GABRIEL ARAÚJO DE AGUIAR
VENCEDOR DO CONCURSO NACIONAL DE POESIA / I BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA DE BRASILIA, SETEMBRO DE 2008. PRIMEIRO LUGAR.
Nasceu a 3 de maio de 1993 no Distrito Federal. Fala de si mesmo: “meu momento escritor surgiu de um impulso, por assim dizer. Não vou dizer que foi planejado, pois nada foi. Tive a sorte, se é que posso assim chamar, de ter pegado justo aquele livro na última estante da livraria, pois foram suas páginas que me acordaram de sonhos simplórios e me levaram a outros esplêndidos e eternos. Não posso contar o número de livros que dei início... Mas me entristece poder contar nos dedos os que foram concluídos, já que não herdei a paciência de meu pai. Eu não pude deixar de incluir a música nos meus livros, já que ela entrou em minha vida muito antes que pudesse presumir, mas minhas intenções são claras e diretas: por que só eu e alguns a mais podem sonhar eternamente? “Não, todos podem.”
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TEXTO EM PORTUGUÊS / TEXTO EN ESPAÑOL
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Em “Flores Químicas”, o eu-lírico pinta, com a “tinta mofada” do pessimismo característico da adolescência, a sua revolta e o seu desencanto com a realidade ameaçadora e cruel dos nossos dias e com a hipocrisia dos valores impostos. Ou seja, abomina tudo isso, pois quer outra pátria, outro mundo sem tanto desassossego, sem tanto sofrimento. Outro mundo, onde o viver não seja tão perigoso. Há momentos em que o eu-lírico mostra sentimentos contraditórios, ao mesmo tempo é compassivo com os que pecam, erram, nascem e morrem. Mas ele prega a destruição daqueles que caminham sem rumo, sem objetivos. Aos idealistas, às pessoas do bem, aos que lutam por uma sociedade mais justa, mais fraterna, menos violenta, ele devota admiração e apreço. Transparece ainda a crença de que nosso mundo é um vale de lágrimas; lugar só de sofrimento e dor. Vestido com a túnica dessa visão de mundo, o eu-lírico encerra o seu desabafo com um pessimismo que precisa ser trabalhado na família, na igreja e na escola, a fim de não se tornar uma filosofia de vida: “aos que sequer nascem / Eu dou os meus parabéns / Esses, pelo menos, nunca sofrerão.” Eurípedes Rodrigues da Costa, professor-escritor).
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O projeto “POESIA EM SUPERDOTAÇÃO” foi empreendido, em 2008, como parte integrante da programação da I BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA DE BRASÍLIA, que aconteceu em setembro do mesmo ano e que trouxe a Brasília, por concurso, jovens poetas superdotados de todo o Brasil. Organizado por Olzeni Leite Costa Ribeiro, Andréa Coelho de Andrade Azevedo, Elizete Fernandes Queiroz e Josué de Sousa Mendes, membros do NAAH/S – Núcleo de Atividades de Altas Habilidades /Superdotação do Distrito Federal, em parceria com a Biblioteca Nacional de Brasil e o co-patrocínio da Embaixada da Espanha. Como resultado, os vencedores foram trazidos para a cerimônia de premiação em Brasilia e os textos publicados em livro bilíngüe português-espanhol (ver capa)., editado pela EME EDITORA – ISBN 978-85-89464-19-2.
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