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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GUARACY RODRIGUES

 

Poeta, professor, compositor e teatrólogo. Nasceu em Fortaleza – Ceará. Participou ativamente dos movimentos artísticos, com seu teatro mambembe e circense pelo Nordeste, e muitas vezes foi perseguido pela censura imposta ao teatro brasileiro. Criou e dirigiu o "Movimento Aberto" no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, nos idos de 1977. Ao lado de Sidney Müller, Sérgio Ricardo, César Costa Filho, Joanna, Sandra de Sá, Sarah Benchimol,Solange Boeke, Lecy Brandão, Tarcísio Rocha, Paulo Gomes e outros talentos que surgiam.A partir daí passou a atuar profissionalmente como diretor de teatro e compositor.

Estudou Música e Letras, foi Secretário de Turísmo e depois de Cultura de sua cidade, gravou mais de cem músicas com parceiros cearenses e do centro-sul,destacando-se as gravações nas vozes de Joanna , Emílio Santiago, Nilson Chaves, Chico César, Flávio Venturini, Fhernanda, Edimar Rocha, Celso Viafora, Vital Lima, Jean Garfunkel, Gereba, Pingo de Fortaleza, Acauã e outros. Publicou três livros de poesia: “A Partilha do vôo e do vento”; “Poemas Andejos” e “A Desplanura e o Leme”. Atualmente o poeta divide-se entre o Rio de Janeiro, São Paulo e o Ceará, trabalhando com literatura, música e teatro.  Fonte:  https://www.blogger.com/

 

Extraído de

 

O SACO – 4º. CADERN0 – No. 4 – SETEMBRO – 1976. p. 9
Revista mensal de cultura. Fortaleza, CE: OPÇÃO  Editora Promoções e Publicidade Ltda.

 

         COÁGULO

         Quase a velhice:
bolso mole, pano caricioso ao punho.
Rugas dividindo marcas
no corpo sacudido no baque, no freio,
nos lembretes do caos.
Há coragem e um rego de lágrimas,
pingo após pingo — espera de coágulo.
Furos na camisa esfarrapada
na luta
na gula de encontros.

 

         PUNHAL

                   para Ione e Befoin

         Abordaria num beijo,
o sumido presente de cada beijo.
O enjoo de barcos apodrecidos
e ignorados ao toque do medo.
A boca bordada com mordidas,
a ruga cravada,
no frio punhal da posse.

        

         NOTURNO

         Templo oco roído na névoa.
O operário-tempo dorme na ponte.
Na sua face contra o horizonte,
rugas e cinzas do cotidiano.

 

         INSETO

         Descuidado com as mãos
traindo o gesto em queda,
fulmino de lembrança e ódio,
um solitário inseto.

 

PALCO

As alamedas vão atando pés no palco longe.
Por pouco nos deixam devorados na paisagem,
mais plenos que o barco afundado antes —
A sombra no nosso interim.

Agora corre o sangue retardado,
a coincidência do vácuo obstáculo,
derradeiro cheiro de gasolina terra
e o estômago no âmago nó da morte.

 

Página publicada em junho de 2018

 

 


 

 

 
 
 
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