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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

 

FILEMON ASSUNÇÃO

 

 

Nasceu em Maceió, Alagoas,  a 28 de abril de 1900. Fez seus estudos primanos e secundários em Belém do Pará, para onde se transportou, muito cedo, com a família. Estreou aos 18 anos em revistas e jornais do Pará, publicando aí tôda a sua poesia de juventude. «Noite de Insônia», um dos seus sonetos, figura na «Antologia de Poetas Paraenses», de Eustáquio de Azevedo (Jacques Rola). Sendo nomeado para a Administração dos Correios de Santos, trabalhou por muito tempo na «Flama» e no «Comércio de Santos». É atualmente oficial administrativo dos Correios de São Paulo.

Apesar de haver estreado prematuramente nas letras, só publicou um livro de poesias, «Uma vela contra o mar ... » (Poemas). Prefácio de Judas Isgorogota. Ilustrações de Messias. Ed. Elvino Focai. São Paulo, 1951.

Extraído de AVELAR, Romeu de.  Coletânea de poetas alagoanos.  Rio de Janeiro: Edições Minerva, 1959.  286 p.  ilus.  15,5x23 cm. 


A ÁGUA DO CHAFARIZ

Ali, naquela praça aprazível e discreta,
Eu vou sempre assistir,
Nestas manhãs azuis de primavera,
À legião anônima e humilde dos passantes
Que vai beber a água do chafariz ...

E fico horas inteiras absorto,
Escutando o rumor, a cantiga sonora
Da água branca, tão branca e tão útil,
Que a sede dos passantes desaltera.

Ah ! se eu pudesse ser aquela água !
Ah ! se eu pudesse ser aquele chafariz !
Não teria, Senhor, remorsos e esta magoa
De passar pela vida, inútil e infeliz ...

 

 

REMORSO

Embora, minha mãe, o teu cabelo
Tome a
cor da neblina e do luar,
E os teus olhos, nevoentos e sem brilho,
Sejam fontes de pranto a gotejar,
Continuas a ser para teu filho
Essa mesma boníssima criatura,
Pródiga de cuidados e de zelo.

Tua cabeça vai aos poucos branquejando.

Que pena ver tão branco o teu cabelo!

Minha Nossa Senhora da Amargura,

Rainha incomparável do desvelo,

Mais uma vez teu dúlcido perdão:

Para aumentar a minha desventura,

Não sei porque me diz o coração

Que eu sou unicamente o causador

De ficar teu cabelo dessa cor ...

 

 

NUMA TARDE COMO A DE HOJE

Numa tarde como a de hoje,

De sol e de céu escampo,

Quisera ir com Eunice

Na barca da Cantareira,

Atravessar a baía

Num passeio a Niterói...

 

Nada de mãos agarradas,

Nem de olhos dentro dos olhos,

Em situações equívocas ...

Apenas ouvir Eunice

Com seu sotaque cantante

Elogiar a paisagem ...

Numa tarde como a de hoje,

De céu alto e transparente,

Quisera ir com Eunice

Na "Cubango" ou na "Terceira"

Ou outra barca qualquer

Atravessar a baía,

Num passeio a Niterói ...

Nada de saltar em terra

E percorrer a cidade:

Retornar na mesma barca

Para nova travessia ...

A barca bem vagarosa,
Cortando a esteira espelhante
Das águas da Guanabara.
Eu, calada; a irmão, calada;
A mãe, calada também,
Mas todos deliciados,
Ouvindo Eunice elogiar,
Com seu sotaque cantante
A beleza da paisagem...

 

 

 

Página publicada em novembro de 2015

 

 

 

 


 

 

 
 
 
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