Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VICTORIA LOVELL

Ana Victoria Lovell, profesora en letras, ensayista y poeta rosarina. Coordinadora del Taller Literario para Jóvenes de la Secretaría de Cultura y Educación de la Municipalidad de Rosario desde 1990.

TEXTOS EN ESPAÑOL  -  TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução de Antonio Miranda

 

De
Victoria Lovell
DESDE EL HASTÍO

Rosario, Argentina: Papeles de Boulevard, 2007.
58 p.   ISBN  978-987-23731-0-8

 

 

 

Tautología


Esa misma gesticulación
apacigua el sentido

nos lamemos unos a los otros
hay que ser primogénitos en este amor.

Mudar decorados
para escena tan breve

donde todos improvisan su letra.

 


Cuece su propio espesor
sabe a tan poco el abandono
húmeda cobija, nunca se secará, dicen
húmeda es la locura.

En ese traqueteo, en ese crujido
en esas pisadas
lo que será degüella.

 


Tautologia

Essa mesma gesticulação
apazigua o sentido
lambemo-nos uns aos outros
temos que ser primogênitos neste amor.

Mudar decorações
para cena tão breve
onde todos improvisam seu texto.

Coze sua própria espessura
sabe tão pouco o abandono
úmido cobertor, nunca vai secar, dizem
úmida é a loucura.

Nesse estalo, nesse rugido
nessas pegadas
o que será coima.

 

=================================================



Enfermedades del alma
                            (ver Julia Kristeva)

Desmayo del ciego en mayo
sopla que sopla para la ocasión
instrumentos de viento herrumbrados
arrumbado en los confines del pensamiento

No hay voces por fuera ni maneras
que se empoza exilia
hasta la próxima fecha.

 

 

Doenças da alma
                        (ver Julia Kristeva)

Desmaio do cego em maio
sopra como que sopra para a ocasião
instrumento de vento enferrujado
entulhados nos confins do pensamento

Não há vozes por fora nem maneiras
que empoça exila
até a próxima data.

 

==================================================


Praxis

Este sudor congelado borra las vetas del rostro
enmudece la mano del calígrafo
la pantalla se puebla de nichos para ser exhamados.

Así expuesto a la lente
no es del orden de la mirada sino del gesto
el dictamen:

Formar parte de los desechos es
una práctica de la literatura.



Praxis

Este suor congelado apaga as veias do rosto
cala a mão do calígrafo
a tela se povoa de nichos para serem exumados

Assim exposto à lente
não é da ordem do olhar senão do gesto
o ditame:

Formar parte dos dejetos é
uma prática da literatura.

 

  Res non verba

 

El tiempo se encargó de
denostar el viejo adagio
entre esos dos
ni un sí ni un no.

 

Tampoco pertenecen

al círculo de los indiferentes.

 

 

Res non verba

 

O tempo se encarrega de
afrontar o velho adágio
entre esses dois
nem um sim nem um não.

Tampouco pertencem
ao círculo dos indiferentes.

 

 Regreso a casa (I)

 Ese mismo pastel horneado

sabe diferente al paladar

de los comensales

que no detectan ni la ralladura

ni las especias, si las hubo.

Albis in albis ante la promesa humeante

imperceptible para el ojo profano.

 

Ese mismo pastel anuda l
a memoria al tronco
sabemos que el tiempo
se mide por sus nudos.

 

 

       Regresso a casa (I)

 

Esse mesmo pastel assado
sabe diferente ao paladar
dos comensais
que não detectam nem a raladura
nem as espécies, se existiram.
Albis in albis, ante a promessa fumegante
imperceptível pelo olho profano

Esse mesmo pastel desvanece
a memória do tronco
sabemos que o tempo
se mede por seus laços.

 

 

Regreso a casa (II)

 

 

Las tijeras no aptas

tal vez el tramontina pueda

con los enhiestos tallos del laurel.

 

Tanto amargor ampara el veneno
pétalos nonatos, oficiantes del rito.

 

Sólo cuando esplenda la sombra en flor
habremos de regresar.

 

 

       Regresso a casa (II)

 

As tesouras incapazes
talvez o transmontado possa
com os eretos talos do loureiro.

Tanta amargura ampara o veneno
pétalas nonatas, oficiante do rito.

Apenas quando esplenda a sombra em flor
haveremos de regressar.

 

 

        ***

 

De tanto silenciar
essa espessura de névoa
pronuncia-se como espessa ramagem.

Urde formas, contabiliza
o tempo por seus nós
arquiteturas resistentes
em nome da espécie,
nessa sua desnudez
range o Magnificat.

Fincar o pé sobre o musgo é uma
provisória comprovação de estar.


***

 

 

De tanto silenciar
esa espesura de niebla
se pronuncia como tupido ramaje.  

Urde formas, contabiliza
el tiempo por sus nudos
arquitecturas resistentes
al nombre de la especie, e
n esa su desnudez
cruje el Magníficat.
 

Hacer pie sobre el musgo es una
provisoria comprobación del estar.

 

       

Página publicada em setembro de 2010; ampliada em setembro de 2019ç.



 
Topo da Página Voltar para a página Argentina Click aqui

 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar