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LAU SIQUEIRA
Nasceu em Jaguarão, Rio Grande do Sul, Brasil em 21/03/1957. Publicou três livros: O Comício das Veias (Paraíba: Editora Idéia, 1993), O Guardador de Sorrisos (Paraíba: Editora Trema, 1998) e Sem Meias Palavras (Paraíba: Editora Idéia, 2002). Tem poemas publicados nas últimas edições do Livro da Tribo (São Paulo: Editora Tribo) e na antologia Na Virada do Século — Poesia de Invenção no Brasil (São Paulo: Editora Landy, 2002), organizada pelos poetas Frederico Barbosa e Cláudio Daniel. Blog do autor: www.lausiqueira.blogger.com.br
De
Lau Siqueira
TEXTO SENTIDO
Capa: Constança Lucas.
Recife: Ed. do Autor, 2007.
(Pordução Edições Bagaço) 65 p.
boca boca
sem mira
atiro em mim mesmo
às vezes
saio lanhado e disforme
y novamente me transformo
: assumo a interina forma
no mais
sou o verso que voa
no espetáculo sem bis
do instante
rio sanhauá
anéis
e dedos
se foram
resta a carne
seca em ossos
dissipada
o coração ) poço de
coragens vencidas
( inventa a nitidez
do que não existe
( tudo é belo
e triste
composição casual
I
no mármore da mesa
dois livros
um pote de cerâmica
cajus maduros e um
esplendor de orquídea
II
Estirando
espinhos para o mundo
um cacto resiste
SIQUEIRA, Lau. Aos predadores da utopia. São Paulo: Dulcinéia Catadora, 2007. 28 p. capa de cartão pintada à mão por criança. Col. A.M. (EA)
1965
rabisquei poemas
e insultos nos muros
quem dera
meus olhos de menino
tão verdes tão puros
nas mãos fechadas
butiás maduros
aos predadores da utopia
dentro de mim
morreram muitos tigres
os que ficaram
no entanto
são livres
Página publicada em outubro de 2011
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