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CARLOS AUGUSTO CACÁ
Foi jornaleiro, garçom, faxineiro, alfaiate e bancário. Cursou sociologia e licenciatura em ciências sociais na Universidade de Brasília. Escreve poesias, contos, crônicas e artigos para periódicos culturais. É ator de teatro, no grupo do Sesi de Taguatinga, DF e ganhou um prêmio principal da Feira de Artes e Ciências do DF, em 1976. Fundador da Associação de Arte e Cultura de Taguatinga, presidente da Federação de Teatro Amador e foi membro do Conselho de Cultura do DF. Participa da edição da revista Tribo das Artes .
TRIBO
Eu ontem comecei a ir.
Fui belo como convém.
Em se tratando de ir,
Vai-se muito mais que vem.
Hoje retornei a ida
Sem ter certeza dos planos.
A procura da saída
Pode atravessar os anos.
Amanhã irei de novo,
Até encontrar meu povo.
Pode ser que não consiga.
Caminhar é meu enredo.
Vou indo, mesmo com medo.
O próprio medo me obriga.
Extraído de seu livro de estréia Fadas Guerreiras; poesias. Brasília: LGE Editora, 2003.
Um dos cartazes de divulgação da I BIENAL DO B – A POESIA NA RUA, realizado no Espaço Cultural T-Bone, em Brasília, 2011, em substituição à II BI – Bienal Internacional de Poesia de Brasília.
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