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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



LUIZ OTÁVIO OLIANI

 

Cursou Letras e Direito. Consta em mais de trinta antologias de literatura. Participação intensa em eventos literários, jornais, revistas do País e do exterior. Recebeu mais de 50 prêmios. Publicou "Fora de órbita", Editora da Palavra, poesia, 2007, orelhas de Teresa Drummond e prefácio de Igor Fagundes; livro recomendado pelo Jornal de Letras, editoria dos acadêmicos Arnaldo Niskier e Antonio Olinto, em outubro de 2007. Em 2008, teve o poema "Teresa" musicado por Maury Santana no CD Música em Poesia, volume 1. "Espiral", com prefácio de Reynaldo Valinho Alvarez, orelhas de Astrid Cabral e foto do autor por Eloísa Bateli, é o segundo livro de poemas do escritor, publicação da Editora da Palavra, 2009.

Leia a FORTUNA CRÍTICA sobre a obra de Luiz Otavio Oliani !

OLIANI, Luiz Otávio.  A eternidade dos dias.  Rio de Janeiro: Editora Multifoco, 2012.   80 p.  14x20,5 cm.  ISBN 978-85-7961-867-3 

 

ENCANTAMENTO 

no balde de juçaras
o homem busca
a água de que precisa

no terreno seco
procura o vento 

encontra Deus
disfarçado de sabiá

 

 DESATINO 

dentro de mim
uma caixa de sapatos


meia dúzia de pipas
um gibi 

meu pai virou rio
deixou inventário 

o que ficou
além da herança? 

 

EM NÓS 

o que há em nós
é a espera
que não finda 

o que há em nós
é o desejo
de ver no outro
o que nos falta 

o que há em nós
é a espera do porvir
que nunca chega 

o que há em nós
é a fome
que não sacia

==============================

 

 

POEMAS

De
ESPIRAL
Editora da Palavra, Rio de Janeiro, 2009.
 

 

MÃOS DESUNIDAS

 

não serei o poeta do passado

embora dele me alimente

 

canto o presente

que Drummond não vê

 

nada de serafins

cartas de suicida

— os homens aterraram

a palavra amor

num canteiro de obras


as mãos desunidas

traduzem: os espinhos

inda sufocam as flores

 

 

FOME

 

ao roçar a boca da solidão

entre auroras e estrelas

mastigo minha dor

 

em que língua nos falamos?

 

 

RABO-DE-ARRAIA

 

         A Igor Fagundes

 

 

ao som do berimbau

batuque ginga cadência

 

o poeta luta

capoeira

com a palavra

 

 

METEORITO 

 

   "O eterno é que me veste"

    Astrid Cabral

 

 

não planejo escrever um verso

ele vem até mim

e explode em linguagem 

 

domesticado

não fujo da sina

 

se o poeta é

imerso no coletivo,

como usar o verbo

sem que represente

a si próprio? 

 

mesmo assim

escrevo

escrevo

não para ser eterno

nem alcançar glórias 

 

escrevo

porque sou instrumento

da palavra que Deus sopra

em meus ouvidos

 

 

NÁUTICA

 

         A Olga Savary

 

navego

em tua essência

 

mergulho nos seixos

que te habitam

mas não naufrago

 

o mar nos pertence

 

 

TRANSFORMAÇÃO

 

         A Antonio Carlos Secchin

 

 

toda linguagem

é selva

a ser devastada

 

toda linguagem

é terra

a ser adubada

 

 

toda linguagem

é pedra

a ser limada

 

 

REINADO

 

         A Lêdo Ivo

 

 

enterra palavras

em alto-mar

 

como tesouro

às escondidas

qual pirata

faze das águas

a cidade de teus versos

 

 

FAXINA

 

a menina varre os dias

tenta limpar

a própria escória

 

como espanar o pó,

livrar-se do fardo?

 

longe daquela casa

passa o amor

 

 

ALTO- MAR

 

teias de solidão

no oceano

 

o navio não mais atraca

 

de nada servem

a âncora enferrujada

o mastro sem bandeira

a quilha

o radar

 

todos se foram

 

só o mar permanece
cúmplice dos desamores do mundo

 

 

LIÇÃO DE PORTUGUÊS

 

         A Patrícia Blower

 

amar, verbo transitivo?

amar é verbo de ligação

entre dois sujeitos

 

in: Espiral, Editora da Palavra, Rio de Janeiro, 2009.

  

CASA

 

                 faço do silêncio

                 a morada do ser

 

                 não lhe digo

                 palavras duras

                 nem amorteço quedas

 

                 apenas guardo

                 a concha

                 em que abrigo

                 a solidão dos homens

 

O poema ficou em  1º lugar no CONCURSO LITERÁRIO FUNDAÇÃO BRIGADA MILITAR, Rio Grande do Sul

****************************

FORA DE ÓRBITA

De
FORA DE ÓRBITA
RJ: Editora da Palavra, 2007.

 

 

RESGATE

como posso resgatar
o que não existe em mim?
ao beijar a solidão
eu me dispo por inteiro
da escória que é o homem
na inútil tentativa
de ser Deus por um minuto



HERANÇA

não deixo bens
aos que ficam

de mim
restará a palavra
(antes cinzel)
agora verso
a burilar os homens
 

EXPIAÇÃO 

a Terra é a expiação
dos homens

no inconsciente
a culpa transita
em meio a fantasmas

a penitência alivia a dor
mas o passado condena

ninguém escapa da cruz


DESCOBERTA

nada detém a vida

esvai-se o tempo
o tempo em mim

caramujo do imo
guardo porta-retratos

aqueço a memória:
a infância me foi roubada


FATALIDADE 

a vida pulsa em hiatos
e não sei pedir socorro 

camaleão fora do ventre
transmudo a cor à revelia
mas a morte não é daltônica
 

PARTILHA

a mão estendida
abençoa o trigo

à procura do ponto
ágeis dedos
manipulam a massa
do mundo

mas a vida só faz sentido
quando se reparte o pão


LABUTA
          A João de Abreu Borges

em sua própria vida
o homem finca raízes

atravessa árvores
mata fungos

sem olhar para trás
e perceber: os frutos

não mera conseqüência


BOEMIA

hoje a lua é verso
de loucos, de putas
e de poetas

hoje a lua é verso
prazer bêbado
regaço
 


IMBATÍVEL 

o tempo não se rende
a nada que o prenda 

contra ele
não há relógio
nem ampulheta 

embora não corra
abocanha os homens
silenciosamente


COTIDIANO

há vísceras
em todos os lugares

quem se indigna
diante de quem sangra?

 

TESSITURA 

no bordado de linhas
o fio trançado
ao revés 

destecer o sentido das coisas
- um jeito tosco de urdir o mundo
no silêncio dos nós 
 

POÉTICA 

dar nome
a tudo
desde os bois
até o pasto
impondo à palavra
o significado de pedra
enquanto em poesia
a palavra voa
e nunca é o imaginado

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TERRITÓRIO

 

         “O que sei fazer desmancha

                                   em frases.”

                        Manoel de Barros

 

 

brota em mim o verbo

com suas pessoas

 

desconjugá-las não posso

 

em mim

a palavra

se faz morada

 

 

LABUTA

 

         A João de Abreu Borges

 

 

em sua própria vida

o homem finca raízes

 

atravessa árvores

mata fungos

 

sem olhar para trás

e perceber: os frutos

 

não mera conseqüência

 

 

Texto extraído de LITERATURA – Revista do Escritor Brasileiro, Ano XVII, Fev 2008, n. 34. Com a autorização do diretor Nilton Maciel, colaborador desta página web, publicada em março de 2008

 

 

 

OLIANI, Luiz Otávio.  entre-textos 2.  Porto Alegre, RS: Vidráguas, 2015.  104 p. 14x21  cm.  ISBN 978-85-62077-19-7    “ Luiz Otávio Oliani “  Ex. bibl. Antonio Miranda

Inclui os poetas: Claudia Manzolillo, Ademir António Bacca, Adriano Espínola, Affonso Romano de Sant'Anna, Alcina Morais, Aroldo Pereira, Arriete Vilela, Benilson Toniolo, Bruno Lima, Cairo de Assis Trindade, Celi Luz, Christina Ramalho, Cláudia Brino, Delayne Brasil; Denizis Trindade, Diego Mendes Sousa, Edir Meirelles, Eurídicie Hespanhol, Humberto Dei Maestro, Iverson Carneiro, Juliana Meira, Laura Esteves, Lena Jesus Ponte, Mareia Barroca, Mareia Mendes,

Marco Lucchesi, Maria do Carmo Bomfim, Maria Helena Latini, Marina Colasanti, Messody Benoliel, Michelle Hernandes, Renato de Mattos Motta, Renato Gusmão, Ricardo Mainieri, Rinaldo Leite,  Rubens Jardim,  Salgado Maranhão,  Silvio Ribeiro de Castro, Suzana Vargas, Victor Farinha,  Vieira Vivo,  Wanderlino Teixeira Leite Netto.

 

Uma ousadia habilidosa esta de Oliani ao escrever poemas a partir de poemas... Sem ser transcriação, sem pretender parafrasear. Haveria o risco de ser melhor ou pior do que o original caso partisse para a mimese, a emulação, a mera interpretação. Tomou o caminho da reflexão, de uma criação paralela, independente. Perfeito.                                              ANTONIO MIRANDA

Um exemplo: 

 

ESCREVO SEM DEIXAR VESTÍGIOS

Marco Lucchesi

 

Escrevo sem

deixar vestígios

 

enquanto busco teus

sinais

ambíguos

 

Sphera, RJ, Record, 2003.

 

 

SPHERA

Luiz Otávio Olianí

 

o poeta rejeita ambiguidades

 

o que é e não é

fica para os olhos alheios

a refletirem meus vestígios

 

 

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FORTUNA CRÍTICA SOBRE FORA DE ÓRBITA

 

“A poesia de Oliani me impressiona pela precisão, enxutez e consciência. É a paixão domada no melhor sentido em que a Poesia se presentifica e se dignifica”.Olga Savary

 “O  Fora de órbita, paradoxalmente, mostra que você está vivo na órbita da poesia.”Affonso Romano de Sant´Anna

 “Seu primeiro livro tem sabor de fruta madura: temas densos, linguagem cirúrgica, poesia plena.”Lena Jesus Ponte 

“Belo livro, bela apresentação do Igor e, sobretudo, belos poemas!” Antonio Carlos Secchin

 “Livro enxuto, simples e profundo. Os concisos poemas têm oralidade e ritmo. Erudito o prefácio de Igor Fagundes, com um toque do gato de Sócrates. Tenho certeza de que, com elegância, você continuará esboçando poemas em construções silenciosas”. Raquel Naveira

 “Acabo de ler o seu “Fora de órbita”. Como dizem os portugas, gostei imenso. Você anda cada vez mais lírico. E isso é a melhor coisa que pode acontecer a um poeta.”Geraldo Carneiro

 “Li por inteiro seu livro ”solo” “Fora de órbita”. Você é um poeta muito bom, com promessas de chegar à “excelência”, em breve. E tudo isso sem grandes manifestações, sempre discreto, enquanto outros, que andam por aí aos estardalhaços e festejos, não chegam à ponta de sua orelha. Gostei do livro e espero que outros venham somar-se a este.”Humberto Del Maestro

 “Vejo que sua estreia não tardou. E valeu a pena, porque o livro está ótimo. E bonito. A leitura dos seus poemas me tem deixado mais poeta”.Nilto Maciel

 “Obrigado pelos versos que brilham de um jogo sutil. Teresa Drummond não erra no que diz. E retribuo suas palavras, apreciando sobretudo a sua sábia economia de versos. Receba o meu abraço e o meu aplauso.”Marco Lucchesi

  “Nem o prefácio nem a apresentação da Teresa Drummond exageram: “Fora de órbita” é uma estreia de muita qualidade.”.Carlos Felipe Moisés

 “Percebi o zelo que você tem com a palavra, tudo isto me mostra uma alta perícia de quem cuida e produz sem desperdício do artefato chamado verso.”Jean Narciso Bispo Moura

“O livro está bem feito e sua poesia é depurada, além de sintética e rica de sugestões”.Enéas Athanázio  

“Sua poesia é substantiva, robusta, seca e dura feito uma rocha, no entanto transborda a desesperadora beleza humana. Você atingiu, neste livro, o ponto, o cerne, o espírito da palavra”.Hernando Chagal   

 “Gostei muito dos seus poemas. Têm força, vitalidade; o que é também a intenção da minha poesia. Talvez por aí venha a nossa identidade como poetas”.Luiza Viana  

“Você é um poeta com grande poder de sintetizar uma imagem que precisaria de muito, em poucos versos”.Edison Veoca

  “Quando leio seus poemas, me vem à lembrança o Raul Bopp, antropófago criador de uma literatura inaugural. Não acha você que há algo em comum entre os dois? Alcides Buss

 “Para mim, poesia não é discurso. Discurso poético é prosa. O seu é poesia.”Artur da Tavóla

 “Excelente livro ”Fora de órbita”. Vilma Guimarães Rosa

  “Luiz Otávio Oliani domina a engenharia poética, mostra o quanto escrever bem tem a ver com a concisão. Oliani busca a palavra certa, aquela insubstituível. Sua poesia é degustada, lida e relida, nas linhas e entrelinhas”. Maria José Zanini Tauil

  “O livro não me surpreendeu nem um pouco. Tinha certeza de que encontraria ali o retrato exato de um poeta que há muito conquistou respeito entre os poetas contemporâneos da cena carioca. O que me deixou Fora de órbita foi ver acrescido, ao já conhecido, poemas novos que bem demonstram o mergulho de sua poesia na alma de poeta que o habita.”Luiz Fernandes Prôa

  “Há nos poemas uma temática filosófica interessantíssima. O fragmento, a ironia presentes na maioria das composições expressam o decadentismo de nossa sociedade muito bem revisitada por um eu lírico firme, preciso que há muito não tínhamos.São verdadeiras obras-primas. Sabe o que me lembra: Chico em Budapeste e Clarice em Um aprendizado. Gostei muitíssimo.” Marco Paulini

  “Seus versos têm uma qualidade essencial na poesia: eles soam bem. São elegantes, bem talhados. Também aprecio a preocupação metafísica com o tempo, com sua essência dupla e contraditória de nuvem e pedra. Gosto, aliás, desse modo de misturar o mais absolutamente abstrato com o mais primariamente concreto: em seus poemas pedra, água, vento, pássaro, flor se misturam ao tempo, o ser, à palavra, à consciência.” Antonio Caetano 

 “Luiz Otávio Oliani é um poeta com inúmeros predicados que sabe utilizar muito bem de diversas armas literárias. Sua flecha é certeira e atinge o alvo com precisão.” Edir Meirelles

 “Você é um poeta maduro, denso, desses que não usam perdulariamente a palavra, bem precioso.” Wanderlino Teixeira Leite Netto

  

ÓRBITAS 

O livro “Fora de órbita”, o primeiro de Luiz Otávio Oliani, estará orbitando por um bom tempo, graças à incomum capacidade do autor em conciliar silêncio e palavra, risco a que estão sujeitos os poetas que temendo ou rejeitando o excesso podem deixar inconcluso ou dificultado o seu dizer. Não é o seu caso.

Como em boa parte da poesia mais recente, vejo aí um eco ou vereda do que freqüentemente compõe Gullar, do que pretendeu Cassiano Ricardo: importaria a tal poética, formalmente, os elementos de ritmo e silêncio em estrofes apenas “alinhavadas”- para usar uma palavra de Oliani - e não estrofes “costuradas”, silêncio esse que dá pausa também espacial à leitura, que libera o verso de qualquer medida imposta ou externa.”Linosigno” é o nome que Cassiano dá ao procedimento.

Aqui, também, o menos é mais. Importa mais a essa poética (usemos termo quase em desuso:) a mensagem, à qual a forma deve ajustar-se.

“Fora de órbita” tem momentos em tom de oração, ainda que só sussurrada ou insinuando protesto “na inútil tentativa / de ser Deus por um minuto.” Como mergulha em reflexões filosóficas, que o prefaciador Igor Fagundes, também poeta e professor (mas de poética distinta, senão diametralmente oposta), lucidamente aponta apoiando-se em Sócrates e Platão.

Poesia, filosofia e religião, sabemos, têm em comum a procura do todo, do ser, do mundo, da vida e da morte. Procura sem achamento, ousando dizer que a poesia é que mais se aproxima, por prescindir de sistema ou de fé, nem buscar,como a ciência, comprovação, por provisória que seja. À poesia basta a crença na realidade da palavra, no poder da palavra para tentar expor o “claro enigma”.

“Em mim a palavra se faz morada” diz este poeta num decassílabo desfeito em três linhas. Quando quer, escande redondilhas, como neste “Rascunho”: 

na engenharia do verso

os andaimes permanecem

escancarados na folha

de papel jamais escrita

- o que não veio sucumbe

ao esboço do poema

em construção silenciosa

 O livro todo é um questionar sobre a finitude certa diante da eternidade que seria alcançável somente pelo verso, pelo passaporte da poesia, como revela no poema “Despedida”. Ciente da escassa dimensão do tempo que nos é dado, Oliani se entrega a explorar o entorno com os sinais verbais e as pausas que a reflexão lhe concede, mais descrente que esperançoso, mas à sombra e até à espera da divindade, na mão um “Castiçal” de que quer ser “vela e luz”.

Epígrafes são mais que homenagens. São motes, faróis, sinalizações. Oliani abre o livro com Paulo Henriques Britto e o fecha com Ezra Pound: “Mas a semente espera. Ela é insistente e acerta / mesmo sem saber que erra” nos prepara no início, e pontua assim no fim: “sou um poeta /e bebo a vida”

Ou seja, se assim queremos ler: viver é tentativa e erro, é destino e fruição, pois “nada detém a vida” que “só faz sentido / quando se reparte o pão”, mesmo sabendo que “ninguém escapa da cruz”.

A dor geral, a consciência do sofrimento alheio, a caça à palavra e a sempre companhia do silêncio na luta constante com as medidas do tempo, a areia da ampulheta, os ponteiros dos relógios,a morte à espreita, eis marcas de uma poesia que não esconde o medo, a cal sobre o túmulo, o ponto final. Por confiar, mesmo “fora de órbita”, na morada do ser, a palavra.

Nas abas do livro Teresa Drummond fala do “confinamento” que envolve os poemas de um autor que estreia maduro, embora amplamente premiado em, suponho, concursos de peças esparsas. “Confinamento” é palavra de uso do poeta, e nele é a um tempo traço existencial, formatação poética, habituação ao constante silêncio que atravessa como vocábulo e conceito seu livro que conscientemente diz ser “fora de órbita”,título também de poema em que se pergunta “como escapar / ao confinamento?” Finalmente escapou e fez bem a seus textos a espera para apresentar-se com a segurança desta “Inquietação”: “na guerra das palavras/ - fogo cruzado -// a vitória do verso”.

 

Izacyl Guimarães Ferreira

(ÓRBITAS, in: União Brasileira de Escritores A coluna do Editor, São Paulo, 26/11/07)

 

 

Encontro dos poetas LUIZ OTÁVIO OLIANI e ANTONIO MIRANDA na Livraria Argumento, em Ipanema, Rio de Janeiro, em 23 de janeiro de 2013. 

 

Página publicada em fevereiro de 2008; ampliada e republicada em junho de 2009, ampliada em 2013; amplia da e republicada em maio de 2015.

 


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