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SÓTER

SÓTER

José Luiz do Nascimento Sóter se apresenta como poeta marginal da geração mimeógrafo de Brasília. Professora da rede pública, coordenador da Associação
Brasileira de Radiodifusão.

Os textos de Sóter republicados em Renitência Lunar (Semim Edições) foram escritos em Brasília entre 1978 e 1998, “por isso retratam momentos vividos sob a tensão da censura e do totalitarismo obscurantista. Como lema da Oswaldiana “Amor com humor” e a Pessoana “Chega de heróis, quero gente” e como mote a poesia libertária de Mário Quintana. Nas entrelinhas e nos entretantos as transições dessas duas décadas de transformações mundiais”, confessa o autor. Nosso emblemático da poesia brasiliense dos anos de rebeldia e contestação.

Veja mais: http://soterpoesia.blogspot.com/2007/11/o-oculista.html

 

eus

existe uma briga entre eu e mim
que fico de fora assistindo
pra assumir o vencedor
        

da propriedade

sou dono somente
do que finda
em mim.

 

                  hai-cai

                  
Bashô o santo
                   a galera encalhou no cais
                   cheia de ais

 

bucolismo

         meu pomar é Brasília
e não quero mais:
caminhar pela grama
passarinhar frutíferas por aí
passear pelos passeios da cidade
sentir-me leve
planando no solo
e ainda chegar a tempo
de viver
e ver no que dá.


anzóis sociais

falas do necessário
falo do possível
o real e o ideal
o sonho indica possibilidades
o libertário entre parênteses
o real reticente...



o estopim implantado

no meio da multidão
incrimina a mão defensora

os tiros metralhados contra a urbe
soltam uma cortina de fumaça
e impuniza a mão assassina

a mochila explosiva
na calada da noite
faz grita o Memorial.

o que fazer esse povo
crente na esperança
contra a malícia
maldosa da milícia?

 

                               27 de novembro
                   (badernaço)

                   tanto gás lacrimogêneo, cassetetes
                   tanques, ódios e tiros
                   que a coruja do Eixão-9-Norte
                   exilou-se:
                   o galho ensebado do pouso
                   o buraco solitário na rampa
                   o silêncio gritante ao passar-se:
                   o seu vácuo protesto

 

De
SÓTER
Navegante ao Léu
Artes: Zé Nobre.
Brasìlia: SEMIM edições, 2011.  111 p.  
Apoio   SINPRO.  ilus. col. 
ISBN978-85-98835-09-7

 

e agora

é que só te olho
com os olhos do presente
por isso
não vejo em ti
nada de diferente


sem título e sem futuro

o seu desamor
atrai outros braços ávidos
imãs de feromônio.

e sua desatenção
me revela ombros soslitários
onde desfazer-me de carências e
mágoas.
 

Membros do Grupo Lira Pau-Brasília: Sóter, Paulo Tovar e Nicolas Behr, anos 70 do século XX.

 

Página publicada em outubro de 2008; ampliada e republicada em julho de 2011.



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