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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




TEXTO EN ITALIANO>>>TEXTO EN ESPAÑOL >>POESIA INFANTIL -







MARINA COLASANTI

É escritora, artista plàstica e roteirista, com passagem pela ­TV. Seu primeiro livro é de 1968, "Eu Sozinha”. O primeiro livro de poesia é "Cada Bicho seu Capricho" (1992). Reuniu crônicas  em "Eu sei mas não devia" (1992) . Recebeu quatro prêmios Jabutii: ­poesia, crônica e literatura infantil. Recebeu prêmios literários da FNLlFIJ (Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil),  da FUNCEF!UNICEF, e o latino-americano Prêmio Norma-Furndalectura. Os poemas dessa Antologia são do livro "Fino Sangue” da Record, que será lançado na Bienal do Livro em 2005.


Ao largo

Um homem nada

em mar aberto.
Metade do seu corpo nada
                                    em água
metade do seu corpo nada
                                  em céu
 e ele todo em azul nada
e mais nada.

Um homem quando nada
não é barco
é casco e passageiro ao mesmo tempo
é moinho de vento
em movimento.

Um homem não tem vela
que o impulsione
tem a esteira de espuma
que o acompanha
e o hélice dos pés que adiante
o leva.

Um homem nada
                        só
em mar aberto
linha reta traçada
sempre em frente
como se houvesse meta
em seu percurso
ou porto adiante
ou terra.
 

E adiante é mar somente
e mar às costas
sem ponto de chegada
Que se veja
e sem medida outra
que não seja
a braçada.
 

De caça a caçador

Para alcançar palavras que nos fogem
preciso é acarpetar as passos
velar de espesso véu nosso desejo
e espera-Ias
caiados
de tocaia.
Sempre haverá um momento
de descuido
em que a palavra
recolhidas asas
pousará sobre a língua
e será nossa.

Entrementes
há que tomar cuidado.
Assim como as caçamos
palavras há também
em cada esquina
prontas
com unha e dente
a nos saltar em cima.

 

(Extraído de República dos Poetas; antologia poética. Rio de Janeiro: Museu da República Editora, 2005)



 

 

Marina Colasanti 
CLASSIFICADOS E NEM TANTO
Xilogravuras de Ruben Grilo. 
Rio de Janeiro: Galerinha Record, 2010.  s.p.  ilus. col. 
Formato 16,5x16,5 cm.  Capa dura.
ISBN  978-85-01-08888-8

 

Um novo livro de Marina Colasanti é sempre bem-vindo. Ela consegue escrever para todas as idades! Da criança ao idoso, fazendo que um desfrute idade do outro... “Classificados e Nem Tanto” é leve e profundo, é ligeiro mas exige meditação. Certamente que os jovens saberão decifrar a ironia e a sabedoria dos textos. Os adultos, que não se consideram nem crianças nem idosos, vão sentir a mesma sensação, mas nem tanto... a menos que leiam como jovens de todas as idades. Gostei muito, e recomendo.  ANTONIO MIRANDA

 


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De

PASSAGEIRA DO TRÂNSITO
Rio de Janeiro: Record, 2009.
ISBN 978-85-01-08495-8

 

 

Entre ferro e fio

 

Como punhal

sem sangue

e sem ruído

a agulha vara a carne do tecido.

Ouvem-se apenas

do metal vencido

a queixa do dedal

e um leve sibilar

ferindo as fibras.

A linha se insinua

serpente que

entre trama e urdidura

de outros fios se defende

e ponto a ponto

impõe

nova estrutura.

A essa falsa fronteira

que sem ser cicatriz

o corte emenda escondida na beira

a essa semovente arquitetura

batizamos

costura.

 

 

Almoço ao ar livre

 

No vidro redondo

de azeite

o mundo se inverte

em idêntica luz.

Nem perde o sentido

esse mundo

de ponta-cabeça;

as árvores pendem no vidro

o verde se espraia no céu

e voam deitadas as aves

em líquido sol.

Quem perde o sentido

sou eu

sentada

sozinha ao contrário

raízes cravadas no chão

a entrada no inverso

vetada.

 

                            Mury 2003

 

 

AGENDA 2019     Literatura Brasileira e Portuguesa.   São Paulo: Global Editora, 2019.  s.p.  Inclui poemas de Patativa do Assaré, Menotti del Picchia, Cora Coralina, Murilo Mendes, Cecília Meireles, Marina Colasanti, Henriqueta Lisboa, Ruben Braga, Mário Quintana, Manuel Bandeira, Machado de Assis.  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

                Poema de Marina Colasanti – mês de JULHO:

 

        a água que tomo
não aflora do chão
não escorre em regato,
eu a resgato de um vidro
em outro vidro
prisioneira que estava
trancada como um gênio
na garrafa.
Esqueço as fontes
oblitero os poços.
Em busca d´água vou
sem mãos em concha
no cântaro
água com aditivos
e com grife
assinalada em código de barras
que colho na gôndola
e pago
na saída
com cartão.

 

 

 

 

TEXTO EN ESPAÑOL

De
Marina Colasanti
CLASIFICADOS Y NO TANTO
Traducción de Carlos Gumpert
Ilustraciones de Sean Mackaoui
Madrid: El Jinete Azul, 2011
ISBN 978-84-938352-2-4

Belíssima edição!! Textos “esquisitos”, refinados, sugestivos. Textos para jovens? Para todas as idades!!! Ilustrações muito criativas e originais!!! Recomendável!!!  A seguir, três brevíssimas amostras.

 

EN BUSCA DE SOL
SALE DE CASA
EL CARACOL.




MI CACHORRO
RESULTA QUE ES FELIZ:
LEE LA VIDA CON LA NARIZ.

 

         EL CÍRCULO
         ES UN CUADRADO
         BIEN ESTIRADO.

 

 

 

TEXTO EN ESPAÑOL

 

VARGAS & MIRANDA Compiladores.  Selección y revisión de textos por Salomão Sousa.  TRANS BRASILIANA  ANTOLOGÍA  36 MUJERES POETAS DO BRASIL. MARIBELINA – Casa del Poeta Peruano. 2012  134 p.      Ex. biblioteca de Antonio Miranda 

 

         A LO ANCHO

        Un hombre nada
        solo
        en el mar abierto.
       
  
Mitad de su cuerpo nada
                                        en agua
        mitad de su cuerpo nada
                                     en el cielo
        y é todo en azul nada
        y nada más.
        Un hombre cuando nada
        no es barco
        es casco y pasajero al mismo tiempo
        es molino de viento
        en movimiento.
        Un hombre no tiene vela
        que lo impulse
        tiene la estera de espuma
        que lo acompaña
        y la hélice de los pies que adelante
        lo lleva.
        Un hombre nada
                             solo
        en mar abierto
        línea recta trazada
        siempre al frente
        como si hubiese meta
        en su ruta
        o puerto adelante
        o tierra.
        Y adelante es mar solamente
        y mar en las costas
        sin punto de llegada
        que se aviste
        y sin otra medida
        que no sea
        la brazada.
       

 

        DE CAZA AL CAZADOR

       
Para alcanzar palabras que nos huyen
       preciso es revestir los pasos
       cubrir de espeso velo nuestro deseo
       y esperarlas
       callados
       de emboscada.
       Siempre habrá un momento
       de descuido
       en que la palabra
       recogidas sus alas
       posará sobre la lengua
       y será nuestra.
       Entretanto
       hay que tomar cuidado.

       Así como las cazamos
       palabras hay también
       en cada esquina
       listas con uña y diente
       para saltarnos encima.

 

 

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TEXTO EN ITALIANO

 

                   Da non dimenticare

                  
Fra l´arrosto e l´insalata
                   si scatta la foto al ristorante.
                   Il sorriso si fredda con la carne e
                   del momento
                   reterá um sapore vago
                   come quello dell´unto in fondo al piatto.
                   Ci vorá poi la data scritta dietro
                   per non dimenticare il giorno in cui
                   fummo tanto felici.

                                              
Roma, 2201

 

 

*
Página ampliada em julho de 2024



 


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