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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto e biografia: https://pt.wikipedia.org/

 

 

 

LUÍS KANDJIMBO

 

 

Luís Kandjimbo (Benguela, 3 de Janeiro de 1960) é ensaísta e escritor angolano.
Integra a denominada Geração literária de 80 ou Geração das Incertezas, tendo sido fundador do Grupo Literário Ohandanji que surgiu em Luanda, em 1984. É investigador do Instituto de Estudos Literários e Tradição da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi membro do Comité Científico Internacional da Unesco para a Redação dos volumes IX, X e XI da Historia Geral de África.

É doutorado em Estudos Literários pela Universidade Nova de Lisboa.

 

Além da colaboração dispersa em diversas publicações angolanas e estrangeiras (Alemanha, Áustria, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França, Moçambique, Nigéria e Portugal), publicou:

 

Apuros de Vigília (Ensaio e Crítica), UEA, 1988;

Apologia de Kalitangi (Ensaio e Crítica), Luanda, INALD, 1997;

A Estrada da Secura (Poesia) (Menção Honrosa do Prémio Sonangol de Literatura), Luanda, União dos Escritores Angolanos, 1997;

O Noctívago e Outras Estórias de um Benguelense (Contos) Luanda, Nzila, 2000;

De Vagares a Vestígios (Poesia), Luanda, INIC, 2000;

Ideogramas de Ngandji (ensaio), Novo Imbondeiro, Lisboa, 2003;

Ensaios para a Inversão do Olhar. Da Literatura Angolana à Literatura Portuguesa, Luanda, Mayamba Editora, 2011;

Ideogramas de Ngandji. Ensaio de Leituras & Paráfrases, 2ª edição, Triangularte Editora, Luanda, 2013;

Luís Kandjimbo, Acasos & Melomanias Urbanas (Estórias), Editora Acácias, 2018;

Luís Kandjimbo, Alumbu. O Cânone Endógeno no Campo Literário Angolano. Para uma Hermenêutica Cultural, Mayamba Editora, 2019.

 

 

 

VASCONCELOS, Adriano Botelho de, org. Todos os sonhos. Antologia da Poesia Moderna Angolana.  Luanda: União dos Escritores Angolano "Guaches da Vida", 2005.  593 p.   Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

 

A Chave e a Porta

 

 

Sou eucalipto. Sou chave desta fechadura.
Na estação húmida e verdejante
Demando a porta do mistério
Todas as noites ímpares são estações húmidas

 

Sou eucalipto. E vem a porta do mistério
Doa fronte do tesouro

 

És a porta do tesouro. Sou chave
Acolho as profundezas do mistério
E ousas novos aprendizados

 

Diz a porta:

 

A Chave não é pequena. Vou tossir

A chave não é pequena. Afasta-se a porta

Como a de boi raspa porta

 

Diz a porta:

 

Se fores meu amado
Durmo com a porta para ti
O corpo do meu amado

 

É como eucalipto

 

Diz-me a porta:

 

Hoje trouxeste

Um molho de lenha para o fogo

As minhas entranhas estremecem

 

 

 

Vagares da Maré

 

 

A mágoa insidiosa
Peregrina na noite ambulante
Das marés vagarosas da baía

 

Tanta ou pouca luz

Molha o dorso moribundo da baía

No céu isolado

Anda o luar envelhecido

Com a noite antiga

Nos dias abundantes

Vigia uma ternura

Dilacerando a cidade

 

 

 

Sob a Lua

 

 

A lua traz no halo meses e calendários
Das mulheres amáveis na curta medida D
as sementes magníficas
Do nascer e da morte

 

A lua desaparece na nebulosa malha
Da noite resignada

 

A lua perde o centro

Na noite co´meses e calendários

Ficam estrelas para mulheres solitárias

E saudosas aguardam sementes magníficas

Do nascer e da noite

 

 

 

O Aroma Ervanário

 

 

Na minha casa durmo sono profundo

Se a mulher nas entranhas estremece

E me fizer massagem de água quente
Com ervas aromáticas da sua mão

 

A mulher dorme e levita o sonho profundo
Quando ouve enorme
Meu respirar profundo

 

A mulher não levita, estremece nas entranhas
Doa meu respirar profundo
O aroma ervanário de sua mão.

 

 

 

 

Página publicada em agosto de 2020


 

 

 
 
 
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