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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POESIA GOIANA

Coordenação de SALOMÃO SOUSA

 

 

 

 

LEODEGÁRIA DE JESUS

 

 

Conforme alguns autores, teria nascido em Caldas Novas (GO), em 08.08.1889, mas teria adotado Jataí como sua cidade natal (1891). Estudou no Colégio Santana, de Goiás Velho. Leodegária foi criada em Jataí, onde colaborou com a imprensa, passando por outros estados como Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas. Um de seus escritos poéticos que foi intitulado “Voo cego” chegou a ser reproduzido e comentado por Joaquim Osório Duque Estrada. Foi uma das redatores do jornal “A Rosa” ao lado de Cora Coralina, em 1907. Depois de passar por várias cidades goianas, mudou-se para Minas Gerais. Faleceu em Belo Horizonte (MG) em 12/07/1978. Escreveu, entre outros livros, Orquídias (1928), Coroa de lírios (1906). Foi criteriosamente estudada por Basileu Toledo França, no livro Poetisa Leodegária de Jesus; e por Darcy França Denófrio em Lavra dos Goiases III Leodegária de Jesus.

 

 ****

 

 

Temos comentado, há tempos, aqui em Goiânia, o registro em seu site acerca de Leodegária de Jesus, no qua tange à sua terra natal. Temos, já confirmados documentalmente, que ela nasceu em Caldas Novas, em 8 de agosto de 1889. Mas com poucos meses de idade sua família transferiu-se para Jataí, onde ela viveu seus primeiros anos. A próxima morada foi em Rio Verde, a cerca de 100 km de Jataí, e dali mudaram-se (pai, mãe e as duas crianças) para a antiga Vila Boa de Goiás, a capital, onde viveu sua adolescência. 

Não consta que tenha adotado Jataí como sua terra natal e sequer que tenha colaborado com a imprensa de lá, pois tinha tenra idade quando de lá se mudaram. 

 

LUIS DE AQUINO (jan. 2019)

 

 

SUPREMO ANELO

 

Voltar a ti, ó terra estremecida,
E ver de novo, à doce luz da aurora,
O vale, a selva, a praia inesquecida,
Onde brincava pequenina outrora;

 

Ver uma vez ainda essa querida
Serra Dourada que minh'alma adora;
E o velho rio, o Cantagalo, a ermida,
Eis o que sonho unicamente agora.

 

Depois… morrer fitando o sol no poente,
Morrer ouvindo ao desmaiar fagueiro
Da tarde estiva o sabiá dolente.

 

Um leito, enfim, bordado de boninas,
Onde dormisse o sono derradeiro,
Sob essas verdes, plácidas colinas.

 

 

 

MEU DESEJO

                      

Não quero o brilho, as sedas, a harmonia

Da sociedade, dos salões pomposos,

Nem a falaz ventura fugidia

Desses festins do mundo, tão ruidoso!

 

Prefiro a calma solidão sombria,

Em que passo meus dias nebulosos;

Sinto-me bem, aqui, à sombra fria

Da saudade de tempos mais ditosos.

 

Eu quero mesmo, assim, viver de lado,

Das multidões passar desconhecida,

Me alimentando de algum sonho amado.

 

Nada mais quero, e nada mais aspiro:

Teu casto afeto que me doira a vida,

Meus livros, minha mãe e meu retiro.

 

 

 

Poema publicado em:


BRITO, Elizabeth Caldeira, orgSublimes linguagens.  Goiânia, GO: Kelps, 2015.   244 p.  21,5x32 cm.  Capa e sobrecapa. Projeto gráfico e capa: Victor Marques.  ISBN 978-85-400-1248-6  (p. 121)


 

Página publicada em julho de 2011- ampliada e republicada em abril de 2015.


 


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