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TENREIRO ARANHA
Bento de Figueiredo Teneiro Aranha(1769-1811). Obras Literárias, publicadas por seu filho em 1850.
À MAMELUCA MARIA BÁRBARA*
(assassinada porque preferiu a morte á
mancha de adultera)
Se acaso aqui topares, caminhante,
Meu frio corpo já cadáver feito,
Leva piedoso, com sentido aspeito,
Esta nova ao esposo aflito e errante.
Diz-lhe como de ferro penetrante
Me viste, por fiel, cravado o peito,
Lacerado, insepulto, e já sujeito
O tronco feio ao corvo altivolante.
Que de um monstro inumano — lhe declara
A mão cruel me trata desta sorte;
Porém que alívio busque a dor amara,
*Versão com atualização ortográfica.
Extraído de: OLIVEIRA, Alberto. Os Cem melhores sonetos brasileiros. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Livraria Editora Freitas Bastos,1941 p. 228 p. 13x19 cm.
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