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IBRANTINA CARDONA

 

 

Ibrantina Froidevaux de Oliveira Cardona, nascida em Friburgo aos 11 de novembro de 1868, publicou Plectros, São Paulo, Steidel, 1897, Heptacórdio, São Paulo, Sociedade Editora Olegário Ribeiro, 1922, entre outros.

 

 

CARDONA, Ibrantina.  Plectros  com prefacio de Carlos Ferreira.  São Paulo: 1897.  208 p.  11,5x15 cm.   Acervo BCE/UnB/Obras Raras   (OR)

 

(respeitando a ortografia original)

XXII

Chromo

Vem abrindo a alvorada a rósea umbrela...
A formosa aldeã de amor suspira,
e ao meigo namorado um canto inspira,
no floreo peitoril de uma janela...

Distante, pelo mar côr de safira,
traçando à tona d´agua uma aquarela,
gaivotas vêm seguindo um barco a  vela...
Na serra, do marujo o canto expira...

E aqui, e ali, na várzea romanesca,
salta o alegre rebanho; um cysne preto
ondula da corrente a veia fresca.

Traça ao longe, um pintor esse esbocêto,
e a subir pela encosta pittoresco,
eu, descuidada, escrevo este soneto.

 

XXXVII

Inter Dolores

Condóe-me o teu sofrer, ó pobre desvalida,
o pranto que te orvalha a face descorada,
o teu inmenso amor e a honra profanada
provam a ingratidão de um´alma corrompida.

Seduziu-te um bandido, e a tua honesta vida
agora é um tributo à sorte malfadada.
Acerca-te a doença; e, quasi abandonada,
ao sacrificio impõe-te a luta desabrida.

Flôr tão nova e vergada ao peso da tortura,
como cahiste assim, no lodaçal profundo!...
E quem dirá que, ainda, em tua desventuraaaaa,

amas a esse monstro, e ocultas tanto ao mundo
a mingua que te leva o filho à sepultura,
emquanto a dôr de mãe te vara o peito a fundo?!

 

 

 

A MENSAGEIRA – Revista literária dedicada à mulher brasileira. VOLUME II.  São Paulo. SP: Imprensa Oficial do Estaddo S.A. IMESP.   Edição fac-similar.  246 p.    Ex. bibl. Antonio Miranda

 

Violetas

 

São minhas confidentes estas flôres

que traduzem na côr tanta tristeza;

o poema ideal dos meus amôres
encerram no perfume e na pureza.

 

Elias sabem o quanto esfaima presa
tenho pelos teus olhos tentadôres,
e por isso é que hão de, com certeza,
meu nome te lembrar, por onde fôres.

 

Recebe-as com carinho...   Essas coitadas,
dos beijos, nas coróllas, têm o sêllo,
nas pétalas têm lagrimas gravadas.

Colhi-as com amôr, com muito zêlo...
Pois eu quero que a ti, cheguem atadas
pelos fios subtis do meu cabello.

 

 

Página publicada em março de 2013. Ampliada em julho de 2019

 


 

 

 
 
 
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