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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

DIOGO FONTENELLE

 

De

FONTENELLE, Diogo.  O Camelô das ruas.   Desenhos de Mateus.  Fortaleza: Edições Comboio, 1984.   Cartela com 16 cartões-postais.  Projeto gráfico Oscar Bezerra. Formato 15x11 cm 


Poemas extraídos do Facebook do poeta:

 

 

 

BOLA DE GUDE                                                                              

 

Bila que corre pelos becos,

Luz de vidro que escorre pela vida...

 

 

 

SEDE

 

Sede maior que o copo,

Sede maior que o corpo,

Sede maior que o mar...

 

 

 

CARTA DE AMOR

 

Para sempre seremos amantes,

Como crianças em rodas gigantes,

Colegiais em festas-dançantes,

Pássaros em céus distantes...

 

 

 

DESPEDIDA

 

E direi a todos que uma estrela perdeu sua noite...

E uma noite perdeu sua estrela...

Mas, não haverá ressentimento!

Ficará conosco a sombra do que foi estrela

Presa ao sonho do que foi noite!

 

 

 

IMAGENS PERDIDAS

 

Aonde posso encontrar meus olhos infantis?

Existem cemitérios perdidos em meus olhares...

A criança que fui, foi morta em meus andares...

As coisas costumam nascer velhas sem final feliz...

 

 

 

TEMPO

 

O verde véu das primaveras

E o soprar do sono outonal...

Partida e chegada, mistério igual!

Musgo do sem-fim, tear das eras.

 

 

 

ENQUANTO DURAR A CANÇÃO

 

Vou dourar a vida enquanto durar a canção...

Ainda que eu não tenha quinze anos de idade,

Ainda que eu seja um desvalido e débil ancião,

Ainda que minha vontade não tenha validade,

Vou dourar a vida enquanto durar a canção...

Ainda que meu sonho não tenha sobrevivido,

Ainda que minha crença seja vazia de paixão,

Ainda que minha poesia não tenha florescido...

 

 

 

A MENINA QUE NÃO FOI BAILARINA

 

Para Beatriz Alcântara

 

Beatriz, é a pequena andaluza de olhar beduíno,

De olheiras profundas como o sonho que parte em camelo

Por mares, rios e terras inventadas por menino...

 

 

Beatriz, a menina pensativa que não foi ao circo modelo,

É aquela que recolhia as nuvens perseguindo os astros!

 

 

Beatriz, a menina vestida de anil que não patinou no gelo,

É aquela que incensava hinos em castiçais de alabastros!

 

 

Beatriz, a menina sonhadora que não foi bailarina,

É aquela que encantava a vida e virou poeta peregrina!

 

 

 

O CASARIO SOMBRIO

 

         Para Lourdinha Leite Barboza

 

As luzes do casario há muito se apagaram

Como um pavão que fechasse suas cores...

Desceram sombras das crianças no jardim de verdores,

Sombras da moça desfiando sonhos ao piano alemão,

Sombras dos cristais antigos a tremeluzir pelas festas,

Sombras da sinhá, em preces, ao leito com seu dossel,

Sombras do moço, à luz de vela, lendo latim de bacharel,

Sombras da avó bordando flores azuis na hora das sestas,

Sombras do avô soprando sonetos pelas canetas-tinteiros,

Sombras da mãe-preta servindo licores de anis e tangerina,

Sombras dos pregões matutinos inundando a rua grã-fina,

Sombras dos lençóis a bailar no varal pelo pomar de limoeiros,

Sombras dos retratos de família vagando pelo salão espelhado,

Sombras dos cães, gatos, galos, canários e papagaios do norte,

Sombras dos retirantes do sertão pela rua a pedir melhor sorte,

Sombras das chuvas de caju a tilintar pelos desvãos do telhado,

Sombras dos lenços de linho úmidos de lágrimas pelos velórios...

Desceram manadas de sombras em cada canto encantado do casario,

Vendavais de sombras a varrer um mundo perdido em noites de frio,

Sombras de anjos e demônios a embalar nossos destinos provisórios...

 

 

 

LAMENTO AO VENTO

 

Para Miriam Carlos,

A mestra que não esqueceu de ser menina.

 

 

A Infância passou pelos moinhos de sombras dos meus olhos tristonhos

Em rendilhas e arabescos de luz pelos telhados do antigo casarão...

Eu fui à Espanha buscar o meu chapéu azul e branco de sonhos!...

Era uma vez, um menino marujo preso numa bolha dourada de sabão,

Era uma vez, um soldadinho de chumbo em marcha pelo caderno escolar,

Era uma vez, um pequeno flautista a dançar pelos jardins de abril,

Era uma vez, um carrossel de lata a voejar pelo céu anil de Calcutá,

Era uma vez, uma doce e distante canção de ninar para um órfão febril,

Era uma vez, um circo oriental a tilintar por um domingo em prece,

Era uma vez, uma Noite de Natal esquecida num livro de poesia,

Era uma vez, uma aventura a escorrer por um folhetim de quermesse,

Era uma vez, uma tarde bordada por fios de sol numa praia em sinfonia,

Era uma vez, um grão-vizir de Alexandria a velejar um barquinho de papel,

Era uma vez, o Pirata dos Tempos que roubou a arca da minha Infância...

Ergueu muralhas de solidão pelos marulhos do meu peito menestrel,

E vestiu-me de gente grande a inundar meu coração de infinda ânsia...

 

 

 

JOSÉ ALCIDES  PINTO

 

Serás sempre Luz Azul a navegar pelos espaços sem fim em tempos sem conta...

Teus rastros de paixão na tua loucura de menino, no teu desatino de poeta...

Contam de outros sonhares e outros viveres além deste planeta material...

Voltastes à Infinitude, depois de breve passagem temporal...

Do Infinito viestes e ao Infinito voltastes feito Cometa Azul...

Feito Poesia e Profecia sideral sem começo nem final...

 

 

Página publicada em julho de 2011


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