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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

DA COSTA SANTOS

 

 

 

José Maria da Costa Santos nasceu em Miritiba, hoje Humberto de Campos, em 7-2-1916.  Melancolia, 1935. Oceano perdido, 1933. Poemas da terra e do mar. Organizou, também, algumas coletâneas – A mulher na Poesia do Brasil, Jóias da Poesia Mineira  e Nosso Senhor e Nossa Senhora na Poesia Brasileira.

 

 

 

Vem, poesia

 

Vem para mim, de leve, na surpresa,

das veredas do amor indefinido,

que te cinge a cabeça, com leveza,

através do caminho percorrido.

 

Vem para mim, do azul da natureza,

ou desse mar chorando arrependido;

põe o teu manto feito de tristeza,

veste de luz o tempo já perdido.

 

Vem para mim, velada de mistérios,

flor dos Jardins lunares de Verona,

lua de amor vestindo os hemisférios.

 

Eu te darei a glória do renôvo:

- vem para mim, nos braços da Madona,

"Estrela da Manhã", "Rosa do povo!"

 

 

Pelo alto mar

 

Longe, pelo alto mar, onde a ave não se aninha,

rasgando os escarcéus da noite de áureos brilhos,

singra silenciosa a doida nau que é minha,

pesada de saudade e bambos amantilhos.

 

Um marinheiro canta e no convés caminha,

na loucura do mar olhando os tombadilhos,

para não sossobrar, sob a onda marinha,

essa nau que deixou para traz longos trilhos.

 

Velas brancas de luz no oceano, altaneiras

enfunadas de vento, ao clarão das estrelas,

tendo no mastaréu o pano das bandeiras...

 

Toda a glória de amar, em sonhos rosicleres,

revive no pavor dos homens das procelas

e se afoga em canções no beijo das mulheres.


Soneto do retirante


      (À D. Sara Lemos Kubitschek)

 

Existe em mim um mal que me consome:

é ver o retirante, no abandono

da terra de que foi senhor e dono,

deixá-la castigado pela fome.

 

Existe em mim a dor, que não tem nome,

- fogo rubro do sol no triste outono -

dor de quem já perdeu a paz do sono,

cavando a terra seca, sem renome.

 

Eu vejo assim o bravo nordestino

partir chorando, na aventura louca,

cumprindo as ordens do Senhor Destino!

 

Deixando tudo na aridez do norte,

Maldiz os homens, pela fala rouca,

e caminha sofrendo para a Morte!

 

(Oceano Perdido/1952)

 

 

 

 

RAMOS, Clovis.   Minha terra tem palmeiras... (Trovadores maranhensess) Estudo e antologia.  Rio de Janeiro: Editora Pongetti, 1970.   71 p.   Ex. bibl. Antonio Miranda   

 

         Quando te ouvi ao piano,
        numa música em surdina,
        eu me senti mais humano,
        por te sentir mais divina.

        Veleiros da minha terra,
        do velho espelho do mar,
        vós sois os donos do mundo
        nas ondas a velejar!...

        Uma noite sem estrelas,
        pelos meus ternos caminhos ...
        Minha vida é das roseiras
        bem circundada de espinhos...

 

 

 

 

 

Página preparada por Zenilton de Jesus Gayoso Miranda, publicada em setembro de 2008.   Metadados: metapoesia.

Página ampliada em outubro de 2019


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