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POLÍBIO ALVES
POLÍBIO ALVES

"A obra dê Políbio Alves se diferencia por resgatar uma "heroicidade" que não usa mais a roupagem do passado, posto que implicitamente nosso autor se interroga  — e nos interroga — sobre a inadequação do termo "herói".   dissertando uma nova épica em Varadouro".
                                  Roselis Batista Ralle, Université de Reims -France

 

Políbio Alves dos Santos nasceu em 1941 na capital da Paraiba. Ficcionista e poeta, é formado em Ciências Administrativas. Desde l974 possui o título de Cidadão Carioca, onde viveu por mais de.15 anos. Literário da Tribuna da Imprensa, anos 60/70, tem trabalhos em antologias e periódicos, nacionais e em outros países como Estados Unidos, Alemanha, Portugal e Cuba. É verbete da Enciclopédia de Literatura Brasiieira, de Afranio Peixoto e J. Galante de Sousa. Detém vários prêmios literários, alguns internacionais. Recebeu a Medalha Poeta Augusto do Anjos, da Assembléia Legislativa da Paraíba - 2001 e a Comenda Cidade de João Pessoa, da. Câmara Municipal da capital paraibana - 2002. Foi editor da revista Presença Literária (de 1983 a 1985). Pubiicoou "O que resta dos Mortos”, contos, (A Uniao, 1983) com uma 2ª  edição em espanhol (Arte Y Literatura, La Habana - Cuba, 1998); "Varadouro", poesia (Almeida Gráfica, 1989) com 2° edição Cubana e 3ª  edição pela Editora Universitária UFPB(2003).

 

 

O rubro das palavras

ESCREVO
todas as manhãs
como se fosse
pela primeira vez.

Todas as manhãs
eu não escrevo
pela primeira vez.

Mas, todas as manhãs
escrevo palavras
espantosamente
infiéis.


 Os objetos indomáveis

As palavras
são como areia
movediça
ao incrustar
a familiaridade
das coisas
e dos homens
nas reentrâncias
dos livros.


Simulacro

O que ficou
do desfecho,
inscrito em espanto,
foi sangue pisado
na pele azul
de um azulejo.

Em princípio,
ainda continua
intacto — o pulso
aberto.  E a lâmina
cega pela fúria
de um gesto, a mais,
no ralo de um banheiro.


Exílio

Invisível.  A dor pública.
O bandoleiro sussurro. Imerso
ante o sono da boca.  Obsceno,
conclama todos os equívocos,
desembesta à fala, ao falo,
na dança compulsiva das palavras.
De sacro, rumoreja.  De sacro,
aquela inconclusa ária
na qual se esparge a vida.


Por exemplo, as vertentes

Um olho promíscuo se desmina
de tão comum habita astúcias
que se alumbram e se afinam.

Um olhar sempre abissal, profundo
de quem desassossegou minúcias
e não se intimida com o mundo.     

 

Coração de bandido

coração dolorido
muitas vezes perdido
se planta na ilusão.

coração de bandido,
         sem abrigo,
se incendeia na paixão.

coração de fogo,
                lobo,
não tem dono, não.

 

Extraído de ANTOLOGIA SONORA – Poesia Paraibana Contemporânea. João Pessoa: Edições O Sebo Cultural, 2009. Produção executiva de Heriberto Coelho de Almeida. Contendo 9 CD com gravações de poemas nas vozes dos autores, e 31 encartes em caixa de madeira. ISBN 978-278-995423

Página publicada em outubro de 2009, a partir do material cedido pelo Editor.

 

 
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