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LÍLIA DINIZ

LÍLIA DINIZ


“Liça muié”

me  rio
me    lua
me    pote
me jacá
me  poço  me  mato
me  pilão  me  barro
me  azeite  me açude
me  abane    me esteira
me  cabaça  me quibane  me  cacimba
me  vagalume  me  lamparina
me  poetiso
em  ti

Brincadeira de menina

Então a gente brincava
imitando as lavadeiras
aos dos açudes, dos poços
em cantigas corredeiras,
fazendo espuma branquinha
lavando com as casquinhas
daquelas saboneteiras
as roupas das bonequinhas
todas bem prazenteiras

 

Urdiduras

Teço dia após dia

a mortalha que vestirei

Por enquanto

coloco botões

pequenos, grandes e coloridos

(caseio meus dias sempre antes de vivê-los)

 

Nos bordados já prontos

figuram borboletas

que levarão o melhor de mim

(restam duas ou três, não mais)

 

 A minha mortalha escolhe sua cor

à medida que é tecida

um dia é amarela

no outro já é vermelha

(nunca escolheu ser branca)

 

E prego flores nos bordados intermináveis

Há noites que experimento

e sinto o gosto da morte

confesso que gosto e gozo

mas sou impelida a despir-me

pra terminar de tecê-la

(ainda hoje desmanchei um babado de cravos)

 

Afogada

Náufraga no açude
dos teus beijos
pesco estrelas
no céu da tua boca

De
MIOLO DE POETA DA CACIMBA DE BEBER
Ilustrações de Xiloucos, Bia de Mello e Mamoela Afonso.
3 ed. Brasilia: Edições Lamparina, 2006. Ilus. 104 p.
Edição artesanal, papel craft, acondicionada em caixa de buriti.

 

Cantiga de ninar


         “lua, lua, pega essa menina
         e me ajuda a criar”


Elevada em
apelos poéticos
ao céu da tua cabeça
fui entregue à
deusa das
noites sertanejas



Brincadeira de menina


Então a gente brincava
imitando as lavadeiras
as dos açudes, dos poços
em cantigas corredeiras
fazendo espuma branquinha
lavando com as casquinhas
daquelas saboneteiras
as roupas das bonequinhas
todas bem prazenteiras


Sabor nordestino

Se me queres cajuí
desejo ser doce e raro
deixar no teu corpo o cheiro
dos cajueiros nordestinos
Desejo ser cajuína
saciar tua sede
como os beijos sonoros
dos passarinhos empapuçados
Desejo ser “pé-de-tonel”
embriagar teus sentidos
aquecer teu corpo
com meu pequeno caju em flor

 

 

É apenas um convite para que visitem o blog da autora, onde tem mais:

http://lilia-diniz.blog.uol.com.br/



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