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MÁRIO DA SILVA BRITO

 

Crítico literário, ensaista e poeta, notável também por seus estudos do Modernismo brasileiro. 

 

Veja também: POESIA VISUAL de Mario da Silva Brito (Concretismo)

 

 

 

POEMAS

extraídos de

Suíte em Dor Maior

 

 

FACES DO ESPELHO

 

4

Por mares

(ou males)

sempre andei.

 

Á deriva

ao deus-dará

de déu em deu

não quis astrolábio

bússola

rosa dos ventos

estrela-d`alva

mecânicos inventos

ou guias celestes.

 

Para minhas rosas

(ou derrotas)

bastaram-me lábios

olhos, ventres, vulvas

­‑ grutas ocultas

entre os sargaços

das coxas.s

 

Jamais busquei

porto seguro.

Sou náufrago

por destino

e desatino. 

 

 

EPIGRAMAS FUNERÁRIOS

 

1

O grande homem,

por maior que seja,

cabe sempre em cova

bem pequena.

 

2

Aqui estou

mas não sou.

 

 

3

Em vida fui estéril:

Agora de mim

nascem flores.

 

6

Se gravarem

nesta estela

uma estrela

eu me iluminarei

dela.

 

17

Não chorem por mim

Aqui.

Antes o fizessem

quando errei

por aí.

 

21

Morri virgem e bela

do amor nada provei.

Até agora não sei

se foi acerto ou erro

guardar-me intocada

para o nada.

 

24

Tanto supliquei

pela morte

que afinal

a conquistei.

 

Falta agora

última benesse,

a principal:

o esquecimento

total,

para a morte

cabal.

 

 

 26

Para que se torne

nosso lar,

doce lar

em sossego,

ao cemitério

devia ser

proibida

a entrada

de vivos.

 

29

Não me pensem triste

por estar aqui.

Mais triste eu era

ao andar pela terra.

 

32

Em vez do tálamo

o leito sepulcral.

envolve-me lençol exangue

sem mancha de sangue. 

 

 

AN INTRODUCTION TO MODERN BRAZILIAN POETRY. Verse translations by Leonard S. Downes.  [São Paulo]: Clube de Poesia do Brasil, 1954.  84 p.   14x20 cm.  “ Leonard S. Downes “ Ex. Biblioteca Nacional de Brasília.

 

 

INTERMEZZO WITH PSYCHOLOGY

 

I no longer love you, old world,

as I did in the beginning.

 

I no longer love you, ancient, worldly world,

as in those distant days that memory seeks in vain:

the tired eyes already know all melancholy b heart,

not because they have lived too much,

nor on account of their great experience;

the reasons are not explainable, of course,

for poetry does not permit it, poetry does not wish it.

 

O ancient, filthy world, I no longer love you

as I did in the beginning:

perhaps because my nomadic blood is coming out,

inviting me, calling continuously,

saying that our place is a long way off

in a mysterious country that men and nations fear,

among the fish in the bosom of the waves,

together with those who once were present,

those others, now dissolved, without number, in the vast

                                                                               ocean

beside the phantom ships and rotting hulls,

aground in the narrows,

visited only wby phosphorescent monsters.

 

(Warning that comes from the ruins wrapt in mist

on the quays, on the shores, in the bays and narrows)These others advise desertion   

and call for an army of suicides for the unknown

                                                           [corners of death

The volunteers stand forward awaiting the call of poetry.

 

 



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