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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





BENTO TEIXElRA


(1550-1600)

 

“A los pocos años de la muerte de Anchieta se publicó en Lisboa el primer libro escrito en tierras americanas de lengua portuguesa. Me refiero a la Prosopopéia (1601) un medíocre poema épico de noventa y cuatro octavas reales, escrito por Bento Teixeira (1550-1600), y dedicado a Jorge de Albuquerque Coelho, Capitán y Donatario de Pernambuco. Según Antonio Soares Amora, Teixeira, teniendo presente el principio de imitación, se aprovechó que ofrecía Los Lusíadas de Camoens del que tomó episódios, imágenes, conceptos, manera de decir, esquemas rítmicos y rimas. El fragmento que contiene la descripción de Pernambuco, aunque no se eleve poéticamente a gran altura, llama la atención por su precisa topografia y por tratarse de la primera manifestación de una descripción en versos de la geografia brasileña.”  RICARDO SILVA-SANSEBASTIAN

 

Prosopopeia

A única obra reconhecida e aceita como de sua autoria, é o poema épico Prosopopeia. Publicado em 1601, e de grande valor histórico, o épico canta a vida e o trabalho de Jorge de Albuquerque Coelho, terceiro donatário da Capitania de Pernambuco, e seu irmão, Duarte.

Embora tenha sido originalmente publicada em Lisboa, na ocasião em que Bento Teixeira ali encontrava-se encarcerado, e a despeito de o autor ter nascido em Portugal, atribui-se à Prosopopeia o mérito de ser uma das primeiras obras da literatura brasileira, uma vez que Bento Teixeira estudou e fez carreira no Brasil.

Escrito em oitava rima, com noventa e quatro estrofes, o poema marcou o início do movimento barroco no Brasil. A obra foi fortemente influenciada pela epopeia Os Lusíadas, de Camões, cujos ecos se encontram na sintaxe e na estrutura do poema de Teixeira. Seu texto é altamente classista, abundante em hipérbatos, e chega mesmo a incluir citações diretas do poeta lusíada. A estrutura, seguindo a obra de Camões, é constituída de: proposição, invocação, oferecimento, narração, uma Descrição do Recife de Pernambuco e o Canto de Proteu, mais longo dos trechos e o passo onde transcorre o texto épico propriamente dito. Na invocação, pede ajuda do Deus cristão para compor seu texto e dedica, em seguida, ao próprio Jorge d'Albuquerque, visando a ajuda financeira.
De caráter herói, a suposta coragem e valentia dos i vai si suae é narrada em decassílabos. Os acontecimentos abordados dizem respeito às terras brasileiras e à região de Alcácer-Quibir, na África, onde os irmãos teriam se destacado em uma importante batalha. Ambos teriam também sofrido com um naufrágio, quando viajavam na nau Santo Antônio.
Por sua grande carência de originalidade e destreza poética, Prosopopeia é largamente relevado pelos críticos, restando ao poema apenas seu significado histórico na formação da literatura brasileira. De interesse é apenas o trecho descritivo, em que algum nativismo já pode ser visto, o que mais tarde seria marca fundamental do movimento árcade e romântico.

Fonte da biografia: https://pt.wikipedia.org/

  

 

TEXTO EM PORTUGUÊS  /  TEXTO EN ESPAÑOL 
POESIA EM FRANCÊS -  POÉSIE EM FRANÇAIS

 

Veja também POESIA VISUAL de Bento Teixeira

 

 

 

TEIXEIRA, BentoProsopopéa. Com prefácio de Afranio Peixoto.  Rio de Janeiro: Alvaro Pinto, Editor; Annuario do Brasil, 1923.  93 p.  (Clássicos brasileiros, I – Literatura).  12,5x18,5 cm. Capa dura.  “ Bento Teixeira “  Ex. bibl. Antonio Miranda

 

 

Descrição do Recife de Pernambuco

 

Para a parte do Sul, onde a pequena

Ursa se vê de guardas rodeada,

Onde o Céu luminoso, mais serena

Tem sua influição, e temperada.

Junta da nova Lusitânia ordena

A natureza, mãe bem atentada,

Um porto tão quieto, e tão seguro,

Que para as curvas Naus serve de muro.

 

É este porto tal, por estar posta

Uma cinta de pedra, inculta e viva,

Ao longo da soberba e larga costa.

Onde quebra Netuno a fúria esquiva.

Entre a praia e pedra descomposta,

O estanhado elemento se deriva

Com tanta mansidão, que uma fateixa

Basta ter à fatal Argos aneixa.

 

Em o meio desta obra alpestre, e dura,

Uma boca rompeu o Mar inchado,

Que na língua dos bárbaros escura,

Paranambuco de todos é chamado.

De Parana, que é Mar, Puca, rotura,

Feita com fúria desse Mar salgado,

Que sem no derivar cometer míngua,

Cova do Mar se chama em nossa língua.

 

Para entrada da barra, à parte esquerda,

Está uma lajem grande, e espaçosa,

Que de Piratas fora total perda,

Se uma torre tivera suntuosa.

Mas quem por seus serviços bons não herda,

Desgosta de fazer causa lustrosa,

Que a condição do Rei que não é franco,

O vassalo faz ser nas obras manco.

 

 

(De Prosopopéia)

 


TEXTO EN ESPAÑOL

Traducción de Ricardo Silva-Sansebastian 

 

Descripción del arrecife de Pernambuco

 

Por la parte sur donde la pequena

Osa se ve de guardias rodeada,

donde el luciente cielo más serena

su influencia posee, y temperada.

Junto a Ia nueva Lusitania ordena

a la natura, madre moderada,

un puesto tan calmado y tan seguro

que a las cóncavas naves es un muro.

 

Es este puerto tal, por estar puesta

una cinta de piedra, inculta y viva,

a través de soberbia costa expuesta,

donde quiebra Neptuno furia esquiva.

Entre la playa y piedra descompuesta,

el líquido estafiado se deriva

con tanta mansedumbre, que bastara

que a Argos la fatal un ancla armara.

 

Y en medio desta obra alpestre, y dura,

rompió una embocadura el mar hinchado

que en lengua de los bárbaros oscura,

Paranambuco es de todos llamado.

De Parana, que es mar, Puca, rotura,

con la furia hecha de ese mar salado,

que al discurrir, pues, sin ninguna mengua,

cueva del mar se llama en nuestra lengua.

 

AI entrar a la rada, y a Ia izquierda,

hay una roca grande y espaciosa,

total mina a piratas si se acuerda

que una torre tuviera suntüosa.

Mas quien por sus servidos bienes pierda,

aborrezca el hacer cosa asombrosa:

la norma del monarca que no es franco,

el vasallo la hará en las obras manco.

 

Extraído de POESÍA BRASILEÑA COLONIAL.  Traducción y prólogo de Ricardo Silva-Santisteban. Lima: Centro de Estudios Brasileños, 1985.  117 p. (Tierra Brasileña. Poesía 23)

 

 

                PROSOPEIA

       VII

A Lâmpada do Sol tinha encoberto,
Ao Mundo, sua luz serene e pura,
E a irmã dos três nomes descoberto
A sua tersa e circular figura.
Lá do portal do Dite, sempre aberto,
Tinha chegado, com a noite escura,
Morfeu, que com sutis e lentos passos
Atar vem dos mortais os membros lassos.

       VIII

Tudo estava quieto e sossegado,
Só com as flores Zéfiro brincava,
E da vária fineza namorado,
De quando em quando o respirar firmava
Até que sua dor, d´amor tocado,
Por entre folha e folhas declarava,
As doces Aves nos pendentes ninhos
Cobriam com as asas seus filhinhos.


IX

       As luzentes Estrelas cintilavam,
E no estranhado Mar resplandeciam,
Que, dado que no Céu fixas estavam,
Estar no licor salso pareciam.
Este passo os sentidos comparavam
Áqueles que d´amor puro viviam,
Que, estando de seu centro e fim absentes,
Com alma e com vontade estão presentes.


X

Quando ao longo da praia, cuja areia
É de Marinhas aves estampada,
E de encrespadas Conchas s mil se arreia,
Assim de cor azul, com rosada,
Do mar cortando a prateada veia,
Vinha Tritão em cola duplicada,
Não lhe vi cabeça casca posta
(Como Camões descreve) de Lagosta.

 

       XI

Mas uma Concha lisa bem lavrada
De rica Madrepérola trazia,
De fino Coral crespo marchetada,
Cujo lavor o natural vencia,
Estava nela ao vivo debuxada
A cruel e espantosa bataria,
Que deu a temerária se cega gente
Aos Deuses do Céu puro e reluzente.

       XII

Um Búzio desigual e retorcido
Trazia por Trombeta sonorosa,
De Pérolas e Aljófar guarnecido,
Com obra mui sutil e curiosa..
Depois do Mar azul ter dividido
Se sentou numa pedra Cavernosa,
E com as mãos limpando a cabeleira
Da tortuosa cola fez cadeira.


XIII

Toca a Trombeta com crescido alento,
Engrossa as veias, move os elementos,
E, rebramando os ares com o assento,
Penetra o vão dos infinitos assentos.
Os Polos que sustem o firmamento,
Abalados dos próprios fundamentos,
Fazem tremer a terra e Céu jacundo,
E Netuno gemer no Mar profundo.

 

 

POESIA EM FRANCÊS -  POÉSIE EM FRANÇAIS

 

La POÉSIE DU BRÉSIL du XVIe au XXe siècle. Choise & présentation de Max de Carvalho.  Anthologie traduite par Max de Carvalho em colaboration avec Magali de Carvalho & Françoise Beaucamp & avec la participation d`Ariane Witrowsky,    Isabel Meyrelles, Inês Oseki-Dépré, Patrick Qyuillier & Michel Raudel.  Édition bilíngue.  Paris: Éditions Chandeigne, 2012.  1511 p.  15,5x22,5 cm.   capa dura.        Ex.bibl.  Antonio Miranda

 

 

 

 

POÉSIE EM FRANÇAIS

Teixeira, Bento (1561?-1600)

On a longtemps cru que Bento Teixeira avait vu le jour au Brésil, alors qu'il serait en réalité originaire de Porto. Né vers 1561 dans une famille de nouveaux chrétiens qui s'établira dans la capitainerie d'Espfrito Santo lorsqu'il était encore un jeune enfant, puis à Rio de Janeiro et enfin à Bahia, il fit ses études chez les Jésuites. Sa mère cependant l'initie à la foi du judaïsme. Il se marie à Ilhéus (BA) vers 1583, ouvre à Olinda une école, avant d'exercer divers métiers. Sa femme, qui est adultère, le dénonce comme «mauvais chrétien» et juif. Accusé de blasphème il échappe de justesse au bûcher en 1589. En 1594, il tue sa femme. Poursuivi une nouvelle fois par l'Inquisition, l'uxoricide est incarcéré à Lisbonne. Lors d'un autodafé, il abjure le judaïsme en 1599, obtient sa libération et meurt en 1600, sans doute de tuberculose. On lui a longtemps attribué à tort les Dialogues sur les grandeurs du Brésil. (M. de C.)

 

 

         PROSOPOPÉE

      

       VII

La Lampee du Soleil sayant voilé
Au monde son doux e pur éclat.
La soeur trois fois nommmée découvrit
L´orbe replendissant de son visage.
Des portes de Dité toujours béantes.
Monté d´um pas subtil e lent avec
La nuit obscure. Morphée appesantit
Les membres des mortels exténués.

 

       VIII

Un calme profond régnait sur toute chose,
Et seul Zéphyr parmi les fleurs jouait,
Qui, soupirant après tant de merveilles,
De temps à autre suspendait son souffle.
Jusqu´à  ce que son mal d´amour encore s´exhale,
Redisant as passion au milieu des feuilages.
Les tendres passereaux, qui nichaient tout là-haut,
Sous leur ailes serraient les petits oisillons.

 

       IX

Le Ciel des étoiles fixes
Illuminait une Mer d´étain,
Et tout em scintillant al´immense Voie lactée
Coulsait et se fondait dans la Liqueur salée.
En semblabe reencontre, les sens discernaient
Quelque figure de ceux qui, vivant d´amour pur,
Quoique absent de leur centre et absents de leur fin,
Par l´âme demeurent présents, et par la volonté.

X

       Alora, au long de ce rivage dont la greve
D´oiseaux est une estampe d´ailes marines,
Une parure de coquillages par myriades
Alliant tout ensemble le rose et l´azuré,
Alors, fendant la vague de la mer argentée,
Triton parut avec as traine dédoublée,
Sans qu´à sons front je visse (comme Camões
la décrite)
Cette coiffe faite em carapace de Langouste.

 

       XI

Il portait, ciselée, une conque
Polie, de nacre somptueuse,
Tout hirsute d´um coarail finement marqueté
Dont la façon surprassait cella de la nature.
En elle on pourvait voir une vivante image
De la cruelle, de l´effroyable batterie.
Léguée aux peuples téméraires et aveuglés
Par les Dieux que demeurent dans l´Olylme radieux.



XII

Il portait avec lui pour trompe retentissante
Un buccin tor, irrégulier
Ornamenté d´unne rosée de perles,
D´une facture três-subtile et bizarre,
Aprés avoir ainsi partagé les eaux bleues.
Il vint sur um rocher plein de cavernes s´asseoir,
Puis, essuyant d´une main as chevelure trempée,
De as longue traine entortillée se fit um trône.

XIII

Alors, chaque fois pluus fort, il embouche as buccine,
Il agite les flots, soulève les éléments.
Laisse rententir les airs de ses claironnnements,
Avant de s´abimer jusqu´aux abysses sans fond.
Et les deuxs Poles auxquels s´appuie le firmament
Son ébranlés jusqu´en leurs fondements,
La Terre, le ciel riant, tout tremble,
Tandis qu´aux sein des mers Neptune gémit.

 

 

       DESCRIPTION DE RECIFE DE PERNAMBOUC

Qui porte ses regards sal sud verra
Le Petit Ourse entourée d´une escorte,
Où le ciel lumineux exerce une influence
Des plus sereines et des plus tempérées;
Prés des rivages de la Nouvelles Lusitanie,
La nature prévoyante, en mére attentionnée,
A disposée un port si sûret si tranquille,
Qu´il offre aux nefs creuses un havre remparé.
Tel est ce port paisible, qu´entoure une ceinture
Naturelle formée de roches vivantes et brutes.
Sur toute l´étendue du superbe rivage
Où Neptune em furie déferle et puis reflue.
Entre la plage et le désordre des brisants
Le flot couleur d´étain derive détourné,
Si doucement qu´un simple grappinn  suffirait
À tenir amarrée Argos prédestinée.
Au milieu d´um ouvrage si âpre et escarpé,
Une embouchure déchire le mer houleuse qui.
Dans la langue obscure que parlent les barbares,
Et appelée communément Pernambouc:
De Paraná, la mer, et de Puca, rompue:
Elle est née de fureurs de cette Mer salée,
Qui sans commetre en dérivant aucune faute,
Dans notre langue s´appelle la Fosse du Mer.
Un large et vaste pavement, qui eût sans doute
Scellé la ruine définitive des pirates,
Si quelque tour superbe avait pu s´y dresser.
Mais qui ne reçoit rien pour prix de ses servicess
Se détourne bientôt de toute action d´éclait;
Un roi qui n´est pas libre et n´est pas généreux,
Rendar em toute ses ouevres son vassal-boiteux.
Les dieux ayant gagné l´ample enceinte pavée,
Le vent étant tombé et la mer apaisée,
Quand tou eurent retrouvé enfin leur assurance,
Obéissant à l´ordre e au décret royal,
Protée, levant aaau ciel ses yeus comme s´il
chairchait
À y sonder quelque mystère, un grand secret,
D´une voix retentissante, d´un geste majestueux,
Débride e lâche sles rênes du silence profonde.

 

"

 

LX

Olhai o grande gozo e doce glória

Que tereis quando, postos em descanso,

Contardes esta larga e triste história,

Junto do pátrio lar, seguro e manso.

Que vai da batalha a ter victória,

O que do Mar inchado a um remanso,

Isso então haverá de vosso estado

Aos males que tiverdes já passado.

"

 

 

        XVII

PERA A parte do Sul, onde a pequena,
Visa, e vé de guardas rodeada.
Onde o Ceo luminoso, mais serena,
Tem sua influyção, & temperada.
Into da noua Lusitania ordena,
A natureza, muy bem atentada,
Hum porto tam quieto, & tan seguro,
Que para as curuas Naos serue de muro.

 

***

 

Canto de Proteu

Pelos ares retumbe o grave acento,
De minha rouca voz, confusa, e lenta,
Qual trovão espantoso, e violento,
De repentina, e hórrida tormenta.

(...)

 

XXVIII

O braço invicto vejo com que amansa
A dura cerviz bárbara insolente,
Instruindo na Fé, dando esperança
Do bem que sempre dura e é presente;
Eu vejo c`o rigor da tesa lança
Acossar o Francês, impaciente
De lhe ver alcançar uma vitória
Tão capaz e tão digna de memória.

 

*

 

VEJA e LEIA outros poemas de PERNAMBUCO em nosso Portal:

 

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/pernambuco/pernambuco.html

 

Página publicada em maio de 2022




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