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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



EDSON GUEDES DE MORAIS


 

Contista e poeta nascido em Campina Grande, Paraíba, a 23 de janeiro de 1930. Fez o Curso Secundário no Colégio D. Pedro II, dois anos da Faculdade de Arquitetura e o curso de Desenho da Escola Nacional de Belas Artes. Revelou-se poeta no programa radiofónico "Poesia Viva", de Geir Campos, na Rádio Ministério da Educação, em

1955, Fundador do Clube dos XII (de poesia) foi seu primeiro presidente. Dirigiu no "Clube dos XII" uma plaqueta mimeografada (Folhas de poesia) de apreciável valor de divulgação. Dirigiu atualmente o jornal "Macunaima" da Escola Nacional de Belas Artes. Publicou "Dispersão" (poesia) em 1956.)

 

“ exibe também, desde que o conheço, uma outra vocação, outra porém ligada à de escrever e ensinar: o gosto de editar companheiros de ofício. Gosto e vocação servidos por uma formação de amplo leque, diplomado que é “em desenho, pintura, artes gráficas, relações públicas, jornalismo”, e com experiência profissional como “desenhista, técnico de artes gráficas, técnico de relações públicas, jornalista, professor, .... redator, crítico teatral” e (pasme-se!) analista de finanças (conforme o Dicionário de Escritores de Brasília, de Napoleão Valadares).

Vive atualmente em Recife, liderando a Editora Guararapes – EGM, de Pernambuco.

 

Foi incluído por Walmir Ayala em sua “ A Novíssima poesia Brasileira” (Rio de Janeiro, 1962)

Mais informações em: GONDIM FILHO, R. L. L. . Edson Guedes de Morais: um artista continente. PREÁ, Natal - RN, p. 24 - 25, 31 maio 2004.

 

 

Veja também: POEMAS VISUAIS de Edson Guedes de Morais

 

Extraído de:
2011 CALENDÁRIO   poetas     antologia
Jaboatão dos Guararapes, PE: Editora Guararapes EGM, 2010.
Editor: Edson Guedes de Morais

 

/ Caixa de cartão duro com 12 conjuntos de poemas, um para cada mês do ano. Os poetas incluídos pelo mês de seu aniversário. Inclui efígie e um poema de cada poeta, escolhidos entre os clássicos e os contemporâneos do Brasil, e alguns de Portugal. Produção artesanal.

 

 

 

EDSON GUEDES DE MORAIS

 

TEMPO E CASUALIDADE

 

Nenhum deus me fez ou sabe.

Houve um gesto; depois,

a involuntária duração do gesto

como um punhado de areia

que se atira para o alto.

 

O fado é não podermos ver,

a cavaleiro, nossos próprios passos,

esquecermos depressa a semeada

e este germinar à nossa frente.

Muito antes de mim, depois,
a folha, o vento e o movimento
da folha sobre a estrada pelo vento.

 

 

CREPÚSCULO

Me sinto só,
sem mim,
sem ninguém.

Meu coração
é qualquer coisa
pelo avesso:

nem luz

nem espelho

nem anteparo.


 

ANSIEDADE

 

Edson Guedes de Morais*

 

 

É urgente

que uma alegria qualquer

me aconteça.

 

É urgente que alguma coisa pura,

palavra ou gesto,

limpe meus olhos

desta tristeza.

 

Ter pena de mim mesmo

já não consola...

 

É preciso que alguma coisa boa

me aconteça,

sobre para mim

que há tanto tempo espero.

 

É preciso que alguma coisa boa

me aconteça,

para que esta ternura pela vida

não se perca

à falta de uns cabelos

para as minhas mãos.

 

(De Poemas da Dispersão)

 

MORAIS, Edson Guedes dePoemas de dispersão.  3ª. ed.  Jaboatão dos Gurarapes, PE: Editora Guararapes – EGM, 2011.  s.p.  formato 12x21 cm.  Edição artesenal do autor.  Edição alternativa.  “Edson Guedes de Morais”  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

MORAIS, Edson Guedes de.  Tristeza   do livro DISPERSÃO (1956).  [Jaboatão, PE: Editora  Guararapes, 2015?] 22 p. ilus. col. Edição artesanal. Tiragem limitada.  “Edson Guedes de Morais” Ex. bibl. Antonio Miranda

Ver o e-book:https://issuu.com/antoniomiranda/docs/edson_guedes_de_morais

MORAIS, Edson Guedes deCarta de Maloa.    Jaboatão, PE:  Editora Guararapes, 2015.   22 p. ilus. col.  20x13 cm.  Poema do livro DISPERSÃO (1956).  PoemnaEdição artesanal, tiragem limitada.  Editor: Edson Guedes de Morais.  Ex. biibl. Antonio Miranda

Ver o e-book: https://issuu.com/antoniomiranda/docs/edson_guedes_de_morais_

Edson Guedes de Morais, um abnegado poeta nacional 

João Carlos Taveira

 

O trabalho editorial que Edson Guedes de Morais vem desenvolvendo ao longo dos anos, depois que se estabeleceu de vez em Jaboatão dos Guararapes-PE, tem sido motivo de grande orgulho para todos nós que labutamos nas letras, principalmente na arte do verso. 

Que projeto é esse? Talvez o mais original e interessante que já se fez no campo da literatura brasileira, em todos os tempos. Em princípio, parece simples. Mas, na verdade, requer conhecimento, abnegação e, principalmente, paciência, muita paciência, pois, não se pode esquecer, trata-se de algo totalmente artesanal. 

Todos os fins de ano, o poeta e contista paraibano/mineiro (que já foi radicado em Brasília, onde fez vários amigos) realiza, com poetas brasileiros de todos os quadrantes, uma verdadeira maratona cultural e artística de alto nível estético e depurado bom-gosto. Ele constrói caixas com cartões de Natal, cujos motivos são poemas do biografado, que, por sua vez, acabam ilustrando o calendário do novo ano que se aproxima. Essas caixinhas, às vezes em papelão, às vezes em madeira, representam, para cada um dos homenageados, uma verdadeira preciosidade. Mas já houve tempo em que os poemas eram veiculados em garrafas de vinho. 

Edson Guedes de Morais, com esse trabalho, está prestando um grande serviço à literatura brasileira, pois congrega poetas de todos os estados da federação e os faz veicular no âmbito de sua aldeia. Estou certo de que, se tivesse algum apoio, poderia fazê-lo em âmbito nacional. Para mim, seu mérito maior é fazer o papel que as escolas públicas, ou mesmo as particulares, há muito abdicaram de realizar. Talvez por conta dos facilitarismos eletrônicos ou de uma política voltada para outros valores. Uma pena!  

De Brasília, fazem parte do acervo do projeto, há vários anos, os poetas Antonio Carlos Osorio, Anderson Braga Horta, Joanyr de Oliveira, Danilo Gomes, Wilson Pereira, José Jeronymo Rivera, José Geraldo Pires de Mello, o autor deste artigo, entre outros. 

A beleza que a poesia busca eternizar deveria fazer parte do cotidiano das pessoas, como fonte de conhecimento e de felicidade pessoal. Quem sabe o mundo não seria menos infeliz e menos egoísta do que tem sido?    

Por essas razões, rendo minhas homenagens a esse paladino da poesia brasileira, que, ao completar 80 anos (23/1/2010), continua dando lições de humildade e sabedoria. E, ao dar continuidade a esse projeto pessoal, demonstra que ainda está longe qualquer sinal de cansaço.  

 

   Brasília, 25 de janeiro de 2010.

 

 

 


Arte gráfica: Edson Guedes de Moraes
– Editora Guararapes – PE - 2016

 

MORAIS, Edson Guedes de.  Balaio.  Jaboatão, PE: Editora Gurararapes, 2017. 314 p.  ilus. col.  14,5x21 cm.  Em caixa artesanal..   Inclui contos, cordel, poemas, imagens de capas da Editora Guararapes, e também textos sobre o Autor de Wilson Pereira, Jaci Bezerra, Carlos Nejar, Francisco Carvalho,Carvalho, R. Leontino Filho, Anderson Braga Horta, José Chagas,Sânzio de Azevedo, Nilto Maciel, João Carlos Taveira, Gildemar Pontes, etc.  Ex. bibl. Antonio Miranda


Página publicada em fevereiro de 2009; ampliada e republicada em janeiro de 2011; ampliada em outubro de 2016; ampliada em abril de 2017.


 

 

 
 
 
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