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TEXTO EN ITALIANO>>>
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MARINA COLASANTI
É escritora, artista plàstica e roteirista, com passagem pela TV. Seu primeiro livro é de 1968, "Eu Sozinha”. O primeiro livro de poesia é "Cada Bicho seu Capricho" (1992). Reuniu crônicas em "Eu sei mas não devia" (1992) . Recebeu quatro prêmios Jabutii: poesia, crônica e literatura infantil. Recebeu prêmios literários da FNLlFIJ (Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil), da FUNCEF!UNICEF, e o latino-americano Prêmio Norma-Furndalectura. Os poemas dessa Antologia são do livro "Fino Sangue” da Record, que será lançado na Bienal do Livro em 2005.
Ao largo
Um homem nada
só
em mar aberto.
Metade do seu corpo nada
em água
metade do seu corpo nada
em céu
e ele todo em azul nada
e mais nada.
Um homem quando nada
não é barco
é casco e passageiro ao mesmo tempo
é moinho de vento
em movimento.
Um homem não tem vela
que o impulsione
tem a esteira de espuma
que o acompanha
e o hélice dos pés que adiante
o leva.
Um homem nada
só
em mar aberto
linha reta traçada
sempre em frente
como se houvesse meta
em seu percurso
ou porto adiante
ou terra.
E adiante é mar somente
e mar às costas
sem ponto de chegada
Que se veja
e sem medida outra
que não seja
a braçada.
De caça a caçador
Para alcançar palavras que nos fogem
preciso é acarpetar as passos
velar de espesso véu nosso desejo
e espera-Ias
caiados
de tocaia.
Sempre haverá um momento
de descuido
em que a palavra
recolhidas asas
pousará sobre a língua
e será nossa.
Entrementes
há que tomar cuidado.
Assim como as caçamos
palavras há também
em cada esquina
prontas
com unha e dente
a nos saltar em cima.
(Extraído de República dos Poetas; antologia poética. Rio de Janeiro: Museu da República Editora, 2005) |
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De
PASSAGEIRA DO TRÂNSITO
Rio de Janeiro: Record, 2009.
ISBN 978-85-01-08495-8
Entre ferro e fio
Como punhal
sem sangue
e sem ruído
a agulha vara a carne do tecido.
Ouvem-se apenas
do metal vencido
a queixa do dedal
e um leve sibilar
ferindo as fibras.
A linha se insinua
serpente que
entre trama e urdidura
de outros fios se defende
e ponto a ponto
impõe
nova estrutura.
A essa falsa fronteira
que sem ser cicatriz
o corte emenda escondida na beira
a essa semovente arquitetura
batizamos
costura.
Almoço ao ar livre
No vidro redondo
de azeite
o mundo se inverte
em idêntica luz.
Nem perde o sentido
esse mundo
de ponta-cabeça;
as árvores pendem no vidro
o verde se espraia no céu
e voam deitadas as aves
em líquido sol.
Quem perde o sentido
sou eu
sentada
sozinha ao contrário
raízes cravadas no chão
a entrada no inverso
vetada.
Mury 2003
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TEXTO EN ITALIANO
Da non dimenticare
Fra l´arrosto e l´insalata
si scatta la foto al ristorante.
Il sorriso si fredda con la carne e
del momento
reterá um sapore vago
come quello dell´unto in fondo al piatto.
Ci vorá poi la data scritta dietro
per non dimenticare il giorno in cui
fummo tanto felici.
Roma, 2201
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