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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ENRIQUE HERNÁNDEZ D´JESÚS

 

Nasceu em Mérida, Venezuela, em 1947.

Poeta militante de diversas disciplinas: imagista, fabulador, fotógrafo, colecionador de objetos, artífice de caixas negras, de obras vivente da criação em imagem e palavra.  Os gestos rurais, a autobiografia, os objetos mágicos e a palavra coloquial traçam um almanaque de fabulações, de aparências, de humor sutil, delirante e nostálgico.

Autor de uma vasta obra poética e ganhado de prêmios de literatura, fotografia e desenho. É também editor e organizador de exposições de obras em que conjuga a poesia e objetos em desuso, dando-lhes novos significados. No dizer de Carlos Contramaestre: “Ha explorado zonas del mundo del desecho. La abandonada belleza le entrego objetos derruídos para su iconografia poética y con ellos reconstruyó uma especie de mitologia de lo cotidiano en la introspección del alma del poeta a través de los elementos del desastre, sobre lo que traía el mar en destrucción permanente y lo que su lente de fotógrafo codificaba en estratos metafóricos de desesperanza. Sillas que cojeaban por su antiguedad o que se suicidaban por amor, colgándose de los árboles de Nerval, viejos hierros oxidados, que hacía su lenta resurrección, fotografias fantasmales de muebles solitarios.”
 

TEXTOS EM ESPAÑOL   /  TEXTOS EM PORTUGUÊS


De

EL TIGRE INVISIBLE

Dibujos de Juan Manuel Ramírez

Bogotá: Ediciones Arte Dos Gráfico;

Caracas: Fundación Esta Tierra de Gracia, 2005

ISBN  958-9349-15-3 

 

 

         La lengua alterada

 

La

devoción

a primera vista

por la presa

falsea

las

huellas

 

Se inicia la ausência

 

 

 

Sin los párpados

 

El sonido animal

con la habilidad

del Tigre Invisible

dilató la muerte

Exorcizó

calles estrechas

Estragó

cueles almas

 

 

 

Cuando la sensación desaparece

 

El

equilibrista

se

dota

de

la

traición

 

en este oficio virtuoso

 

Saborea la cacería

 

 

 

El tigre invisible

 

Por tratar de andar con

el Tigre Invisible

olvidé la jaula de los loros

la arquitectura de sus saltos

Arropé las puertas de las viejas

         casas

Un loro teje la sombra callejera

 

No es simplemente el desvario

 

                            De un lado

oculté mis antepasados

escribientes de sentencias en

         el mármol

                   Y del otro lado

a los dibujantes en la almendra del

                            árbol de los deseos

 

 

 

El tigre y punto

 

Buscó el destino

en la propia muerte

la ausência y el sosiego

el alma perturbada

 

silencio

 

 

La sensación de la piel

 

Los espacios cerrados

lo enloquecen

los barrotes pasan

desapercebidos

 

Pierde la memoria

 

 

 

La tigresa palabra

 

La palabra se oculta a sí misma

 

¿No se da cuenta?

 

está desierta

en las calles frias

 

 

 

El silencio excitado de la muerte

 

A la vista de cada cual

 

las imágenes

 

¿Son gustosas sin ser caóticas?

 

El Tigre siente

la tierra de nadie

 

No podrá volver atrás

 

 

 

La caída de la historia

 

La historia es sencilla

lo es para su familia entera

 

En la selva

cree ser el Tigre Invisible:

 

es él

 

he aquí el dilemma 

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS

Tradução de Antonio Miranda

 

 

De

EL TIGRE INVISIBLE

Dibujos de Juan Manuel Ramírez

Bogotá: Ediciones Arte Dos Gráfico;

Caracas: Fundación Esta Tierra de Gracia, 2005

ISBN  958-9349-15-3

 

 

 

 

         A língua alterada

 

A

devoção

a primeira vista

falseia

as

pegadas

 

Tem início a ausência

 

 

 

Sem as pálpebras

 

O ruído animal

com a habilidade

do Tigre Invisível

dilatou a morte

Exorcizou

ruas estreitas

Estragou

almas cruéis

 

 

 

Quando a sensação desaparece

 

O equilibrista

se

dota

com

a

traição

 

neste ofício de virtude

 

Saboreia a caçada

 

 

O tigre invisível

 

Por tratar de andar com

o Tigre Invisível

esqueci a jaula dos louros

a arquitetura de seus saltos

Agasalhei as portas das velhas

         casas

Um louro tece a sombra ambulante

 

Não é simplesmente o desvario

 

                            De um lado

ocultei meus antepassados

escreventes de sentenças no

         mármore

                   E do outro lado

os desenhistas na amêndoa da

                            árvore dos desejos

 

                           

 

O tigre e ponto

 

Buscou o destino

na própria morte

a ausência e o sossego

a alma perturbanda

 

silêncio

 

 

 

A sensação da pele

 

Os espaços fechados

o elouquecem

as grades passam

despercebidas

 

Perde a memória

 

 

 

A tigresa palavra

 

A palavra se esconde em si mesma

 

Não percebe?

 

está deserta

nas ruas frias

 

 

 

O silêncio excitado da morte

 

À vista da qual

 

as imagens

 

São deliciosas sem serem caóticas?

 

O Tigre sente

a terra de ninguém

 

Não poder voltar atrás

 

 

 

A queda da histoóia

 

A história é simples

o é para sua família inteira

 

Na selva

acredita ser o Tigre Invisível:

 

e é

 

aqui está o dilema

 

 

 

Página publicada em abril de 2008



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