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Manuel ODORICO MENDES

Manuel ODORICO MENDES

 

 

Político, jornalista e poeta. Nasceu em São Luis do Maranhão a 24 de Janeiro de 1799; foi deputado à Constituinte do Império em várias legislaturas. Faleceu em Londres, em viagem de estrada de ferro, no ano de-1864.

Com excepção da sua obra como publicista e jornalista, as produções literárias desta fase da vida de Odorico Mendes na sua grande maioria perderam-se, sem que ele se tenha esforçado na sua recuperação e arquivo. Um projecto que Odorico Mendes há muito acalentava era verter ao português as obras primas dos clássicos gregos e latinos, recriando na língua portuguesa a sua poesia. Como posteriormente declarou no prólogo da sua Eneida, ... Não possuindo o engenho indispensável para empreender uma obra original, ao menos de segunda ordem, persuadi-me, todavia, de que o estudo da língua e a frequente lição da poesia me habilitavam para verter em português a epopeia mais do meu gosto....

Para além do seu interesse pelos clássicos, interessou-se pela literatura francesa, publicando em verso português a tradução das obras Mérope (1831) e Tancredo (1839), ambas de Voltaire.

A partir de 1847, instalado em França e desligado da actividade política, dedica-se a transcriar em português os clássicos, começando por Virgílio. Em resultado desse labor, publica no ano de 1854, na Tipografia de Rignoux, em Paris, a Eneida em português, numa edição que se esgotaria em quinze dias. Quatro anos depois, em 1858, edita a obra completa do poeta latino, concentrando a Eneida, as Bucólicas e as Geórgicas, com as respectivas notas, numa cuidada edição de oitocentas páginas sob o título de Virgílio Brasileiro.

Em 1860 publica em Lisboa um ensaio sobre a novela medieval O Palmeirim de Inglaterra, de Francisco de Morais, onde lhe prova a autoria portuguesa. Odorico era leitor de Morais desde a adolescência. Afora a produção jornalística, este ensaio, além das notas que escreveu às suas traduções, é a única publicação em prosa de Odorico Mendes.

Tendo já traduzido a obra completa conhecida de Virgílio, inicia a tradução em verso dos épicos de Homero, mas falece em Londres, a 17 de Agosto de 1864, quando já tinha completada e aperfeiçoada e pronta para edição, a tradução da Ilíada e da Odisseia. A Ilíada teve sua primeira edição em 1874, editada pelo maranhense Henrique Alves de Carvalho, e a Odisseia apenas veio a público em 1928. (Fonte: wikipedia)

 

LUIZ NAPOLEÃO

 

Medroso ante a misérrima Veneza,

Depois que em Solferino triunfante,

A Itália, que acendeste, abandonaste ;

Infâmia eterna, pérfida baixeza !

 

A teu carro a Sardenha atada e presa,

Com todo o continente a malquistaste,

Áustria iludiste, Roma atraiçoaste,

E tens a Europa toda na incerteza.

 

Mentes ao Papa, mentes à Inglaterra

Que já nos paroxismos da amizade,

As queixas guarda e se aparelha à guerra.

 

Desprezas, Bonaparte, a humanidade,

Volves do Inferno, Luiz Onze, à terra...

Oh ! poço de falácia e de maldade !

 

Extraído de SONETOS BRASILEIROS Século XVII – XX. Colletanea organisada por Laudelino Freire.  Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cie., 1913

 


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