Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fuente: http://programasoloparalocos.blogspot.com.br/


LINO BOLAÑOS

 

 

 

Piura, 1955. Autor de cientos de canciones, tres cantatas y una ópera rock. Ha actuado en el Centro Cultural Español, La Estación, El Ekeko, Taberna 1900, el atrio de la iglesia San Francisco, entre otros lugares. Ha realizado presentaciones en Los Ángeles, Miami, Buenos Aires, Santiago y Montevideo. Ha cantado en todos los canales de señal abierta, en Radio Programas del Perú, Radio Nacional, etc. Condecorado por la Municipalidad de Cajamarca en el Encuentro de Poetas Patio Azul. Mención Honrosa en el Premio COPÉ de cuentos (Petróleos del Perú) por El encuentro. Es director ejecutivo de Ediciones e Los Lunes.

 

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL  - TEXTOS EM PORTUGUÊS

 

 

FESTIVAL MUNDIAL DE POESIA,  6to- ÁFRICA / AMÉRICA / ASIA / EUROPA / OCEANIA,  Antologia 2009.  Caracas: Casa Nacional de las Letras Andrés Bello, 2010.   355 p.  Inclui poemas e a biografia de poetas participantes do evento. O único brasileiro da antologia é Antonio Miranda.  Ex. bibl. Antonio Miranda.

 

 

SABIDURÍA MODERNA

 

La ciencia

de este tiempo

nos enseña

que la tierra

no es la tierra:

ni somos la cosa

por sí misma.

 

Vago por el fondo

de los textos

las fórmulas

y sus modificaciones

por la iluminada razón

del escondrijo

circulo en la perdida maraña

de saber

lo que se sabe.

 

Nada

tiene un nombre

verdadero

confluyen

inciertos mecanismos

infinitos laberintos

que anudan

el ser que conocemos.

 

No somos nada

de lo que parecemos

y nuestros cuerpos

se enfrentan

con su esencia

de sílice y carbono

caminhamos

buscando la sombra

que cobije nuestras

desnudas espaldas

bajo el sol que no es el sol.

 

Y la materia

peso puro

explosiona desde un punto

infinitamente pequeño

de existencia

hasta el espacio

en expansión

que nos conforma.

 

Y en ese extraño devenir

nuestra sustancia roza

y transgrede

el principio de la fórmula.

 

Nada tiene nombre propio

somos resultado

de complejas variaciones

unidas entre sí

por algo

que no llegamos a entender.

 

Nada tiene nombre:

el tiempo no es el tiempo

sino un número

elevado al cuadrado

por una constante

atravesada por la luz

 

El ser es al mismo tiempo

lo que no es

materia no se explica

sin antimateria.

 

Nada tiene un nombre sólo

la existencia

está

delimitada

por el caos.

 

Pero consuélate

hijo de hombre

que lo único

se ha unificado

se está

perfectamente encadenado

con la actual razón

para aprehender

lo humano:

 

nada   

tiene un nombre definido

pero, eso sí

todo

tiene un precio.

 

 

 

LAS CATARATAS DE HUAMANTANGA

 

 

As a man is, so he sees

W. Blake

 

Los hombres caminan en tu búsqueda pero

 

nadie conoce el destino del agua

 

hemos visto el verdor apagarse y volverse

 

[a encender

hemos visitado el calor de las hojas y al

punto la savia bendita circula en nuestras

 

[verdes entrañas

hemos grabado al futuro los liqúenes

sumados a la roca invariable

y sujetado las lianas desde las cuales

ascendemos a la profundísima altura

hemos caminado por horas, pidiendo

 

[perdón a las piedras

y al fin, hemos llegado a tu gigantesco

silencio, detrás del estruendo

a tu ahora indomable

 

como si estuvieras, de pronto, a la mano.

Te hemos visto entonces caer

como un chorro infinito de vida

y los hombres, estatuas a la nada

mirándote absortos

por un instante absoluto.

Y luego el retorno

las fotos

 

el suave paisaje

que se pierde en la bruma.

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução de Antonio Miranda

 

          SABEDORIA MODERNA

 

A ciência
atual
nos ensina
que a terra
não é a terra:
nem somos a coisa
por si mesma.

Vago pelo fundo
dos textos
as fórmulas
e suas transformações
pela iluminada razão
do esconderijo
círculo na perdida manhã
do saber
o que se sabe.

 

Nada
tem um nome
verdadeiro
confluem
incertos mecanismos
infinitos labirintos
que unem
o ser que conhecemos.

 

Nada somos
do que parecemos
e nossos corpos
enfrentam
com sua essência
de silício e carbono
caminhamos
buscando a sombra
que abrigue nossas
nuas espaldas
sob o sol que não é o sol.

 

E a matéria
peso puro
explode desde um ponto
infinitamente diminuto
de existência
até o espaço
em expansão
que nos conforma.

 

E nesse estranho devir
nossa substância roça
e transgrede
o princípio da fórmula.

 

Nada tem um nome próprio
somos o resultado
de complexas variações
unidas entre si
por algo
que não chegamos a entender.

 

Nada tem um nome:
o tempo não é o tempo
apenas um número
elevado ao quadrado
por uma constante
atravessada pela luz

 

O ser é ao mesmo tempo
o que não é
matéria não se explica
sem antimatéria.

 

Nada tem um nome apenas
a existência
está

delimitada
pelo caos.

 

Mas consola-te
filho do homem
que o único
se unificou
está
perfeitamente encadeado
com a atual razão
para apreender
o humano:

 

nada
tem um nome definido
mas, isto sim
tudo
tem um preço.

 

 

AS CATARATAS DE HUAMANTANGA

          As a man is, so he sees
                    W. Blake

 

Os homens caminham em tua busca mas
ninguém conhece o destino da água
vimos o verdor apagar-se e voltar a acender
vistamos o calor das folhas e ao
ponto a seiva bendita circula em nossas verdes entranhas
gravamos no futuro os líquens
somados à rocha invariável
e sujeitas às lianas de onde
ascendemos à profundíssima altura
caminhamos durante horas, pedindo perdão às pedras
e afinal chegamos ao teu gigantesco
silêncio, detrás do estrondo
à tua hora indomável
como se estiveras, de repente, disponível.
Vimos então tua caída
como um jorro infinito de vida
e os homens, estátuas ao nada
mirando-te absortos
por um instante absoluto.
E depois o regresso
as fotos
a suave paisagem
que se perde nas brumas.



 

VIDEO:  MIS AMIGOS LOS POETAS

http://programasoloparalocos.blogspot.com.br/2009_08_01_archive.html

 

 

 

 

Antonio  Miranda e Lino Bolaños: encontro durante o 18 Festival Internacional de Poesía de Cartagena de Índias, Colômbia, dez 2014.

 

Video de uma intervenção informal de Lino Bolaños durante uma viagem nos arredores de Cartagena de Índias, em dezembro de 2014.

 

Página publicada em agosto de 2014; ampliada e republicada em dezembro 2014..

 


 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar