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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


POESIA PERNAMBUCANA

Coordenação de Lourdes Sarmento



 

CLOVES MARQUES

 

Escritor, poeta, fotógrafo, com formação em Engenharia Civil, natural de Delmiro Gouveia/AL, nasceu em 10 de setembro de 1944. Reside, há mais de 40 anos, no Recife/PE. Publicou, entre outros, Pra não Morrer de Amor (poema), É Eterno, Mas é Preciso (poema), Crônicas do Encontro (crônicas), Umareru – Instantâneos de Natal (haicai), Haicai ao Recife (haicai), Máscara em Haicai (ensaio, haibum e haicai), 365 Haicais de Sol e Chuva (haicai – premiado, em 2005, com Menção Honrosa, pela Academia Pernambucana de Letras e Conselho Municipal de Cultura do Recife); no prelo, 100 Tancas de Amor Amado (tancas - premiado com Menção Honrosa, em 2006, pelo Conselho Municipal de Cultura do Recife). Participou de diversas exposições fotográficas e de antologias. É sócio efetivo da Academia de Letras e Artes do Nordeste, da Academia Recifense de Letras e membro da UBE/PE.  

 



Haicais de Sol e Chuva

 

 

in “365 Haicais de Sol e Chuva”

GráficaFacForm – Recife-PE, 2006 

 

A chuva é assim

traz a vida, encharca a lida

é começo e fim.

 

A boca da noite

usa raspa de juá:

sereno perfumado.

 

Na rua deserta,

a chuva encharca o casal.

Beijo molhado.

 

Seus olhos, menina,

têm calor e cor de sol,

ave de rapina.

 

O sol passeando

sobre a pele do riacho

que se ri e foge.

 

O riacho corre

feito cobra ociosa

Morde a terra e morre.

 

Vejo um olhar seco

calcinado pelo sol:

guarda esperança.

 

Paz na caatinga.

A trovoada guardou

água na moringa.

 

Se a chuva não vem,

o pensamento é pungente,

a fome também.

 

Pleno entendimento:

tem raios na flor da mão,

luz no pensamento.

 

O sol arrebenta

os pensamentos afoitos.

A vida é lenta.

 

Ah! Terrível estio.

A menina cumpre sina

procurando um rio.

 

Um rio Beberibe,

que um homem-caranguejo

num descuido exibe.

 

Caça gotas d’água

no leito seco do rio:

lágrimas guardadas.

 

Na ponta dos pés,

o menino não alcança

um sonho-caju.

 

Vejo o agricultor

assuntando o que fazer:

emprenhar a terra.

 

Bem à luz do dia,

a fome assaltou um homem.

A justiça espia.

 



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