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JONATHAS SERRANO

 

 

Jonathas Archanjo da Silveira Serrano (Rio de Janeiro, 6 de maio de 1885 - 1944) foi um professor e pedagogo brasileiro.  Filho do capitão-de-mar-e-guerra Frederico Guilherme de Souza Serrano, senador da República pelo estado de Pernambuco e de sua esposa, Ignez da Silveira Serrano.

 

Tendo estudado no Colégio Pedro II, formou-se em Direito.

 

Foi membro e participou da Diretoria do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, além de ter exercido o magistério de História, principalmente no Colégio Pedro II e na Escola Normal do antigo Distrito Federal.

 

A sua atuação pautou-se na busca da conciliação entre os princípios fundamentais da fé católica e as novas ideias da Pedagogia, conforme expôs em sua obra "Escola Nova" (1932), fruto de suas vivências no magistério naquelas instituições.

 

Foi membro do Centro Dom Vital do Rio de Janeiro tendo escrito diversos artigos na Revista "A Ordem" publicado pelo mesmo Centro.

 

 

[Extraído de:  ALENCAR, Fontes de.   Anotações de Poesia no centenário da Revista Americana  (1909-1919).  Brasília: Thesaurus Editora, 2010.  142 p.  

 

"Na história da cultura brasileira Jonathas Serrano é figura marcante e marcada. O primeiro adjetivo diz com seu intenso labor em vários campos do saber; o outro, com a sua catolicidade.

 

Serrano estreara-se como autor de livros de versos em 1913. Tenho na minha livraria exemplar dessa coletânea que tomou o título de Coração, abrangente de poemas então já divulgados na Revista Americana (...) FONTES DE ALENCAR

 

 

ELOGIO DA MÃO

 

          “Anaxágoras viu na mão a superioridade
          do homem entre os animais.”

 

Rústica, previdente, benfazeja,
Mal rompe o sol, as nédias rezes munges:
E majestosa e hierática, na Igreja
Novos levitas, fronticurvos, unges.

 

Por que de Clio exato o livro sejas,
De erros e enganos, erudita o expunges,
E ignívoma e cruenta, na peleja,
A morte espalhas, corações compunges.

 

Anjo e demônio, as contas do rosário,
Serenamente, em êxtase, desfias,
Como vibras o ferro do sicário.

 

Ergues altares, tronos esboroas,
Mas é divino o eflúvio que irradias
— Doce gesto de mãe — quando abençoas.

 

 

 

EVA

 

Tu que o fruto provando a ti vedado
A Adão, fraco e imprudente seduziste,
Do Éden expulsa, arrependida e triste,
Bem soubeste chorar o teu pecado.

 

É pelos teus sorrisos confortado
Que Adão às penas do seu mal resiste;
E na tua ternura é que consiste
Do Éden perdido o que lhe foi deixado.

 

Ave, ó Eva imortal e soberana,
Que do desenrolar da história humana
És toda a graça e toda a maravilha.

 

Pudor, carinho, encanto, amor e bondade
Suprema perfeição da humanidade,
Minha Mãe, minha Esposa, minha Filha.

 

 

 

Página publicada em junho de 2016.


 

 

 
 
 
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