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EUGÊNIO DE FREITAS

Eugênio Martins de Freitas nasceu no Brejo, MA, em 1921. Advogado, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. Doutor em leis, honoris causa pela Samuel Benjamin Thomas University, Londres, Inglaterra , entre outras honrarias nacionais e internacionais de sua longa trajetória de poeta. Autor de muitos livros de trovas e sonetos, considerado um mestre nestas categorias.

 

VISÃO PERENE

 

Ao conterrâneo Omar Furtado

 

Visão do Brejo. O temporal arranca

pela raiz uma fruteira antiga.

Vem a neblina que amanhece branca.

Os passarinhos medem-se em cantiga.

 

Resplende o sol, a chuvarada estanca.

Um sapo sai da gruta em que se abriga.

Ressoa em casa uma risada franca,

que me revela visitante amiga.

 

Corre um regato à sombra da mangueira.

No patamar da igreja escuto a banda.

Recordo a procissão da Padroeira.

 

Abraço e beijo a mãe, querida e branda.

Na festa, uma sanfona de primeira.

E um cheiro forte de mulher tresanda.

 

 

OBRA DE ARTE

 

Ao produzir poemas não me basto,

sozinho nunca estou quando versejo.

Os sons da lira servem-me de pasto,

para eu mudar em rimas um lampejo.

 

No desempenho deste ofício casto,

arrebatado para além me vejo.

De qualquer outra ocupação me afasto,

na realização de meu desejo.

 

Um ser oculto, rigoroso e brando

no estilo próprio, me domina a mente,

que versifica sob igual comando.

 

A inspiração, que todo artista sente,

súbito vem, e não se sabe quando,

nem se algum dia surge novamente.

 

 

DISSABOR

 

Culpado sou também – confesso agora –

do imenso dissabor que me castiga,

desta saudade que em meu peito chora,

depois mudada em sons de uma cantiga.

 

Cego supunha amar-te à moda antiga,

de dentro vinha o que eu mostrava fora.

Em minha solidão a dor me obriga

a revelar-te o mal que me apavora.

 

De nossa ligação, jamais eu via

os laços frouxos do começo ao fim,

dissimulados pela fantasia.

 

O rompimento nos provou assim

os exageros da paixão tardia

que felizmente se afastou de mim.

 

 

Extraídos da obra Gorgeios. São Luis: Arco Íris Gráfica e Editora, 2001. 376 p.

 

 


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