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CORRÊA DE ARAUJO

(1885-1951)

 

Raimundo C. de Araujo Pedreiras, poeta, jornalista, advogado, professor,  nasceu em Pedreiras, no Maranhão. Foi diretor da Biblioteca Pública do Mranhão; fundador da Academia Maranhense de Letras

 

Obra poética: Harpas de fogo (1903), Evangelho de moço (1906), Pela pátria (1908), Ode a Rui Barbosa (1918), O canto da cigarra (1946).

 

 

AQUELES OLHOS

 

Ela olhou e passou, graciosa e bela.

Passou... e foi-se para sempre, embora

brilhe em meu coração, desde tal hora,

ditosa, a doce luz dos olhos dela...

 

Estrela que no azul cintila e mora,

viu-a o Poeta e emocionou-se ao vê-la;

e amou a estrela doidamente, e a Estrela

fugiu, fulgindo, pelos céus afora...

 

Desde então, muitos anos já passaram;

talvez haja fechado - a garra adunca

da morte, - os olhos que me deslumbraram..

 

 

Neste vale de lágrimas e abrolhos,

viva cem anos, não verei mais nunca

olhos tão lindos como aqueles olhos!

 

 

DENTRO DO ABISMO

 

Morria... O abismo embaixo, esboroadas

Fauces horríveis para o espaço abria,

E eu suspenso no vácuo, as mãos pousadas

Nas margens negras, já sem fé morria.

 

Sei que caí mas que, ao cair, sagradas

Mãos me ampararam na voragem fria;

E, ao despertar, Alguém d'asas doiradas,

Alguém que eu amo, junto a mim sorria.

 

Eras tu! Amparaste-me a fugiste:

E eis-me de novo cheio de desditas!

E eis-me de novo desvairado e triste!

 

E clamo e gemo... que cruel contraste!

És tu agora que me precipitas

No meu abismo donde me tiraste!

 

 

NA ARENA

 

Sou cavalheiro e menestrel, chorosas,

Notas desfiro no arrabil das dores;

Brando a lança de lendas luminosas

E a guitarra imortal dos trovadores.

 

Buscando justas e buscando amores,

Vêm-me em sonhos todas as formosas,

Com uma harpa de pétalas de flores,

Com uma espada de jasmins e rosas.

 

Seguirei combatendo destemido,

E quando um dia em chagas escarlates

Entre agonias eu tombar vencido,

 

Oh! bando loiro em sonhos absorto!

Ponde este gládio tosco dos combates

Na tumba azul do cavalheiro morto.




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