.

Azul alarme, um piano  irrompe.

Cidades agudas sangram alumínio.

Memórias agarradas ao que cavam.

 

Sob o silêncio desse ínfimo sábado.

 

 

Um derrame de mar vertical.

Musa de areia pilhada.

A boca engole o mergulho.

No alvo das imagens coagidas.

Coração pedra-pomes.

Um ego-ânsia magma invertido.

Feridas visuais, legendas átonas.

Esguio como o tempo.

Dor de guardar, alta, intacta.

 

Um cavalo de fogo desce a colina.

 

 

Mundo estrábico, excesso vocal.

O amor é cítrico.

Desligar é construir mundos.

Minúscula paisagem, ostentação simétrica.

Saara silêncio, sementes que desistem.

O mercúrio que sara o bote.

Eu, carne de papel, sangue de imagens

Cérebro capitular.

Entre sondas, vazios intangíveis.

 

O infinito escorre.

 

 

Pálpebras soberanas.

Sonora mulher nanquim.

Histórias no granito da pele.

O sal imantado das dúvidas.

Beijo alçapão, alegria acústica.

Ontologia para teus desenhos.

Os frutos que nos comem.

Vontade férrea, o mel e os tiros.

Envelhecer é cansar-se de trajetórias.

 

A juventude é geométrica.

 

 

Na artéria das palavras iradas.

Farpas invadem o poema.

Musa errática em clorofila.

Fraturas do vento abissal.

A beleza-limite que se desloca.

No cinza céu-da-boca da ausência.

Convulsões da febre caligráfica.

Na enlaçada volumetria do teu corpo.

O homem, um hiato entre duas dores:

 

Nascimento e morte.

 

 

Gravitar-te com escamas e seios góticos.

A loucura que em nós exubera.

As dimensões da insônia.

Vértebras do degelo.

No absoluto da singularidade:

Arte-apropriação.

Um relógio transtornado.

Ilhas ilegíveis fogem da luz.

Una como a morte.

 

Meia noite incomensurável.

 

 

Beijo as estepes de meus sonhos geológicos.

Humos: desejos que jazem.

Águas barrocas, ruptura concêntrica.

Espera sem raízes.

Anatomia da luz, silêncio celular.

A força íntima da minha substância.

Os homens e seus confins.

As gargantas da falta.

Um defunto que cresce com os anos.

 

Peixes que desistem dos cardumes.

 

 

Enigmas que só ele me propõe.

O vôo e a nervura-derme das linhas.

Ser intransferível.

Pisar uvas nos escombros.

Beijo perpendicular, aluvião.

Heroína imóvel arfando quedas.

Mulher rarefeita, asas pintadas turquesas.

Brochuras no vácuo entre

Dez mil metros de pvc.

 

No microcosmo da dor.

 

 

A terra invisível te esculpe.

Riso-calcário, boca- enxofre.

Soerguida pelas ervas.

O outono no rastro subterrâneo do teu corpo.

Se o que te cobre as entranhas é o mel das estrelas.

A areia espia tua passagem líquida.

Nua entre o nada e nada.

O nascimento funda a lágrima.

No sal-açúcar molecular de mim.

 

As pedras só esperam pelo sol.

 

 

TERNOESTATICOPOEMA

 

austenita cementita perlita

aços martensíticos ferríticos

corpos nossos liga inconel zirconio zircalloy

temperáveis seios meus

esferas torres em minha boca língua ternoestável

retificação fracionamento alternadores

vasos de absorção abraços teus compressores

nosso calor permutadores dedos dessalgadores

refinados dedos reatores tanques de acumulação

caldeiras fornos refervedores

beijos corrosivos beijos válvulas descontroladas

craqueamentos hidrodesulfurização

linhas de transferências  tubulações

drenagens cremes óleos graxos íntimas destilações

liga níquel molibdênio cromo manganês

orgasmos bombas titânio

bombas de engrenagens bombas de fuso

helicoidais bombas de vácuo bombas centrífugas

diafragmas bombas

 

 

OXYPETALUM EX

 

oxype coria      se salamacina

talum pachy     bem como

conspec           llatum        fitosterina

cierum tênias   tônus         induzem

thaises             tendras      tentaculatas

 

tereba  terebella    terebrátula    terebridae

tergo    tergonya    tetraymena   tedroxina

tetrastigmata         oxype coria   se  salamacina

 

 

NEW LINE 

 

piritionato                d pantenol

metilparabeno            benzofenona

trietalomalina              poliquaternário

hidrosilato                   protéico queratinina

 

cetílico                        trimetil amônio

izotiazolona                polialquileno

ciclometicone             carboxivinílico

ginko biloba                hidantoína parabeno

 

lauril éter                     entretanto fenoxietanol

palmitato de octila       por vezes hidroxipropil

dircaboxilato                não obstante  metilcelulose

dietalomalina seiva      por vezes de  mutamba

 

 

HORTO GRAPHIA

 

ibiris amara

vanda onomea

dracaena magarita

 

bromeliácea supervivum

passiflora alata

victoria rex

 

strelitzia reginae

pétrea volubilis

rosácea floribunda

 

 

Página publicada em maio de 2008

 




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