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POESIA PERNAMBUCANA

Coordenação de Lourdes Sarmento


Fonte: www.revistazunai.com.br

 

SEBASTIÃO UCHOA LEITE

(1935-2003) 

Nasceu em Timbaúba, perto de Recife.  Cursou direito e filosofia. Autor de vários títulos de poesia, obtendo o Prêmio Jabuti de Poesia, em 1979, com Antilogia.

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS  /  TEXTO EN ESPAÑOL

 

METASSOMBRO

 

eu não sou eu

nem o meu reflexo

especulo-me na meia sombra

que é meta  de claridade

distorço de intermédio

estou fora de foco

atrás de minha voz

perdi todo o discurso

minha língua é ofídica

minha figura é a elipse

 

de Antilogia, 1979.

 

SANGUE DE PANTERA

 

negra e inalterada

por trás das grades

lembro

seus olhos parados

não era mais um olhar

era uma idéia

 

de Isso não é aquilo, 1982

 

ESBOÇO

 

Se você pensa

que poesia é escamoteação

acertou.

Metafísica é a meta dos mandriões

Mas se pensa

que é um escaveirado corrupião:

acertou também.

Linguagem é a mira dos idiotas.

        

                   1984

 

         OUTRO ESBOÇO

 

A serpente semântica disse:

não adianta querer significar-me

neste silvo.

Meu único modo de ser é a in

sinuosidade e a in

sinuação.

Não é possível pensar a verdade

Exceto como veneno.

                           

                   1984

 

ENIGMÓIDES

 

Espelho ao avesso

Sobre o abismo

Já sou mais isso

Do que eu mesmo

 

Reflexo antevisto

Do caos amórfico

Informe e vasto

Sonho malérico

 

                   1989

 

                                    ENVOI

 

                   Digam ao verme

                   Que eu guardei a forma

                   E a essência felina

                   De meus amores decompostos

 

                            de A uma incógnita, 1990

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TEXTO EN ESPAÑOL

 

TEORÍA DEL OCIO
(fragmento)

         Versión de Héctor Carreto

Entre los rios de esta plaza
sembrada en el cenro del mundo como un árbol,
entre el tiempo y la naturaleza,
pasa mi oficio figurativo.
Es una Plaza
dispersa, alienada y sin raíces.
¿Para qué sirves, libre de tus pasiones,
royendo la cuerda de la nada,
en esa incidência fluvial,
en ese ócio prodigioso y sin mistério?
Te interrogo en un cisma
en el que te configuras.

Libertad de estirar una pierna
por sobre las cosas calvas, de los afectos
y de las razones vitales.
Libertad de sonreír sin razón,
delicia por las cosas finitas
entre las ficciones del intelecto,
saliendo para alguna cosa o saliendo
para nada,
pisando las sempiternas hojas secas
de nuestro otoño fingido.
Abril y mayo son tus ensayos predilectos
entre la pasión dialéctica y la razón pura.

¿Para qué sirves si no para indagar
la esencia de la poesía o la esencia de lo falso
si son la misma cosa?
¿Cómo distinguir en el tiempo las ficciones del ser?
Para qué sirves si careces de fin sin sentido,
florecimiento estético o metafísico
sin memoria.

En cuanto huelo el peligro en las carteras,
escribo en la palabras de materia porosa,
divulgo a los cuatro vientos mi insensatez
y reflexiono sobre mi inercia,
mi pensamiento recuerda y recomienza.

 

Página ampliada e republicada em novembro de 2008

 



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