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JULIA DE BURGOS


Julia de Burgos (17 de febrero de 1914 - 6 de julio de 1953), nacida en Carolina, Puerto Rico es considerada por muchos críticos como la más excelsa poeta nacida en Puerto Rico. Fue también partidaria de la independencia de la isla.

 

TEXTOS EN ESPAÑOL    -    TEXTOS EM PORTUGUÊS

 

 

LLUVIA ÍNTIMA

 

Las calles de mi alma andan desarropadas.

La emoción va desnuda tras la sombra acostada del anhelo.

Hay vientos azotando cercano a mi conciencia.

 

El cielo de mi mente amenaza estallar,

para soltar el hondo dolor amontonado en noches inocentes,

sobre el otro dolor de ser ola sin playa donde reposar lágrimas.

 

Mi dolor va vendado de llanto entre mis ojos,

busca mares de espíritu donde navegar íntimos

                                                           motivos de tragedia,

quiere crecer, crecer,

hasta doblarme el grito,

y derrumbarme en ecos por la tierra.

 

 

POEMA CON LA TONADA ÚLTIMA

 

¿Qué a dónde voy con esas caras tristes

y un borbotón de venas heridas en mi frente?

 

Voy a despedir rosas al mar,

y a deshacerme en olas más altas que los pájaros,

a quitarme caminos que ya andaban en mí como raíces...

 

Voy a perder estrellas,
y rocíos,

y riachuelos breves donde amé la agonía que arrunó
                                                           mis montañas

y un rumor de palomas

especial,

y palabras...

Voy a quedarme sola,

sin canciones, ni piel,

como un túnel por dentro, donde el mismo silencio se enlouquece
                                                                 y se mata.

 

 

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução: Antonio Miranda

 

 

CHUVA ÍNTIMA

As ruas de minha alma andam desvestidas.
A emoção vai despida atrás da sombra apoiada no anseio.
Ventos açoitam próximo de minha consciência.

O céu de minha mente ameaça estourar,
para a dor profunda amontoada em noites inocentes,
sobre a outra dor de ser onda sem praia onde repousam lágrimas.

Minha dor vai clausurada de pranto entre meu olhos,
busca mares de espírito onde navegar íntimos
          motivos de tragédia,

quer crescer, crescer,
até domar o grito,
e derrubar-me em ecos pelo chão.

 

 

POEMA COM O ÚLTIMO TIMBRE

Mas aonde vou com essas caras tristes
a um jorro de veias feridas em minha testa?

Vou despedir rosas no mar,
e desfazer-me em ondas mais altas que os pássaros,
a superar caminhos que já andavam em mim como raízes.

Vou perder estrelas,
e neblinas,
e riachos breves onde amei a agonia que arruinou minhas
                                                                     montanhas
e um rumor de pombos
especial,
e palavras...
Vou acabar sozinha,
sem canções, nem pele,
como um túnel por dentro, onde o próprio silêncio enlouquece
                                                                                         e se mata.

 

 

Página publicada em janeiro de 2014.

 

 

 

 


 

 

 
 
 
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