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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




JOAQUIM BRANCO
  

1960 - 1966 - Graduação em Direito:Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, Rio de Janeiro, Brasil.

1972 - 1975 - Graduação em LetrasFaculdades Integradas de Cataguases, FIC, Minas Gerais, Brasil.

1998 - 2001 - Mestrado em Literatura Brasileira

Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - CES, Minas Gerais, Brasil.

Título: O MOVIMENTO VERDE: A poesia vanguardista de Cataguases na década de 1920. Ano de obtenção: 2005. Orientadora: Thereza da Conceição Apparecida Domingues.

2003 - Doutorado em Letras (em andamento)

 

Bibliografia:   Concreções da fala Poemas. Cataguases:Edição do autor, 1969;

Consumito Poemas. Belo Horizonte: Edição da Impresa Oficial de Minas Gerais, 1975;

Laser para lazer Poemas. Cataguases: Edições Totem, 1984; Marginais do Pomba

Contos (org.). Cataguases: Fundação Cultural Francisco Inácio Peixoto, 1985;    

500 anos do descobrimento da América Texto e pintura (erm parceria com D´Paula).

Cataguases: Edição Hidroazul, 1993; O caça-palavras Poemas. Cataguases: Fundação Cultural Ormeo J. Botelho, 1997; Do pré ao pós-moderno Manual de literatura.

Cataguases: Proler/Cataguases, 1998; Ascânio, o poeta da Verde (org.). Cataguases:

Edições Totem, 1998, além de livros de crítica, literatura infantil, etc. Ver também poemas visuais em:

Página do autor: www.joaquimbranco.cjb.net/


TIGER

 

“Corre a tarde em minh'alma e conjecturo

que o tigre vocativo do meu verso

é um tigre de símbolos e sombras (...)"

     Jorge Luis Borges, O outro tigre (in O fazedor)

 

 

Theda Bara me olha

com olhos de quem

mata, e diz:

 

Desata-me.

 

Decifrado, o olhar

que espreitara antes

agora fuzila firme

e em cheio

contra o vidro

de um pesadelo.

 

(Só Borges enfrentara

o tigre antes.)

 

Felina, garras e boca

em perfeita dentição

são arremessos para lá

de ameaçadores

mesmo sob uma irretocada

e espessa vigília.

 

  

GREGÓRIO DE MATOS

GUERRA & POESIA

 

Gregório de mato guerra & poesia

Gregório marco zero da poesia brasileira

Grego  rio abaixo mero gozador

Gregor herança basca maior da colônia

Gregório de baixo calão e alta escala

Gregoriano barba e bigode, bode, espingarda

Gregongório bravo que nem o diabo pode.


 

Joaquim Branco 
Concreções da Fala
Cataguases, MG: Edição do Autor,1969.   s.p.


Primeiro livro de Joaquim Branco, desde Cataguases, Minas Gerais, terra de vanguardas no cinema e na literatura, na arte e na arquitetura,  serviu também para uma espécie de "manifesto":

alguns poemas anteriores + gráficos para o consumo.

gráficos: fim da arte poética linear/alfabética, utilização da

palavra apenas quando requerida.

humor, poema/trabalho contra poesia/flores,

signos não-verbais. trabalho + revisão.

por uma linguagem universal contra a barreira das línguas.

contra o bom-mocismo das letras, pelo vigor tropical e pelo

sexo. pela ciência poética.

 

 

Um dos poemas do livro: 


                                              
       consumo  1968

 

 

Joaquim Branco
CONSUMITO
Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1975

 

"(...) No Poema/Processo, a partir de 1968, Joaquim Branco encontraria  — a partir de pesquisas gráficas e visuais — um porto seguro para a fixação de sua poeticidade.  / Uma poeticidade viva, explosiva, que, com o passar dos anos, seria marcada pela limpeza dos signos: a construção de um painel crítico relacionado com o nosso tempo e o nosso mundo".  MOACY CIRNE 




Joaquim Branco
LASER PARA LAZER
(Poemas experimentais)
Rio de Janeiro: Edições Totem, 1984.

 

"O que fascina em Joaquim Branco é exatamente isso: a capacidade de navegar nos sete mares, nos setestrelos, e singrar absoluto. O poeta orienta a constelação de signos, linossignos, collages, portemanteaux que irão formar o poema em processo, o poema en train de se faire".  RONALDO WERNECK, 1975 



 

 

 

JOAQUIM BRANCO é sobretudo conhecido por sua participação em movimentos de poesia de vanguarda, a exemplo desta peça que circulou no auge da ARTE POSTAL – MAIL ARTE no Brasil, nas década de 80 do século passado. Doação da peça acima feita por PACO CAC ao acervo da POESIA IBEROAMERICANA.

 

 


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