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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

LEONEL COELHO

 

 

Nasceu na capital do Estado, onde faleceu em 1945. Estudou no Liceu Paraibano e formou-se em direito pela Faculdade do Recife.

Foi tipógrafo da Imprensa Oficial do Estado desde menino até à morte.

 

 

PINTO, Luiz.  Coletânea de poetas paraibanos.  Rio de Janeiro: Ed. Minerva, 1953.    155 p.   16.5 x24 cm    Ex .bibl.  Antonio Miranda

 

Do seu primeiro livro — "PARALELEPÍPEDOS" — lançamos os versos abaixo, também incluídos na Coletânia acima:

 

 

A SIMBIOSE DA IDÉIA

 

Ao notável   escritor  e crítico Agrippino Griecco

 

Oh! simbiose biológica da Ideia,

Do jogo singular dos meus fronemas,

Movimento amiboide que te creia,

É todo oriundo de impressões extremas!...

 

Tu, que inspiraste a Homero, na Odisseia,
Mostraste a Nero os crimes que nos poemas,
Perpetuaram os faustos de Pompeia;
Tú, que a cratera do meu crânio queimas,

 

Vens de precoces vibrações "dispersas,

Nas cordas filogênicas imersas,

E que a matéria plásmica me empresta;

 

Vens da unidade celular que resta,
E das substâncias por que são vividos
Motores fronetaes dos meus sentidos.

 

 

 

RISO   DE CAVEIRA

 

         Ao famoso escritor e crítico Tristão de Athayde     

 

Na escala fisio-quíimica deceste,
Pelos degraus zoológicos caindo,
Como quem cai no abismo, tú cedeste,
Na rendição dos fagocitos ruindo

 

À podridão patogênica. Vieste
Da desordem biológica, surgindo;
Da ruina proto-plásmica — essa peste,
Que faz os epiléticos, rugindo.

 

E o que resta da unidade que tu eras,
Daquelas formas vindas das moneras,
De gradação em gradação subindo?...

 

Resta o esqueleto, horrendo e cavernoso,
Feia Caveira, com o olhar monstruoso,
Da desgraçada humanidade rindo!...

 

 

 

IDEAL DE CONQUISTA

 

Eu subirei sozinho, esta montanha!...
Esta montanha eu subirei, sozinho,
Porque do Sol da Ciência eu me avizinho,
Da luz radiante, que o universo banha!...

 

Eu lutarei, assaz, nesta façanha,
E, destruindo o nevoeiro do caminho,
Dos imortais eu beberei o vinho!...
Eu vencerei, de certo, esta campanha!...

 

Se alguém quiser vedar minha passagem —
Sendo o porvir incerto, u'a miragem —
Eu não me importa; eu marcharei ousado,

 

E, me alçarei, ao cimo do rochedo;
Desfraldarei meu pavilhão, sem medo,
E da vitória soltarei meu brado!...

 

 

 

Página publicada em agosto de 2019


 

 

 
 
 
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