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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
CARLOS WAGNER

CARLOS WAGNER

 

 

Carlos Wagner Coutinho Campos nasceu em Belo Horizonte, MG, em 05 de agosto de 1953.

Pedagogo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com ênfase em Magistério de Primeiro e Segundo Graus, especializando-se também em Educação de Jovens e Adultos.

Além da graduação superior, formou-se também, nos anos do secundário, em Técnico em Química Industrial, pelo que trabalhou de 1977 a 1997 no Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC-MG.
Em 1995, entrou, por concurso público, como professor da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte para lecionar no Curso Normal/Magistério, para ministrar matérias pedagógicas - Sociologia, História e Filosofia da Educação.
Na Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte, exerceu também as funções de Formação dos Educadores da Rede voltada para Formação em Serviço. 
Participou do grupo de professores selecionados para administrar a formação das Educadoras da Infância, das profissionais das creches conveniadas com a prefeitura de BH, durante o período de 2000 a 2004, Projeto CFEI, oferecido pela Prefeitura de Belo Horizonte.
 A literatura, a música e as artes em geral sempre foram paixões desde a adolescência, incentivado por uma família de intelectuais, professores e filósofos, sendo a escrita de poesias, poemas e crônicas uma ferramenta de busca constante de reflexão e autoconhecimento.

 

 

POEMAS INÉDITOS
extraídos dos originais do livro

Molhar o deserto

 gota a gota!

 

 

 

 Mínimo mim

 Nunca pensei, bem sei, eis que vi,
senti, não falei: "farei diferente".
Pensei, 
eu sei, segui quimeras,
arde a lembrança... 
Santas são tantas as açodadas ações, ordinárias e profanas,
fantasias crédulas que me entusiasmaram,
mesmo que cismado.
Por isso, dúvidas...
E só por vício, se fez virtuoso o ócio desejado,
eixo de mim, central nervosa de impulsos de minha velha alma
sem pulso forte   
objeto-sujeita de influências do in-conhecimento,
sub-cônscio daquilo que permanece por trás de todas as minhas
ações,  

 credo, encruzilhadas, ilhadas noções a meu respeito,
aberto em flor de Baudelaire, hermético sentido disso tudo que
só eu quase    sei..."quer saber?",
nunca pensei aqui ordinariamente,
como linear processo,
e, possessão, agia em mim uma ordem:
"ser livre", inclusive de mim,
Ó mistério insondável.
Indeléveis registros de memória.
Nunca pensei assim consciente.
Nunca previ, preveni, matutei teias urdidas, não, nunca imaginei,
só senti: a ordem, a inclinação, a urgência...
ciente da liberdade que, bem sei,
aguarda com asas abertas, tudo e todos.

Nunca pensei, ou... sempre bem sei, e é assim,
quando não penso em mim,
quando o silêncio invade o mim mínimo...
isso eu sei!

 

 

 

         Poetribulações

 

Poetribulações, na lata, é o que fica e cai no mesmo ponto,

perverso ponto de reflexos indigestos individuais, 

indivíduos "ais" de dores do Mundo,

num processo shopenhaueriniano de realismo.

A caminho, sem certeza, na erreza de curvas e retas,

atento, com o olho dos poros da pele eletrizados,

bebendo do que se apresenta aos sentidos alertas.

Abertas passagens para o ser em crise,

atrás de seu íntimo sentido,

essencial domínio do meu eu assustado.

Um menino medroso.

 

 

 

 É tarde...

 

 ...é tarde...
que da noite, oito toadas das muitas mutuas horas rasgadas,
das puras putas púritas, Anas e tantas outras abocanhadas
acanhadas e prontas,
vestidas de tudo o que se pode despir,
rir, ir a híbridos assuntos noite adentro,
trocando, trotando, trocentos e tantas vezes,
movimentos sucintos e sucessivos, uivos na noite.
Oito badaladas, bandas e lados, de todos os sentidos
ditos, toscos, cósmicos, cosméticos...
Que da noite, do alto se via, se ria, se media
pedaços e cacos de uma miríade de sentimentos
confusos e comprimidos dentro do cordato coração,
atormentado, atordoado, a dizer, "fica mais um pouco..."
mais um copo desse corpo de delitos, delícias, de ilícitas
branduras.
Acorda, é hora, acordes em tons e compassos buzinam,
minha cabeça roda,
cantarola lembranças que da noite se lembrava,
noite em que estive aí, estava aí,
apesar de, desnorteado, achar que não devia estar.
Tarde percebi, toleraste-me mentindo,
dizendo, "volta à tua rua, ao teu meio, à tua aldeia,
exorciza tua alma desse querer insano".
Acordei acordado, ensopado,
gemendo surdo, baixinho,
que da noite os sons são estranhos, entranhas e os vultos
machucam,
as cores são pardas...
...é tarde!


 


         Newton…

 

Newton viajou, focou o cosmo e

partiu deixando pedaços de riso em nós,

brincadeiras de uma vida séria.

Se foi ontem...dia triste,

dormiu e não acordou aqui, pelo menos,

abriu os olhos da alma livre,

está agora olhando um novo hoje.

E aqui, um hoje de saudade, impossível não sentir,

porque impossível não ter sentido nele a inocência, a criança,
o amor
por todos.

Quem dera pudéssemos viver todos juntos novamente.

Mas aqui, pelo menos...sabemos que recomeça novo ciclo,

um recomeço de saudade...dor no fundo...espelho de uma
memória
muito machucada...

é momento de testar e saber que Deus está conosco,

e está com ele, como ele sempre quis.

O mundo ficou um tanto sem graça agora,

pelo menos até entendermos o sentido das coisas,

das esquinas e dos clubes que forjamos com a carne do
coração, que dói agora.

 

Boa viagem , meu querido irmão,

que aprendamos um pouco da sua doce figura, amiga
de muitos
amigos,

semente deixada a ferro e fogo aqui em meu corpo,

somos puro amor, por isso sofremos.

Que nossas vidas-alma possam um dia festejar o reencontro...

Vai com Deus. 

 

 

 

 Ao vento

 

Dispersos sentimentos eivados de pensamentos,
rotulados de sofrer,
sem formas definidas, onde o medo e a expectativa me atropelam
sem
trégua, me difucultam ver.
Achado em vigília, me descubro impotente,
descontente, frente a frente com o real.

Dispersos, 
reticentes e incômodos,
sentimentos que desejam luz.
Eu também!

 

 

 

       Giratória conversa convexa se anexa...

 

Giratórios 
Longo lá longe louco sufoco
bolo no lobo bobo no tolo
bala não cala mala não fala
fia na fila filha não falha
falta navalha farta na farsa
frente no frete flerte no flat
frota na folha fanta na fália
lento momento  relento rebento
esclama desgrama irrompe na rampa
rapina por cima por sina se afina
e mina essa fina abaixa essa crina
corrige que é hora demora sincera 
abafa esse berro encerra essa trama 
no erro do termo do terno e do ferro
do ermo vazio lugar que faz frio
firula enrolada embolado na fala
comendo escrevendo não lendo no lero
não leram não viram ouviram mas riram
saíram contentes com dentes à mostra
trocados em troncos em brancos os broncos
trancados sem trancas sem transas e transes
seus medos medidos mordidos feridos
seus lábios larápios sussurros errantes
seus trânsitos sítios cidades citadas
andaram excitados  gritaram por todos
os sábios os bobos os bofes e os bifes 
brandindo bandeiras suas dores humores
pesando pesares  mostrando penares
suas dores suas cores temores tumores
contaram seu causos beberam seus caldos
afogaram e fungaram dormiram e esqueceram
acordaram no zero selaram suas éguas
partiram mil vezes de novo no lombo.
Apagou o apoquento passou o momento
no longo devir, deviam de vez, ao invés, se lembrar
que longo, lá longe, se é louco outra vez.

 

*

 

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Página publicada em junho de 2021


 

 

 
 
 
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