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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: http://poetasdobrasil.blogspot.com/ 

 

 

FRANCE GRIPP

 

Francirene Gripp de Oliveira, nasceu em Governador Valadares, Minas Gerais,

Poeta, professora de Letras, e Mestre em Teoria Literária, autora dos livros de poesia Eu que me destilo  e  Vinte Lições.

 

 

 

ARMA PALAVRA

 

Um menino de onze anos empunha uma arma e atira.

Um policial empunha uma arma e atira

contra um menino.

Um pai e uma mãe empunham uma arma e atiram

contra meninos.

Muitos meninos empunham armas e atiram

contra pais, mães e outros meninos.

 

Mas

logo ali, meninos se atiram e se matam no mar Mediterrâneo

nos braços de seus pais.

Fogem do extremo terror e da morte.

 

A esperança de vida empurra seus botes e eles esperam

sociedade culta ocidental

sistema de crenças

empresa de poder

político que se importe

polícia que proteja

pai e mãe de outros meninos e meninas que se abracem

assim como eles.

 

Mas

um pai e uma mãe empunham palavras e atiram

contra meninos.

Um político vil empunha palavras e atira

contra meninos.

Uma empresa de poder empunha palavras e atira

contra meninos.

Um sistema de crenças empunha palavras e atira

contra meninos.

Uma sociedade culta empunha palavras e atira

contra meninos.

 

Palavras esburacam meninos todos os dias.

 

Antes das armas, depois das armas e junto com as armas.

Por toda parte eles são vistos trucidados

se afogando

no mar de brutalidade e indiferença.

 

 

         (In ODISSEIA literária. No. 1, vol. 1, 2019)

 

 

MELLO, Regina, org.  Antologia de Ouro.  Museu Naciomal da Poesia Ano V.   Belo Horizonte: Anome Livros, 2010.   136 p.     ISBN 978-85-983-78-59-6    Ex. bibl. Antonio Miranda

 

                Dama da Noite



       Praça molhada, ao meio do instante
instaura
o invólucro do verso.

Inversão, para a fluida manhã.
Chove
muito.

        Folhagens,
linguagens, variações
da intimidade exterior.

Ruídos de ventos, em árvores e arbustos
cedem ritmo, ao coral da musa aquosa
que cai.

Choram de charme, as verduras
e brancuras do cenário.

       A dama da noite esperará
impávida
a oferta aromática do pôr do sol.

Torce-se no eixo
a espiral dos sentidos.
Sombras na memória intuem

O chamamento é ancestral.

 

 

 

Veja também o vídeo da autora:

https://www.francegripp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ink-video-final-1.mp4

 

 

Página publicada em novembro de 2020


 

 

 
 
 
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